Muitos investidores já ouviram falar sobre o uso de linhas mensais e trimestrais para determinar os melhores momentos de compra e venda, mas nem todos conseguem utilizá-las bem. Muitos veem apenas a superfície, sem perceber que estes indicadores baseados em dados históricos têm limitações que não podem ser superadas. Hoje vamos analisar detalhadamente o sistema de linhas mensais e trimestrais, para ver qual é o seu verdadeiro rosto.
O que são as linhas mensais e trimestrais? Comece por entender a lógica de cálculo
Na análise técnica, as linhas semanais, mensais e trimestrais que frequentemente mencionamos são na verdade versões diferentes do mesmo conceito — linhas de média móvel. O seu método de cálculo é muito simples: somam-se os preços de fechamento durante um período específico, depois dividem-se pelo número de dias, obtendo um valor médio.
Tomando como exemplo o preço das ações da NVDA, os preços de fechamento dos últimos 5 dias úteis foram 925,61, 950,02, 942,89, 914,35 e 903,72. Somando estes números e dividindo por 5, obtém-se o valor médio de 927,318. Ao desenhar estes valores médios dia após dia no gráfico de velas e ligá-los, forma-se uma linha chamada “linha semanal”.
Diferentes traders escolhem períodos diferentes de acordo com os seus hábitos. Os mais comuns são estes:
Classificação
Período da linha média
Curto prazo
5 dias (semanal), 10 dias (bi-semanal)
Médio prazo
20 dias (mensal), 60 dias (trimestral)
Longo prazo
120 dias (semestral), 240 dias (anual)
Na verdade, trata-se de “visualizar” o custo médio de compra de investidores que compraram estas ações em diferentes períodos passados. Se o preço da ação está acima destas linhas, significa que as pessoas que compraram naquele período estão agora a ganhar dinheiro; caso contrário, estão a perder. Parece fazer sentido, certo? Mas este é exatamente o problema.
O verdadeiro rosto das cruzes de ouro e cruzes da morte
Muitos já ouviram falar sobre cruzamentos de ouro (sinal de compra) e cruzamentos de morte (sinal de venda). Simplificando, quando uma linha de período curto atravessa para cima uma linha de período longo é um cruzamento de ouro, e quando atravessa para baixo é um cruzamento de morte.
No histórico de tendências da NVDA, de facto observam-se estes pontos de cruzamento. Quando ocorre um cruzamento de ouro, geralmente representa que a força dos compradores de curto prazo é mais forte, e a maioria dos participantes do mercado está em estado de lucro, o que é interpretado como um sinal de subida; o cruzamento de morte é o oposto, sendo interpretado como um sinal de queda.
Mas o problema aqui é: Estes sinais são todos profecia a posteriori. Quando as linhas médias se cruzam, a tendência já na verdade começou. Se comprar quando vir o cruzamento de ouro, é provável que já tenha perdido o melhor momento de compra.
Quatro formações do arranjo de linhas mensais e trimestrais, cada uma com os seus segredos
Quando várias linhas de médias móveis de diferentes períodos se alinham juntas, os investidores frequentemente julgam a tendência do mercado com base na sua forma de disposição:
Arranjo altista — Todas as linhas de período estão em subida, ordenadas de cima para baixo desde o período curto até o período longo. Isto geralmente indica que o preço da ação já completou a consolidação e pode estar prestes a entrar numa fase de subida, sendo uma zona de compra relativamente segura.
Arranjo baixista — Todas as linhas de período estão em queda, ordenadas de cima para baixo do período longo até o período curto. Isto indica que o preço da ação está em queda contínua, sendo a probabilidade de queda adicional maior, devendo-se considerar sair da posição.
Consolidação horizontal — Todas as linhas de média móvel estão em estado horizontal, com as forças de alta e baixa equilibradas. Neste ponto, é necessário esperar que surjam novas variáveis, sem agir precipitadamente.
Consolidação enredada — As linhas de diferentes períodos estão enredadas umas nas outras, representando sérias divergências nas opiniões dos participantes do mercado, aguardando o aparecimento de notícias revolucionárias.
Parece estar bem organizado, mas na prática estas formações frequentemente causam ilusões aos investidores.
Os problemas fatais das linhas mensais e trimestrais: atraso e ruído
Quer seja a linha mensal ou trimestral, existem dois problemas inevitáveis:
O primeiro problema é o atraso. Uma vez que estes indicadores são calculados com base em dados passados, quando o mercado sofre uma mudança de tendência, a resposta do indicador é necessariamente atrasada em relação aos movimentos reais do mercado. Quando vê a linha média mudar de direção, o mercado já na verdade mudou de rumo. Isto significa que frequentemente perde os melhores momentos de entrada e saída.
