## A indústria DeFi impugna a Citadel: uma batalha pela regulamentação sob a nova administração
Na passada sexta-feira, um frente unido de atores-chave na indústria de finanças descentralizadas respondeu de forma contundente à proposta da Citadel Securities perante a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos Estados Unidos. A manobra de Patrick Vitter, conselheiro cripto da Casa Branca, de apoiar a proteção de desenvolvedores de software e protocolos DeFi, marca uma mudança significativa na orientação regulatória sob a administração Trump.
A Citadel Securities tinha apresentado uma carta de 13 páginas sugerindo intensificar a regulamentação sobre os protocolos DeFi que gerem valores tokenizados, argumentando que deveriam operar sob as mesmas estruturas de registo que as bolsas e corretores tradicionais. No entanto, a coligação composta pelo DeFi Education Fund, Andreessen Horowitz (a16z), Digital Chamber, Orca Creative, o advogado J.W. Verret e a Uniswap Foundation qualificou esses argumentos como "totalmente infundados".
### Desacordos fundamentais sobre o modelo regulatório
A carta conjunta da aliança DeFi rejeita de forma direta a premissa central da Citadel: que alcançar objetivos de proteção dos investidores e integridade do mercado "sempre requer intermediação tradicional registada junto da SEC". Os signatários sustentam que é completamente viável alcançar esses propósitos através de mercados on-chain cuidadosamente desenhados, sem necessidade de estruturas regulatórias herdadas.
Jennifer Rosenthal, porta-voz do DeFi Education Fund, foi particularmente crítica com a posição da Citadel, indicando que a entidade defende principalmente os seus próprios interesses comerciais face a uma tecnologia que representa uma ameaça direta ao seu modelo de negócio e participação de mercado. A aliança sublinhou que a carta da Citadel contém "numerosas imprecisões factuais e declarações enganosas".
### Apoio governamental à inovação
Do lado oficial, a Citadel Securities emitiu uma declaração reafirmando o seu apoio à tokenização e à inovação financeira digital como ferramentas para fortalecer a liderança americana. No entanto, a empresa insistiu que esses avanços devem ser implementados mantendo proteções rigorosas para os investidores, consideradas como padrão de ouro nos mercados de valores globais.
A manobra de Patrick Vitter de posicionar-se publicamente a favor do DeFi através da plataforma social X sublinha a mudança de clima político. O seu escritório comunicou explicitamente o seu apoio à "necessidade de proteger os desenvolvedores de software e o DeFi", evidenciando uma desalinização fundamental com a proposta regulatória mais restritiva apresentada pela Citadel Securities.
Este confronto reflete uma tensão mais profunda: se a inovação descentralizada deve submeter-se a quadros regulatórios desenhados para intermediários centralizados, ou se, pelo contrário, a regulamentação deve adaptar-se a novas arquiteturas de mercado que funcionam segundo princípios fundamentalmente distintos.
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## A indústria DeFi impugna a Citadel: uma batalha pela regulamentação sob a nova administração
Na passada sexta-feira, um frente unido de atores-chave na indústria de finanças descentralizadas respondeu de forma contundente à proposta da Citadel Securities perante a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos Estados Unidos. A manobra de Patrick Vitter, conselheiro cripto da Casa Branca, de apoiar a proteção de desenvolvedores de software e protocolos DeFi, marca uma mudança significativa na orientação regulatória sob a administração Trump.
A Citadel Securities tinha apresentado uma carta de 13 páginas sugerindo intensificar a regulamentação sobre os protocolos DeFi que gerem valores tokenizados, argumentando que deveriam operar sob as mesmas estruturas de registo que as bolsas e corretores tradicionais. No entanto, a coligação composta pelo DeFi Education Fund, Andreessen Horowitz (a16z), Digital Chamber, Orca Creative, o advogado J.W. Verret e a Uniswap Foundation qualificou esses argumentos como "totalmente infundados".
### Desacordos fundamentais sobre o modelo regulatório
A carta conjunta da aliança DeFi rejeita de forma direta a premissa central da Citadel: que alcançar objetivos de proteção dos investidores e integridade do mercado "sempre requer intermediação tradicional registada junto da SEC". Os signatários sustentam que é completamente viável alcançar esses propósitos através de mercados on-chain cuidadosamente desenhados, sem necessidade de estruturas regulatórias herdadas.
Jennifer Rosenthal, porta-voz do DeFi Education Fund, foi particularmente crítica com a posição da Citadel, indicando que a entidade defende principalmente os seus próprios interesses comerciais face a uma tecnologia que representa uma ameaça direta ao seu modelo de negócio e participação de mercado. A aliança sublinhou que a carta da Citadel contém "numerosas imprecisões factuais e declarações enganosas".
### Apoio governamental à inovação
Do lado oficial, a Citadel Securities emitiu uma declaração reafirmando o seu apoio à tokenização e à inovação financeira digital como ferramentas para fortalecer a liderança americana. No entanto, a empresa insistiu que esses avanços devem ser implementados mantendo proteções rigorosas para os investidores, consideradas como padrão de ouro nos mercados de valores globais.
A manobra de Patrick Vitter de posicionar-se publicamente a favor do DeFi através da plataforma social X sublinha a mudança de clima político. O seu escritório comunicou explicitamente o seu apoio à "necessidade de proteger os desenvolvedores de software e o DeFi", evidenciando uma desalinização fundamental com a proposta regulatória mais restritiva apresentada pela Citadel Securities.
Este confronto reflete uma tensão mais profunda: se a inovação descentralizada deve submeter-se a quadros regulatórios desenhados para intermediários centralizados, ou se, pelo contrário, a regulamentação deve adaptar-se a novas arquiteturas de mercado que funcionam segundo princípios fundamentalmente distintos.