Esta semana, o mercado cambial assiste a duas reuniões de bancos centrais de grande impacto, e o mercado já está em contagem decrescente. Na semana passada (12 a 12 de dezembro), o índice do dólar caiu 0,60%, o euro subiu 0,84%, o iene caiu 0,29%, apresentando uma tendência de diferenciação entre as moedas não-americanas. Entre elas, a força do euro também proporcionou um suporte indireto à taxa de câmbio do euro para renminbi.
BCE mantém política inalterada, até quando o euro pode subir?
Revisão do desempenho da semana passada
Euro/dólar (EUR/USD) subiu 0,84% na semana passada, mas o impulso veio da fraqueza do dólar. O Federal Reserve cortou a taxa de juros em 25 pontos-base conforme o esperado e anunciou o início do plano de compra de gerenciamento de reservas (RMP) em dezembro, adquirindo US$ 400 bilhões em títulos do governo de curto prazo por mês, interpretado pelo mercado como um sinal de uma nova rodada de afrouxamento quantitativo. As declarações do presidente do Fed, Powell, também foram moderadas, levando o índice do dólar a cair em dois dias de negociação consecutivos.
O mais recente gráfico de pontos gerou preocupações no mercado — espera-se apenas uma redução de juros em 2026, mas os traders continuam apostando que o Fed reduzirá a taxa pelo menos duas vezes no próximo ano. Essa divergência de expectativas está enfraquecendo a atratividade do dólar.
Perspectivas para as decisões desta semana
Em 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) anunciará sua decisão de política monetária. O consenso do mercado é de manutenção da taxa de juros, mas o foco já se voltou às declarações do presidente Lagarde e às novas previsões trimestrais. Os investidores estão ansiosos para entender quando o BCE poderá iniciar um ciclo de aperto monetário.
A Morgan Stanley acredita que, diante da clara divergência de políticas entre os bancos centrais europeu e americano, o euro/dólar pode ultrapassar 1,23 no primeiro trimestre de 2026. Isso também tem implicações para a direção do euro em relação ao renminbi.
Análise técnica
O euro/dólar já ultrapassou a média móvel de 100 dias, com indicadores técnicos de alta (RSI e MACD) ainda mostrando domínio dos compradores. Se os dados de emprego não agrícola de novembro nos EUA ficarem abaixo do esperado nesta semana, o euro/dólar pode continuar a subir, com a próxima resistência em 1,18, seguida pelo pico anterior de 1,192.
Por outro lado, se a alta for excessiva e ocorrer uma correção, a média móvel de 100 dias em torno de 1,164 será um suporte principal. Se os dados de emprego dos EUA superarem as expectativas, o euro pode experimentar uma correção de curto prazo.
O Banco do Japão está prestes a aumentar as taxas, o iene pode subir de repente?
Análise do movimento da semana passada
Euro/iene (USD/JPY) subiu 0,29% na semana passada, principalmente devido à postura de observação do mercado quanto à possibilidade de o Banco do Japão aumentar as taxas em 2026. Embora o mercado já tenha precificado bastante essa expectativa de aumento, o foco real está nas orientações futuras de política.
Pontos de atenção na decisão desta semana
Em 19 de dezembro, o Banco do Japão anunciará sua mais recente decisão de taxa de juros. O consenso do mercado é de um aumento de 25 pontos-base para 0,75%, atingindo o nível mais alto em 30 anos.
Como o aumento já foi amplamente precificado, o mercado está atento às indicações do governador Ueda sobre o ritmo de futuros aumentos, especialmente sua visão sobre o nível de “taxa de juros neutra”.
A Nomura Securities aponta que Ueda pode manter uma postura ambígua sobre a “taxa de juros neutra” para deixar espaço para ajustes futuros de política. A probabilidade de sinalizar um aumento hawkish nesta reunião é relativamente baixa.
O Bank of America apresenta duas possibilidades: se o Banco do Japão adotar uma postura mais dovish (ou seja, um “aumento de juros dovish”), o USD/JPY pode permanecer em alta, até mesmo se aproximando de 160; por outro lado, se a postura for mais hawkish (um “aumento de juros hawkish”), pode ocorrer uma correção de venda do iene, empurrando o USD/JPY para cerca de 150, embora essa probabilidade seja considerada menor.
Aviso técnico
O USD/JPY quebrou a média móvel de 21 dias. Se continuar sob pressão abaixo dessa média, o risco de queda aumentará, com suporte em 153. Por outro lado, se conseguir retomar acima da média de 21 dias, a resistência fica em 158.
Pontos de risco desta semana
A reunião do BCE (18 de dezembro) e a do Banco do Japão (19 de dezembro) são os principais eventos da semana. Além disso, a divulgação dos dados de emprego não agrícola de novembro nos EUA será decisiva para o destino do euro e do iene nesta semana.
É especialmente importante observar que, se os dados de emprego forem surpreendentemente fracos, o dólar poderá recuar novamente, dando suporte ao euro/dólar e ao euro em relação ao renminbi; enquanto a postura do Banco do Japão quanto ao aumento de taxas afetará diretamente se o iene se valorizará ou desvalorizará. Os traders devem acompanhar de perto as falas dos presidentes dos dois bancos centrais em busca de sinais de mudança de política.
