Após as oscilações selvagens de 2025 nos mercados de commodities, criptomoedas e forex, as principais instituições financeiras estão a pintar um quadro surpreendentemente otimista para 2026. Aqui está o que os principais bancos e analistas esperam — e onde podem estar escondidas as verdadeiras oportunidades.
O Boom das Commodities Continua: Ouro e Prata Lideram a Corrida
O aumento de 60% do ouro em 2025 não foi uma coincidência. O Conselho Mundial do Ouro e grandes bancos de investimento veem mais potencial de valorização pela frente. Goldman Sachs aponta para USD 4.900/oz até ao final de 2026, enquanto o Bank of America é ainda mais otimista, com USD 5.000/oz — impulsionado por cortes persistentes nas taxas do Fed, acumulação por parte dos bancos centrais e incerteza geopolítica.
Mas aqui está a verdadeira história: a prata está a roubar o protagonismo. Enfrentando um défice estrutural de oferta e uma forte procura industrial, o Instituto da Prata alerta para desequilíbrios que irão persistir até 2026. UBS elevou a sua previsão para a prata para USD 58–60/oz, com potencial para atingir USD 65/oz — um movimento que reflete o perfil de risco-recompensa melhorado do metal em comparação com o ouro.
Mercados de Criptomoedas numa Encruzilhada: Caminhos Divergentes de Bitcoin e Ethereum
O desempenho do Bitcoin em 2026 depende de um debate-chave: o ciclo de quatro anos está morto ou vivo?
O Standard Chartered recentemente rebaixou a sua previsão para o Bitcoin de USD 200.000 para USD 150.000, citando expectativas reduzidas de compras governamentais de bitcoin. A Bernstein, por sua vez, mantém uma visão mais nuanceada — projetando que o Bitcoin pode atingir USD 150.000 em 2026 e USD 200.000 em 2027, argumentando que o ativo mudou para um ciclo de alta prolongado. A Morgan Stanley assume a posição oposta, insistindo que o ciclo de quatro anos permanece intacto e alertando que a corrida de alta está a aproximar-se do esgotamento.
Snapshot atual do mercado: Bitcoin está a negociar perto de USD 91.25K (subindo 1.82% em 24 horas), enquanto o Ethereum situa-se em USD 3.14K (subindo 1.27% em 24 horas).
O Ethereum mostra dinâmicas diferentes. O JPMorgan destaca a tokenização como uma força transformadora que depende da infraestrutura do Ethereum — uma tese que pode remodelar os mercados de criptomoedas. Tom Lee, um destacado estrategista de criptomoedas, prevê audaciosamente que o ETH atingirá USD 20.000 em 2026, afirmando que o Ethereum já tocou o fundo e uma valorização substancial está por vir.
Ações nos EUA e Tecnologia: A Máquina de Investimento em IA Continua a Rugir
O ganho de 22% do Nasdaq 100 em 2025 estabeleceu um momentum forte que as instituições esperam que continue. O JPMorgan enfatiza que operadores de centros de dados hyperscale — Amazon, Google, Microsoft, Meta — manterão compromissos massivos de capex, com gastos acumulados potencialmente a atingir centenas de bilhões até 2026. Isto apoia diretamente os pesos pesados do Nasdaq 100, como NVIDIA, AMD e Broadcom.
As previsões dos analistas para o S&P 500 situam-se entre 7.500 e 8.000 até ao final de 2026, o que faria o Nasdaq 100 ultrapassar os 27.000 pontos, se as correlações históricas se mantiverem.
Mercados de Moedas: Os Sinais Mistos do Dólar
EUR/USD traçou um quadro claro em 2025 com uma subida de 13% — o desempenho anual mais forte em quase oito anos. Para 2026, políticas divergentes do Fed e do BCE (cortes de taxas vs. manutenção estável) deverão empurrar o EUR/USD para 1.20–1.22, segundo o JPMorgan, Nomura e Bank of America. A Morgan Stanley acrescenta um toque contrarian: espera que o EUR/USD inicialmente suba para 1.23 antes de recuar para 1.16 no 2º semestre de 2026, à medida que o desempenho económico dos EUA se reafirma.
