Picos ao alcance: Como o helicóptero torna a aventura no Everest uma realidade acessível

Você tem sonhos de escalar a região do Monte Everest, mas sempre é incomodado por uma questão: quem tem tempo livre para escalar? Se você é aquele profissional com carteira cheia de compromissos e férias curtas, o modo tradicional de escalada pode parecer impossível. Mas agora a situação mudou.

A era mudou, e a forma de escalar também

Ainda se lembra do tradicional escalada no Himalaia? Você entra, sobe, e sai — todo o processo leva um mês inteiro para ser concluído. A viagem ao acampamento base do Everest geralmente consome todo o mês de férias, o que é quase impossível para os profissionais modernos.

Mas os avanços tecnológicos mudaram tudo. Uma nova geração de alpinistas tem uma característica: dinheiro na mão, mas sem tempo. Essa contradição gerou uma nova forma de aventura — Escalada de helicóptero (Heli-Trek). Simplificando, usa-se um helicóptero para o retorno, transformando um mês de escalada em uma aventura de duas semanas.

Três rotas mais populares para as montanhas

Gokyo Ri: o melhor ponto de vista do Everest

Quer ver a vista espetacular do Monte Everest, mas sem os riscos de uma escalada técnica? Escalada Gokyo Ri é a resposta perfeita.

O destaque dessa rota não é apenas o topo de 5.357 metros. A região de Gokyo possui seis lagos glaciais, com águas incrivelmente claras, parecendo que o céu caiu na terra. De cima de Gokyo Ri, você consegue ver o Everest, o Lhotse e o Makalu — três gigantes acima de 8.000 metros.

O percurso tradicional leva mais de quatro dias de ida e volta até Lukla para pegar o avião. Mas com helicóptero, ao amanhecer, você chega ao topo, desfruta de um café da manhã quente, e ao ouvir o som das hélices, o helicóptero já está pousando ao seu lado. Subindo, a vista muda instantaneamente. Você verá o mosteiro de Tengboche silencioso no vale, e o rio Dudh Koshi serpenteando como uma cobra de prata. Em poucos minutos, você já está jantando em Katmandu. Assim, toda a viagem de Gokyo Ri dura apenas 7 a 9 dias.

Mera Peak: o caminho para iniciantes na escalada

Mera Peak (6.476 metros) é o pico não técnico mais alto do Nepal. É uma escolha padrão para quem quer avançar na escalada — exige força, mas não requer técnicas de piolet ou gelo.

O problema é que ele fica muito remoto. Daqui de Katmandu até Mera Peak, o percurso tradicional passa pelas profundezas do Vale de Hinku, levando de 18 a 21 dias.

Mas há um aviso médico. Alguns roteiros mais radicais fazem o helicóptero pousar em Khare (5.000 metros), economizando 10 dias de caminhada. Parece ótimo, mas o risco é grande — saltar de Katmandu (1.400 metros) direto para Khare pode causar doença de altitude grave ou edema cerebral de altitude.

A estratégia inteligente é: voar até Lukla ou Kote, passar 3-4 dias se adaptando à altitude, caminhar até Khare para montar a base, escalar até o topo, e depois pegar o helicóptero de volta para Katmandu. Assim, é seguro e rápido, e toda a viagem pode ser feita em 12 a 14 dias.

Island Peak: a experiência adrenalina ao máximo

Se Mera Peak é para avançar, Island Peak (6.189 metros) é um salto na dificuldade técnica. Não se deixe enganar pelo altitude — essa montanha exige domínio de crampons, cordas fixas e travessia de fissuras de gelo. Ela fica perto do acampamento base do Everest, partindo do Vale de Chukung.

A rota tradicional leva 16 dias. Depois de chegar ao topo, ainda precisa de mais três dias para voltar a Lukla? Muito cansativo. Com helicóptero, esse tempo é comprimido para 9 dias. Imagine: 12 horas de luta na face íngreme de neve, e então ouvir o som das hélices, o helicóptero te busca — esse é o momento de máxima libertação para o alpinista.

Por que escalar com helicóptero não é “trapaça”

Alguns dizem: usar helicóptero tira a alma da escalada.

Mas essa crítica ignora um fato: a conquista do topo vem do seu esforço, dos seus pulmões, da sua vontade, não do número de dias que você passou.

De cima, o que você sente é verdadeiro — dificuldade de respirar, adrenalina a mil, a sensação pura de realização ao pisar na neve do cume. Essas experiências não podem ser compradas com um helicóptero.

E pela janela do helicóptero, você vivencia outra emoção — sobrevoar o vale que acabou de conquistar, ver os seis lagos de Gokyo como uma joia, e o glaciar Ngozumpa se estendendo aos seus pés. Essa “visão de Deus” é algo que simplesmente não se experimenta na escalada.

Você não está escolhendo uma ou outra experiência, mas tendo as duas ao mesmo tempo — a glória do alpinismo e a grandiosidade do voo.

O custo é uma barreira

Para ser honesto, escalar com helicóptero é um luxo. No Nepal, o helicóptero geralmente é alugado por tempo de voo, não por assento. Voos curtos (como de Gorakshep a Lukla) são relativamente baratos, mas você ainda precisa de um voo de avião de asa fixa de Lukla para Katmandu. O clima também é variável — em dias ruins, o helicóptero simplesmente não voa.

Portanto, se você não tem férias suficientes ou patrocínio empresarial, a escalada tradicional ainda é a melhor opção. Mas se você pode investir, as portas do Everest estão abertas para você.

A questão agora não é se você pode escalar, mas como vai fazer isso. Reserve um helicóptero, vá leve, e em duas semanas realize o que antes levava um mês. As montanhas continuam lá, mas as formas de chegar até elas, já não são só uma.

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