O segundo problema é a tendência de gerar ruído. Quando uma ação flutua significativamente a curto prazo devido a certos eventos inesperados (como divulgação de relatórios financeiros, mudanças na política regulatória, etc.), estas flutuações podem deixar “sinais falsos” na linha média. Os investidores podem, portanto, avaliar mal a tendência e tomar decisões de negociação erradas. Especialmente no momento da divulgação de dados importantes, as linhas mensais e trimestrais podem produzir sinais confusos.
A existência destes dois problemas determina que as linhas mensais e trimestrais nunca podem ser ferramentas de decisão isoladas. Podem apenas servir como referências auxiliares, sendo utilizadas em conjunto com outros métodos de análise.
Como utilizar corretamente as linhas mensais e trimestrais: reconhecer as suas limitações
Dado que as linhas mensais e trimestrais têm estes problemas, como devem ser utilizadas corretamente?
Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que as linhas de média móvel apenas refletem o histórico de preços passados, sendo incapazes de prever o futuro. Tratá-las como uma ferramenta de previsão sagrada apenas o levará a ser desapontado pelo mercado.
Em segundo lugar, ao utilizar linhas mensais e trimestrais, deve-se combinar com análise fundamentalista. Um arranjo altista perfeito, combinado com desempenho empresarial fraco, acabará por descer. Pelo contrário, mesmo um arranjo baixista pode estar a recobrar devido aos fundamentos sólidos da empresa.
Em terceiro lugar, deve estar ciente do custo do tempo das linhas de diferentes períodos. A linha trimestral representa o custo médio de compra durante um trimestre inteiro. Se o preço da ação cair abaixo da linha trimestral, de facto significa que a maioria dos compradores do trimestre está a perder dinheiro, mas isto não significa que o preço não continue a cair, pois o mercado frequentemente produz vendas pânicas através de grandes quedas.
Por fim, quando enfrentar más ou boas notícias inesperadas, não confie em demasia nas linhas mensais e trimestrais. Neste ponto, a lógica do mercado será reescrita pela emoção de curto prazo, e qualquer indicador baseado em média histórica pode deixar de funcionar.
Existem muitas ferramentas de análise técnica, sendo as linhas mensais e trimestrais apenas uma delas. Verdadeiras decisões de investimento devem ser uma consideração abrangente de múltiplas dimensões, múltiplos períodos e múltiplos indicadores, e não devem ser controladas por uma única linha de média móvel.
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A verdade sobre a análise do ciclo das ações: por que as médias móveis mensal e trimestral frequentemente "enganam"?
Muitos investidores já ouviram falar sobre o uso de linhas mensais e trimestrais para determinar os melhores momentos de compra e venda, mas nem todos conseguem utilizá-las bem. Muitos veem apenas a superfície, sem perceber que estes indicadores baseados em dados históricos têm limitações que não podem ser superadas. Hoje vamos analisar detalhadamente o sistema de linhas mensais e trimestrais, para ver qual é o seu verdadeiro rosto.
O que são as linhas mensais e trimestrais? Comece por entender a lógica de cálculo
Na análise técnica, as linhas semanais, mensais e trimestrais que frequentemente mencionamos são na verdade versões diferentes do mesmo conceito — linhas de média móvel. O seu método de cálculo é muito simples: somam-se os preços de fechamento durante um período específico, depois dividem-se pelo número de dias, obtendo um valor médio.
Tomando como exemplo o preço das ações da NVDA, os preços de fechamento dos últimos 5 dias úteis foram 925,61, 950,02, 942,89, 914,35 e 903,72. Somando estes números e dividindo por 5, obtém-se o valor médio de 927,318. Ao desenhar estes valores médios dia após dia no gráfico de velas e ligá-los, forma-se uma linha chamada “linha semanal”.
Diferentes traders escolhem períodos diferentes de acordo com os seus hábitos. Os mais comuns são estes:
Na verdade, trata-se de “visualizar” o custo médio de compra de investidores que compraram estas ações em diferentes períodos passados. Se o preço da ação está acima destas linhas, significa que as pessoas que compraram naquele período estão agora a ganhar dinheiro; caso contrário, estão a perder. Parece fazer sentido, certo? Mas este é exatamente o problema.
O verdadeiro rosto das cruzes de ouro e cruzes da morte
Muitos já ouviram falar sobre cruzamentos de ouro (sinal de compra) e cruzamentos de morte (sinal de venda). Simplificando, quando uma linha de período curto atravessa para cima uma linha de período longo é um cruzamento de ouro, e quando atravessa para baixo é um cruzamento de morte.
