Web3 não está a falhar por falta de inovação. Se perguntares a desenvolvedores e investigadores, eles dir-te-ão que a tecnologia é sólida. O verdadeiro problema? Ninguém fora do ecossistema consegue relacionar-se com ela.
Pensa em como outras indústrias cativam as pessoas. Quando ouves “comida”, a tua boca água. “Fitness” faz-te imaginar-te mais forte. “Viagens” pintam imagens de aventura. Mas mencionar “Web3” e recebes olhares vazios—não porque as pessoas não estejam interessadas, mas porque a narrativa está toda errada.
A Armadilha do Jargão
Neste momento, as conversas sobre Web3 estão a afogar-se em palavras da moda: cadeias públicas, infraestrutura, protocolos, contratos inteligentes. Estas palavras não têm qualquer ressonância emocional. Não se conectam com a forma como as pessoas realmente experienciam a tecnologia. Os líderes de projeto passam horas a explicar como as coisas funcionam, mas quase nunca descrevem como é usá-las.
Esta lacuna é enorme. Os criadores estão tão focados nas especificações técnicas que se esquecem de mencionar os momentos humanos—a confusão quando se encontra uma carteira pela primeira vez, o alívio quando uma transação finalmente é confirmada, a alegria de ver a transação concluída instantaneamente em vez de esperar minutos.
Funcionalidade Não É Suficiente
Aqui está a ideia principal: o público não compra funcionalidades, compra emoções. Em vez de dizer “esta funcionalidade otimiza a capacidade de processamento para melhorar a escalabilidade”, conta às pessoas o que elas realmente sentem—atualizar uma página e descobrir que a sua transação já foi concluída. Isso é tangível. Isso é relacionável.
O fracasso na narrativa do Web3 não é sobre minimizar a tecnologia. É sobre preparar as pessoas para entenderem informações complexas. Quando lideras com a experiência humana, a tecnologia torna-se mais fácil de digerir.
Prova na Prática
Os dados falam por si. Em concursos de conteúdo, vídeos que destacam momentos reais de utilizadores superam consistentemente as análises técnicas puras. Por quê? Porque o público conecta-se com a jornada, não com o jargão. Lembram-se de como alguém se sentiu ao descobrir uma funcionalidade, não do mecanismo por trás dela.
A fórmula vencedora combina ambos: honra a sofisticação da tecnologia enquanto a enraíza em cenários relacionáveis. Mostra a confusão inicial, depois o momento de avanço em que tudo faz sentido.
O Caminho a Seguir
O desafio da adoção do Web3 não é um problema de tecnologia—é um problema de narrativa. Os projetos que conquistam a atenção não são aqueles com a tecnologia mais avançada. São aqueles que contam narrativas envolventes que fazem a inovação complexa parecer acessível e pessoal.
A infraestrutura está lá. Os construtores estão lá. O que falta é a ponte entre o que o Web3 faz e o que o Web3 significa para as pessoas comuns. Fecha essa lacuna através da narrativa, e a adoção seguirá.
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Por que a Narrativa Web3 Importa Mais do Que Você Pensa
Web3 não está a falhar por falta de inovação. Se perguntares a desenvolvedores e investigadores, eles dir-te-ão que a tecnologia é sólida. O verdadeiro problema? Ninguém fora do ecossistema consegue relacionar-se com ela.
Pensa em como outras indústrias cativam as pessoas. Quando ouves “comida”, a tua boca água. “Fitness” faz-te imaginar-te mais forte. “Viagens” pintam imagens de aventura. Mas mencionar “Web3” e recebes olhares vazios—não porque as pessoas não estejam interessadas, mas porque a narrativa está toda errada.
A Armadilha do Jargão
Neste momento, as conversas sobre Web3 estão a afogar-se em palavras da moda: cadeias públicas, infraestrutura, protocolos, contratos inteligentes. Estas palavras não têm qualquer ressonância emocional. Não se conectam com a forma como as pessoas realmente experienciam a tecnologia. Os líderes de projeto passam horas a explicar como as coisas funcionam, mas quase nunca descrevem como é usá-las.
Esta lacuna é enorme. Os criadores estão tão focados nas especificações técnicas que se esquecem de mencionar os momentos humanos—a confusão quando se encontra uma carteira pela primeira vez, o alívio quando uma transação finalmente é confirmada, a alegria de ver a transação concluída instantaneamente em vez de esperar minutos.
Funcionalidade Não É Suficiente
Aqui está a ideia principal: o público não compra funcionalidades, compra emoções. Em vez de dizer “esta funcionalidade otimiza a capacidade de processamento para melhorar a escalabilidade”, conta às pessoas o que elas realmente sentem—atualizar uma página e descobrir que a sua transação já foi concluída. Isso é tangível. Isso é relacionável.
O fracasso na narrativa do Web3 não é sobre minimizar a tecnologia. É sobre preparar as pessoas para entenderem informações complexas. Quando lideras com a experiência humana, a tecnologia torna-se mais fácil de digerir.
Prova na Prática
Os dados falam por si. Em concursos de conteúdo, vídeos que destacam momentos reais de utilizadores superam consistentemente as análises técnicas puras. Por quê? Porque o público conecta-se com a jornada, não com o jargão. Lembram-se de como alguém se sentiu ao descobrir uma funcionalidade, não do mecanismo por trás dela.
A fórmula vencedora combina ambos: honra a sofisticação da tecnologia enquanto a enraíza em cenários relacionáveis. Mostra a confusão inicial, depois o momento de avanço em que tudo faz sentido.
O Caminho a Seguir
O desafio da adoção do Web3 não é um problema de tecnologia—é um problema de narrativa. Os projetos que conquistam a atenção não são aqueles com a tecnologia mais avançada. São aqueles que contam narrativas envolventes que fazem a inovação complexa parecer acessível e pessoal.
A infraestrutura está lá. Os construtores estão lá. O que falta é a ponte entre o que o Web3 faz e o que o Web3 significa para as pessoas comuns. Fecha essa lacuna através da narrativa, e a adoção seguirá.