Revolut acelera a sua penetração em mercados emergentes: negocia entrada na Turquia através de banco digital

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A gigante fintech britânica Revolut está em conversações avançadas para adquirir a FUPS, uma instituição bancária digital estabelecida sob o regime de banca sem sucursais na Turquia. Segundo fontes citadas pela Bloomberg, as negociações visam fortalecer a presença da empresa num território onde ainda opera uma exchange de criptomoedas de forma limitada, procurando expandir a sua oferta de serviços financeiros integrados.

O movimento estratégico da Revolut no Oriente Médio

A potencial aquisição representa um salto significativo na estratégia de crescimento da Revolut sob a liderança de Nik Storonsky. Com 70 milhões de utilizadores distribuídos globalmente e uma avaliação de 75 mil milhões de dólares atingida em novembro passado, a empresa tem intensificado os seus esforços para penetrar mercados que ainda apresentam fragmentação em serviços financeiros digitais. A entrada na Turquia está alinhada com a sua agenda de expansão que já abrange desde a Escandinávia até à América Latina.

A FUPS, constituída em 2022, representa um ativo estratégico devido à sua licença bancária completamente digital sob regulamentos turcos. A instituição opera com um capital inicial de aproximadamente 81 milhões de dólares e gere uma equipa de cerca de 60 funcionários. O seu principal atrativo reside na sua posição regulatória sólida, um requisito fundamental para que a Revolut possa desenvolver operações de exchange de criptomoedas sob supervisão estabelecida.

Condições e perspetivas do acordo

As conversações encontram-se em fases iniciais e estão sujeitas a múltiplas contingências. A Agência de Regulação e Supervisão Bancária da Turquia (BDDK) deverá conceder a sua aprovação para que qualquer acordo prospere. Até ao momento, nem a Revolut nem a FUPS confirmaram oficialmente as negociações, limitando-se a declarar que não comentam sobre especulações de mercado.

Análise do impacto competitivo

O comentário do analista da Bloomberg Intelligence, Tomasz Noetzel, sublinha que a entrada da Revolut na Turquia reforçaria a concorrência num setor dominado por instituições bancárias digitalmente sofisticadas, mas ainda dependentes de infraestruturas de sucursais convencionais. Para que a transação seja bem-sucedida, será crucial que a Revolut consiga diferenciar-se além de critérios de preço e usabilidade básica da plataforma.

A aquisição, se concretizada, marcaria mais um capítulo na consolidação de fintechs europeias em mercados com uma procura latente por serviços financeiros modernos, particularmente em segmentos onde a exchange de criptomoedas desperta interesse crescente entre utilizadores jovens.

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