A disputa pela sede das Olimpíadas 2036: qual continente levará a competição?

A corrida para sediar as Olimpíadas 2036 está em pleno vapor, com um cenário geográfico que chama atenção pela sua heterogeneidade. Enquanto a Ásia, Europa e América do Sul disputam o prestigiado evento, o que mais impressiona é a notória ausência de grandes cidades europeias na competição. Hungria e Alemanha flertaram com a ideia, e Copenhague investiu aproximadamente 67 mil euros em estudos preliminares, mas nenhuma avançou com candidaturas formalizadas perante o Comitê Olímpico Internacional, ao contrário do que fizeram cinco concorrentes em outras regiões.

O novo formato das candidaturas olímpicas

A dinâmica por trás da seleção de cidades-sede mudou substancialmente nos últimos anos. O COI implementou procedimentos menos rígidos, focando em um “diálogo contínuo e permanente” entre candidatos e organizadores, transformando o processo em algo próximo a uma negociação de múltiplas etapas. Essa abordagem buscava reduzir a quantidade de “perdedores”, segundo diretrizes do ex-presidente Thomas Bach.

Uma inovação importante: diferentemente de edições passadas, que se concentravam em uma única metrópole, agora é permitido que um consórcio de cidades ou até mesmo uma região inteira distribua as competições. O precedente recente são os Alpes Franceses, que vencerão a concorrência pelas Olimpíadas de Inverno de 2030.

Os cinco candidatos confirmados

Santiago, Chile

A nação andina surpreendeu com confiança ao se apresentar como anfitriã. Após sediar os Jogos Pan-Americanos em 2023, o Chile anunciou sua pretensão de trazer os Jogos Olímpicos de volta à América do Sul — lembrando que a região última recebeu a competição em 2016, no Rio de Janeiro. O presidente Gabriel Boric declarou que “o Chile tem direito de sonhar mais alto”, consolidando uma posição otimista na candidatura.

Doha, Qatar

Indiscutivelmente o epicentro esportivo do Oriente Médio, Doha cultivou uma infraestrutura robusta através de sucessivas tentativas anteriores. Embora não tenha obtido êxito em candidaturas passadas, a capital catariana sediou Mundiais de atletismo, ginástica e natação na última década. Seu diferencial para 2036 repousa na sustentabilidade: a cidade dispõe de nove estádios de futebol como legado da Copa do Mundo de 2022, complementados por amplos espaços hoteleiros. O Comitê Olímpico do Qatar comprometeu-se a apresentar um projeto que “reflete a dedicação prolongada do país com excelência e sustentabilidade esportiva”.

Ahmedabad, Índia

O país mais populoso da Terra persegue uma olimpíada há décadas. Embora Nova Delhi tenha organizado os Jogos da Commonwealth em 2010, entraves logísticos a descartaram como candidata séria. A quinta maior metrópole indiana e capital de Gujarat emerge agora como aposta nacional. O apoio internacional veio do presidente francês Emmanuel Macron, que prometeu transferência de conhecimentos dos especialistas que organizaram Paris. PT Usha, líder da Associação Olímpica Indiana, ressaltou que o evento provocaria um “impacto geracional para toda a população”.

Istambul, Turquia

A cidade do Bósforo reúne sua sexta candidatura para as Olimpíadas 2036, acumulando frustações históricas. Desafios de infraestrutura e mobilidade urbana sempre se apresentaram como obstáculos — a complexidade de deslocar-se por Istambul exige múltiplos meios de transporte simultaneamente. A estratégia atual inclui consolidar credibilidade ao sediar eventos multiesportivos robustos, como os Jogos Europeus e Campeonatos Europeus Para em 2027. O prefeito Ekrem İmamoğlu mobilizou o entusiasmo popular, afirmando que “o desejo coletivo dos cidadãos constitui o cerne de nossa candidatura”.

Nusantara, Indonésia

A Indonésia, quarto país mais populoso globalmente, surge como estreante relativamente nova na arena das candidaturas olímpicas. Seu comitê apresentou Nusantara para os Jogos de 2032, mas o avanço foi limitado — provavelmente porque a futura capital ainda está em fase de construção. No ano passado, o Ministro da Juventude e Esportes do país indicou que o anterior presidente do COI havia manifestado interesse em que a Indonésia sediasse os Jogos Olímpicos da Juventude de 2030 como trampolim para 2036. Uma configuração alternativa propõe distribuir competições por cidades indonésias como Jacarta e Palembang. O ministro Dito Ariotedjo declarou: “Acredito que possuímos capacidade de sediar as Olimpíadas, desde que nos dediquemos seriamente à preparação”.

Outros interessados em perspectiva

Além dos cinco candidatos confirmados, outras regiões demonstram interesse tangível. A Província de Jeolla do Norte, na República da Coreia, surpreendeu ao vencer a capital Seul como representante nacional no início do ano. Uma cidade egípcia cogita apresentar candidatura. Riade, na Arábia Saudita, assinou acordo para sediar o primeiro evento de Esports Olímpicos em 2027, abrindo precedentes para futuras competições.

A decisão final

A escolha dependerá dos mais de 100 membros do COI distribuídos globalmente. A recém-empossada presidente Kristy Coventry não demonstra urgência em decisões de larga escala. Embora uma votação pudesse ocorrer já em 2025, isso parece improvável neste momento — a revelação da próxima sede olímpica deve acontecer entre 2027 e 2028, mantendo o suspense e a especulação em torno das Olimpíadas 2036.

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