Quem controla as cinco maiores minas de cobalto do Congo? Uma análise aprofundada da propriedade

O panorama global da mineração de cobalto é dominado por um único país: a República Democrática do Congo (DRC). Respondendo por aproximadamente 74 por cento da produção mundial de cobalto, a DRC produziu 170.000 toneladas métricas em 2023—a porção significativa do total de 230.000 MT do planeta. No entanto, por trás desses números impressionantes, existe uma rede complexa de propriedade corporativa e joint ventures. Para investidores que procuram entender quem realmente possui e opera as minas de cobalto do Congo, a resposta revela um forte investimento chinês ao lado de potências tradicionais de mineração e interesses apoiados pelo Estado.

O Grande Panorama: Por que o Cobalto do Congo Importa

A demanda por cobalto aumentou à medida que as baterias de íon de lítio impulsionam a revolução global dos veículos elétricos. A riqueza mineral da DRC torna-se indispensável nesta cadeia de suprimentos, mas a estrutura de propriedade de suas minas reflete dinâmicas geopolíticas e econômicas mais amplas. As cinco maiores minas de cobalto na DRC são geridas por consórcios multinacionais, cada um com perfis de propriedade distintos que moldam estratégias de produção e influência no mercado.

Tenke Fungurume: Domínio Chinês (28.500 MT em 2023)

Localizada na província de Lualaba, este gigante da mineração exemplifica a propriedade moderna de cobalto na DRC. O Grupo CMOC da China detém 80 por cento, enquanto a entidade governamental Gécamines da DRC mantém 20 por cento—uma disposição comum que reflete a participação do Estado nos recursos nacionais. A CMOC adquiriu a mina da Freeport McMoRan em 2016, marcando uma mudança significativa de controle para interesses chineses. A produção de cobalto da empresa em 2023 quase dobrou em relação aos níveis de 2020, e as operações expandidas na Tenke ajudaram a superar a Glencore, tradicional líder, tornando-se a maior produtora de cobalto do mundo. Além do cobalto, esta mina também é a maior produtora de cobre da DRC, gerando fluxos de receita integrados para sua matriz chinesa.

Kamoto: Parceria Glencore-Gécamines (27.600 MT em 2023)

Na província de Katanga, a Glencore (75 por cento de propriedade) opera Kamoto ao lado da Gécamines (25 por cento). Esta joint venture demonstra como grandes mineradoras globais mantêm posições no setor de cobalto do Congo. A produção de cobalto da mina aumentou mais de 15 por cento nos últimos anos, apoiada por múltiplos locais operacionais, incluindo as instalações de open-pit KOV e Mashamba East, além da refinaria Luilu em Kolwezi. Este modelo de propriedade integrada permite à Glencore manter uma posição competitiva, apesar de ter perdido sua coroa como maior produtora de cobalto.

Kisanfu: A Conexão CMOC-CATL (27.000 MT em 2023)

Também em Lualaba, Kisanfu representa a mais recente grande entrada no panorama de cobalto do Congo. A propriedade está dividida entre a CMOC (que controla 75 por cento da subsidiária operacional), a fabricante chinesa de baterias CATL (25 por cento), e o governo da DRC (5 por cento). A CMOC adquiriu o depósito da Freeport McMoRan em 2020, e a entrada em operação da mina em meados de 2023 contribuiu imediatamente para um recorde na oferta global de cobalto. Esta estrutura de propriedade conecta a extração de minerais brutos do Congo diretamente ao ecossistema de fabricação de baterias da China, ilustrando como quem possui essas minas determina a geografia final da cadeia de suprimentos.

Metalkol RTR: Modelo de Reprocessamento da ERG (14.700 MT em 2023)

Em Haut-Katanga, o Eurasian Resources Group (ERG) opera uma instalação hidrometalúrgica que reprocessa rejeitos de mineração históricos—um modelo de propriedade e operação diferente do da mineração tradicional. A abordagem da Metalkol RTR para extração de cobalto cresceu 40 por cento em relação aos níveis de produção de 2020. O compromisso da ERG com práticas de mineração responsáveis atraiu um acordo de fornecimento para 2024 com a Electra Battery Materials, garantindo o fornecimento de hidróxido de cobalto a longo prazo para um projeto de refinaria canadense. Este arranjo ilustra como as estruturas de propriedade estão cada vez mais entrelaçadas com credenciais de sustentabilidade e processamento downstream.

Mutanda: Participação da Glencore (11.200 MT em 2023)

A Glencore detém integralmente a Mutanda Mining (95 por cento de interesse na mina), com o restante de 5 por cento pertencente ao governo da DRC. Após a suspensão por cuidados e manutenção em 2019 devido aos preços fracos do cobalto, a Glencore retomou as operações a partir de outubro de 2021. As três minas de open-pit estão projetadas para operar por 25 anos, embora preocupações recentes sobre o esgotamento da oxidação superficial possam exigir investimentos na extração de sulfetos mais profundos. Essa concentração de propriedade nas mãos da Glencore confere à grande mineradora uma influência significativa sobre as decisões de produção.

O Panorama de Propriedade: Capital Chinês e Grandes Tradicionais

Quem possui as minas de cobalto do Congo revela um padrão claro: investidores chineses—particularmente a CMOC e fabricantes de baterias como a CATL—controlam as instalações de maior produção. O governo da DRC mantém participações minoritárias em todas as cinco minas, garantindo alguma receita estatal, mas com controle operacional limitado. Mineradoras tradicionais ocidentais como a Glencore mantêm participações substanciais, mas cederam o domínio ao capital chinês. Essa distribuição de propriedade significa que decisões sobre níveis de produção, técnicas de processamento e destinos de fornecimento fluem significativamente através de canais corporativos chineses, tornando o fornecimento de cobalto intimamente ligado a interesses geopolíticos e comerciais operando de Pequim.

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