No histórico de tendências da NVDA, de facto observam-se estes pontos de cruzamento. Quando ocorre um cruzamento de ouro, geralmente representa que a força dos compradores de curto prazo é mais forte, e a maioria dos participantes do mercado está em estado de lucro, o que é interpretado como um sinal de subida; o cruzamento de morte é o oposto, sendo interpretado como um sinal de queda.
Mas o problema aqui é: Estes sinais são todos profecia a posteriori. Quando as linhas médias se cruzam, a tendência já na verdade começou. Se comprar quando vir o cruzamento de ouro, é provável que já tenha perdido o melhor momento de compra.
Quatro formações do arranjo de linhas mensais e trimestrais, cada uma com os seus segredos
Quando várias linhas de médias móveis de diferentes períodos se alinham juntas, os investidores frequentemente julgam a tendência do mercado com base na sua forma de disposição:
Arranjo altista — Todas as linhas de período estão em subida, ordenadas de cima para baixo desde o período curto até o período longo. Isto geralmente indica que o preço da ação já completou a consolidação e pode estar prestes a entrar numa fase de subida, sendo uma zona de compra relativamente segura.
Arranjo baixista — Todas as linhas de período estão em queda, ordenadas de cima para baixo do período longo até o período curto. Isto indica que o preço da ação está em queda contínua, sendo a probabilidade de queda adicional maior, devendo-se considerar sair da posição.
Consolidação horizontal — Todas as linhas de média móvel estão em estado horizontal, com as forças de alta e baixa equilibradas. Neste ponto, é necessário esperar que surjam novas variáveis, sem agir precipitadamente.
Consolidação enredada — As linhas de diferentes períodos estão enredadas umas nas outras, representando sérias divergências nas opiniões dos participantes do mercado, aguardando o aparecimento de notícias revolucionárias.
Parece estar bem organizado, mas na prática estas formações frequentemente causam ilusões aos investidores.
Os problemas fatais das linhas mensais e trimestrais: atraso e ruído
Quer seja a linha mensal ou trimestral, existem dois problemas inevitáveis:
O primeiro problema é o atraso. Uma vez que estes indicadores são calculados com base em dados passados, quando o mercado sofre uma mudança de tendência, a resposta do indicador é necessariamente atrasada em relação aos movimentos reais do mercado. Quando vê a linha média mudar de direção, o mercado já na verdade mudou de rumo. Isto significa que frequentemente perde os melhores momentos de entrada e saída.
O segundo problema é a tendência de gerar ruído. Quando uma ação flutua significativamente a curto prazo devido a certos eventos inesperados (como divulgação de relatórios financeiros, mudanças na política regulatória, etc.), estas flutuações podem deixar “sinais falsos” na linha média. Os investidores podem, portanto, avaliar mal a tendência e tomar decisões de negociação erradas. Especialmente no momento da divulgação de dados importantes, as linhas mensais e trimestrais podem produzir sinais confusos.
A existência destes dois problemas determina que as linhas mensais e trimestrais nunca podem ser ferramentas de decisão isoladas. Podem apenas servir como referências auxiliares, sendo utilizadas em conjunto com outros métodos de análise.
Como utilizar corretamente as linhas mensais e trimestrais: reconhecer as suas limitações
Dado que as linhas mensais e trimestrais têm estes problemas, como devem ser utilizadas corretamente?
Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que as linhas de média móvel apenas refletem o histórico de preços passados, sendo incapazes de prever o futuro. Tratá-las como uma ferramenta de previsão sagrada apenas o levará a ser desapontado pelo mercado.
Em segundo lugar, ao utilizar linhas mensais e trimestrais, deve-se combinar com análise fundamentalista. Um arranjo altista perfeito, combinado com desempenho empresarial fraco, acabará por descer. Pelo contrário, mesmo um arranjo baixista pode estar a recobrar devido aos fundamentos sólidos da empresa.
Em terceiro lugar, deve estar ciente do custo do tempo das linhas de diferentes períodos. A linha trimestral representa o custo médio de compra durante um trimestre inteiro. Se o preço da ação cair abaixo da linha trimestral, de facto significa que a maioria dos compradores do trimestre está a perder dinheiro, mas isto não significa que o preço não continue a cair, pois o mercado frequentemente produz vendas pânicas através de grandes quedas.
Por fim, quando enfrentar más ou boas notícias inesperadas, não confie em demasia nas linhas mensais e trimestrais. Neste ponto, a lógica do mercado será reescrita pela emoção de curto prazo, e qualquer indicador baseado em média histórica pode deixar de funcionar.
Existem muitas ferramentas de análise técnica, sendo as linhas mensais e trimestrais apenas uma delas. Verdadeiras decisões de investimento devem ser uma consideração abrangente de múltiplas dimensões, múltiplos períodos e múltiplos indicadores, e não devem ser controladas por uma única linha de média móvel.