USD/JPY apresenta desacordo mais acentuado. O JPMorgan prevê que o USD/JPY suba para 164 até ao final de 2026, apostando na atratividade do carry trade com ienes, apesar de as expectativas de aumento das taxas do BOJ já estarem refletidas. A Nomura tem uma visão oposta — projetando uma queda para 140, à medida que os diferenciais de juros se estreitam, prejudicando os carry trades. Para quem converter 150.000 ienes em USD, a diferença entre estas previsões representa uma exposição significativa: a 164, cerca de USD 915; a 140, aproximadamente USD 1.071 — uma diferença de 17% que reforça a incerteza cambial à frente.
Mercados de Energia: O Caso Pessimista Ainda em Perspectiva
O petróleo bruto enfrentou obstáculos em 2025, com uma queda de 20%, e 2026 parece igualmente desafiante. O Goldman Sachs delineia um cenário de baixa com WTI a uma média de USD 52/bbl e Brent a USD 56/bbl, impulsionado pela sustentabilidade da produção da OPEC+ e pela procura global moderada. O JPMorgan também assinala riscos de baixa, projetando WTI perto de USD 54/bbl e Brent por volta de USD 58/bbl, se os excedentes de oferta persistirem.
A Conclusão
As instituições continuam a ser construtivas em relação às commodities e às criptomoedas, mas divididas quanto aos detalhes. Ouro e prata parecem bem apoiados por fatores estruturais, enquanto Bitcoin e Ethereum enfrentam pontos de inflexão importantes. Os mercados de ações devem beneficiar-se do contínuo investimento em IA, e a dinâmica cambial depende do percurso da política do Fed — a variável crítica para 2026.
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O que os Mercados de 2026 Reservam: As Previsões Audaciosas das Instituições sobre Ouro, Bitcoin e Pares de Moedas Se Confirmarão?
Após as oscilações selvagens de 2025 nos mercados de commodities, criptomoedas e forex, as principais instituições financeiras estão a pintar um quadro surpreendentemente otimista para 2026. Aqui está o que os principais bancos e analistas esperam — e onde podem estar escondidas as verdadeiras oportunidades.
O Boom das Commodities Continua: Ouro e Prata Lideram a Corrida
O aumento de 60% do ouro em 2025 não foi uma coincidência. O Conselho Mundial do Ouro e grandes bancos de investimento veem mais potencial de valorização pela frente. Goldman Sachs aponta para USD 4.900/oz até ao final de 2026, enquanto o Bank of America é ainda mais otimista, com USD 5.000/oz — impulsionado por cortes persistentes nas taxas do Fed, acumulação por parte dos bancos centrais e incerteza geopolítica.
Mas aqui está a verdadeira história: a prata está a roubar o protagonismo. Enfrentando um défice estrutural de oferta e uma forte procura industrial, o Instituto da Prata alerta para desequilíbrios que irão persistir até 2026. UBS elevou a sua previsão para a prata para USD 58–60/oz, com potencial para atingir USD 65/oz — um movimento que reflete o perfil de risco-recompensa melhorado do metal em comparação com o ouro.
Mercados de Criptomoedas numa Encruzilhada: Caminhos Divergentes de Bitcoin e Ethereum
O desempenho do Bitcoin em 2026 depende de um debate-chave: o ciclo de quatro anos está morto ou vivo?
O Standard Chartered recentemente rebaixou a sua previsão para o Bitcoin de USD 200.000 para USD 150.000, citando expectativas reduzidas de compras governamentais de bitcoin. A Bernstein, por sua vez, mantém uma visão mais nuanceada — projetando que o Bitcoin pode atingir USD 150.000 em 2026 e USD 200.000 em 2027, argumentando que o ativo mudou para um ciclo de alta prolongado. A Morgan Stanley assume a posição oposta, insistindo que o ciclo de quatro anos permanece intacto e alertando que a corrida de alta está a aproximar-se do esgotamento.