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As políticas do banco central irão dominar a forte volatilidade cambial! Quem será o vencedor: iene ou euro?
Esta semana, o mercado cambial assiste a duas reuniões de bancos centrais de grande impacto, e o mercado já está em contagem decrescente. Na semana passada (12 a 12 de dezembro), o índice do dólar caiu 0,60%, o euro subiu 0,84%, o iene caiu 0,29%, apresentando uma tendência de diferenciação entre as moedas não-americanas. Entre elas, a força do euro também proporcionou um suporte indireto à taxa de câmbio do euro para renminbi.
BCE mantém política inalterada, até quando o euro pode subir?
Revisão do desempenho da semana passada
Euro/dólar (EUR/USD) subiu 0,84% na semana passada, mas o impulso veio da fraqueza do dólar. O Federal Reserve cortou a taxa de juros em 25 pontos-base conforme o esperado e anunciou o início do plano de compra de gerenciamento de reservas (RMP) em dezembro, adquirindo US$ 400 bilhões em títulos do governo de curto prazo por mês, interpretado pelo mercado como um sinal de uma nova rodada de afrouxamento quantitativo. As declarações do presidente do Fed, Powell, também foram moderadas, levando o índice do dólar a cair em dois dias de negociação consecutivos.
O mais recente gráfico de pontos gerou preocupações no mercado — espera-se apenas uma redução de juros em 2026, mas os traders continuam apostando que o Fed reduzirá a taxa pelo menos duas vezes no próximo ano. Essa divergência de expectativas está enfraquecendo a atratividade do dólar.
Perspectivas para as decisões desta semana
Em 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) anunciará sua decisão de política monetária. O consenso do mercado é de manutenção da taxa de juros, mas o foco já se voltou às declarações do presidente Lagarde e às novas previsões trimestrais. Os investidores estão ansiosos para entender quando o BCE poderá iniciar um ciclo de aperto monetário.
A Morgan Stanley acredita que, diante da clara divergência de políticas entre os bancos centrais europeu e americano, o euro/dólar pode ultrapassar 1,23 no primeiro trimestre de 2026. Isso também tem implicações para a direção do euro em relação ao renminbi.
Análise técnica
O euro/dólar já ultrapassou a média móvel de 100 dias, com indicadores técnicos de alta (RSI e MACD) ainda mostrando domínio dos compradores. Se os dados de emprego não agrícola de novembro nos EUA ficarem abaixo do esperado nesta semana, o euro/dólar pode continuar a subir, com a próxima resistência em 1,18, seguida pelo pico anterior de 1,192.
Por outro lado, se a alta for excessiva e ocorrer uma correção, a média móvel de 100 dias em torno de 1,164 será um suporte principal. Se os dados de emprego dos EUA superarem as expectativas, o euro pode experimentar uma correção de curto prazo.
O Banco do Japão está prestes a aumentar as taxas, o iene pode subir de repente?
Análise do movimento da semana passada
Euro/iene (USD/JPY) subiu 0,29% na semana passada, principalmente devido à postura de observação do mercado quanto à possibilidade de o Banco do Japão aumentar as taxas em 2026. Embora o mercado já tenha precificado bastante essa expectativa de aumento, o foco real está nas orientações futuras de política.
Pontos de atenção na decisão desta semana
Em 19 de dezembro, o Banco do Japão anunciará sua mais recente decisão de taxa de juros. O consenso do mercado é de um aumento de 25 pontos-base para 0,75%, atingindo o nível mais alto em 30 anos.
Como o aumento já foi amplamente precificado, o mercado está atento às indicações do governador Ueda sobre o ritmo de futuros aumentos, especialmente sua visão sobre o nível de “taxa de juros neutra”.
A Nomura Securities aponta que Ueda pode manter uma postura ambígua sobre a “taxa de juros neutra” para deixar espaço para ajustes futuros de política. A probabilidade de sinalizar um aumento hawkish nesta reunião é relativamente baixa.
O Bank of America apresenta duas possibilidades: se o Banco do Japão adotar uma postura mais dovish (ou seja, um “aumento de juros dovish”), o USD/JPY pode permanecer em alta, até mesmo se aproximando de 160; por outro lado, se a postura for mais hawkish (um “aumento de juros hawkish”), pode ocorrer uma correção de venda do iene, empurrando o USD/JPY para cerca de 150, embora essa probabilidade seja considerada menor.
Aviso técnico
O USD/JPY quebrou a média móvel de 21 dias. Se continuar sob pressão abaixo dessa média, o risco de queda aumentará, com suporte em 153. Por outro lado, se conseguir retomar acima da média de 21 dias, a resistência fica em 158.
Pontos de risco desta semana
A reunião do BCE (18 de dezembro) e a do Banco do Japão (19 de dezembro) são os principais eventos da semana. Além disso, a divulgação dos dados de emprego não agrícola de novembro nos EUA será decisiva para o destino do euro e do iene nesta semana.
É especialmente importante observar que, se os dados de emprego forem surpreendentemente fracos, o dólar poderá recuar novamente, dando suporte ao euro/dólar e ao euro em relação ao renminbi; enquanto a postura do Banco do Japão quanto ao aumento de taxas afetará diretamente se o iene se valorizará ou desvalorizará. Os traders devem acompanhar de perto as falas dos presidentes dos dois bancos centrais em busca de sinais de mudança de política.