Snapshot atual do mercado: Bitcoin está a negociar perto de USD 91.25K (subindo 1.82% em 24 horas), enquanto o Ethereum situa-se em USD 3.14K (subindo 1.27% em 24 horas).
O Ethereum mostra dinâmicas diferentes. O JPMorgan destaca a tokenização como uma força transformadora que depende da infraestrutura do Ethereum — uma tese que pode remodelar os mercados de criptomoedas. Tom Lee, um destacado estrategista de criptomoedas, prevê audaciosamente que o ETH atingirá USD 20.000 em 2026, afirmando que o Ethereum já tocou o fundo e uma valorização substancial está por vir.
Ações nos EUA e Tecnologia: A Máquina de Investimento em IA Continua a Rugir
O ganho de 22% do Nasdaq 100 em 2025 estabeleceu um momentum forte que as instituições esperam que continue. O JPMorgan enfatiza que operadores de centros de dados hyperscale — Amazon, Google, Microsoft, Meta — manterão compromissos massivos de capex, com gastos acumulados potencialmente a atingir centenas de bilhões até 2026. Isto apoia diretamente os pesos pesados do Nasdaq 100, como NVIDIA, AMD e Broadcom.
As previsões dos analistas para o S&P 500 situam-se entre 7.500 e 8.000 até ao final de 2026, o que faria o Nasdaq 100 ultrapassar os 27.000 pontos, se as correlações históricas se mantiverem.
Mercados de Moedas: Os Sinais Mistos do Dólar
EUR/USD traçou um quadro claro em 2025 com uma subida de 13% — o desempenho anual mais forte em quase oito anos. Para 2026, políticas divergentes do Fed e do BCE (cortes de taxas vs. manutenção estável) deverão empurrar o EUR/USD para 1.20–1.22, segundo o JPMorgan, Nomura e Bank of America. A Morgan Stanley acrescenta um toque contrarian: espera que o EUR/USD inicialmente suba para 1.23 antes de recuar para 1.16 no 2º semestre de 2026, à medida que o desempenho económico dos EUA se reafirma.
USD/JPY apresenta desacordo mais acentuado. O JPMorgan prevê que o USD/JPY suba para 164 até ao final de 2026, apostando na atratividade do carry trade com ienes, apesar de as expectativas de aumento das taxas do BOJ já estarem refletidas. A Nomura tem uma visão oposta — projetando uma queda para 140, à medida que os diferenciais de juros se estreitam, prejudicando os carry trades. Para quem converter 150.000 ienes em USD, a diferença entre estas previsões representa uma exposição significativa: a 164, cerca de USD 915; a 140, aproximadamente USD 1.071 — uma diferença de 17% que reforça a incerteza cambial à frente.
Mercados de Energia: O Caso Pessimista Ainda em Perspectiva
O petróleo bruto enfrentou obstáculos em 2025, com uma queda de 20%, e 2026 parece igualmente desafiante. O Goldman Sachs delineia um cenário de baixa com WTI a uma média de USD 52/bbl e Brent a USD 56/bbl, impulsionado pela sustentabilidade da produção da OPEC+ e pela procura global moderada. O JPMorgan também assinala riscos de baixa, projetando WTI perto de USD 54/bbl e Brent por volta de USD 58/bbl, se os excedentes de oferta persistirem.
A Conclusão
As instituições continuam a ser construtivas em relação às commodities e às criptomoedas, mas divididas quanto aos detalhes. Ouro e prata parecem bem apoiados por fatores estruturais, enquanto Bitcoin e Ethereum enfrentam pontos de inflexão importantes. Os mercados de ações devem beneficiar-se do contínuo investimento em IA, e a dinâmica cambial depende do percurso da política do Fed — a variável crítica para 2026.