A indústria de criptomoedas está a evoluir rapidamente, e todos os dias atraem novos participantes. Mas para começar a negociar, é preciso entender onde e como fazê-lo. A maioria das pessoas usa trocas centralizadas (CEX) — esta é a forma mais simples de entrar no mundo cripto. Mas o que são e como funcionam? Vamos esclarecer.
A troca CEX é uma plataforma com gestão centralizada
Troca centralizada (CEX) — é uma plataforma online para negociação de ativos cripto, gerida por uma única empresa ou organização. Ao contrário dos sistemas financeiros tradicionais, onde o intermediário é um banco, aqui o intermediário é a própria troca CEX.
Quando se regista numa plataforma assim, é necessário passar por uma verificação de identidade (KYC). Isto não acontece de imediato — quando as trocas centralizadas surgiram, eram anónimas. Mas, com o tempo, os reguladores mundiais passaram a exigir que as plataformas verificassem a identidade dos traders, e agora isso é padrão.
Após o registo, pode depositar dinheiro fiduciário ou criptomoedas na conta. Os fundos permanecem na troca até começar a negociar ou até os retirar.
Como funciona a negociação na CEX
O processo de negociação numa troca centralizada é simples e intuitivo. Quando coloca uma ordem de compra de criptomoeda, ela entra na livro de ordens da plataforma. Lá, o sistema procura uma ordem de venda correspondente de outro trader. Quando duas ordens coincidem em preço e volume, a transação é executada automaticamente.
Por exemplo, quer comprar Bitcoin a $45 000. A sua ordem fica na fila até que alguém queira vender Bitcoin exatamente a esse preço. Assim que isso acontece — a transação é concluída, e torna-se proprietário da criptomoeda (na conta da troca).
Por cada transação, a plataforma cobra uma comissão — esta é a principal fonte de receita. As comissões podem ser de dois tipos:
Comissão de maker — por criar uma ordem que fica na livraria
Comissão de taker — por aceitar uma ordem existente
A maioria das trocas usa negociação com margem e alavancagem para traders experientes, oferecendo stop-loss e outras ferramentas avançadas.
Quais serviços oferecem as trocas centralizadas
Para além da negociação simples, CEX desempenham várias funções importantes:
Correspondência de ordens — função principal. A troca liga compradores e vendedores, criando um mercado.
Armazenamento de ativos — serviço de extrema importância. A maior parte dos fundos da troca é mantida em cold wallets (não conectadas à internet), o que protege contra hackers. Apenas uma parte, usada para garantir liquidez, fica em carteiras “quentes” — e essa pode ser roubada em caso de hacking.
Proteção da privacidade — ao negociar na CEX, formalmente a transação é feita em nome da troca, não do seu nome. Isto protege a sua anonimidade perante outros traders.
Muitas trocas centralizadas também oferecem serviços adicionais: staking de criptomoedas, marketplaces de NFT, trocas P2P, plataformas de lançamento de novos projetos.
Vantagens do CEX: por que continuam populares
Apesar das críticas da comunidade cripto, as trocas centralizadas continuam a ser a escolha dominante. E há razões para isso:
Facilidade de uso — a interface das plataformas CEX modernas é desenhada para que até um iniciante possa utilizá-la. Sem configurações complicadas, tudo intuitivo.
Suporte e proteção — se a plataforma for hackeada e perder fundos, a maioria das trocas compensa as perdas. Isto oferece conforto psicológico aos novatos.
Liquidez — nos grandes CEX, há volumes de negociação elevados, o que significa que encontra rapidamente um comprador ou vendedor a um preço justo. Em plataformas menores, com liquidez fraca, o spread entre preços pode ser grande.
Diversidade de instrumentos — desde negociação spot padrão até negociação com margem, futuros e muitos outros instrumentos para traders experientes.
Integração fiduciária — pode depositar fundos em dinheiro comum (rublos, dólares, euros) e começar a negociar imediatamente. Em trocas descentralizadas, isso não seria possível.
Desvantagens das trocas centralizadas
Mas o CEX tem desvantagens sérias que todos os traders devem conhecer:
Risco de hacking — apesar de investimentos milionários em segurança, as trocas são frequentemente alvo de hackers. Muitas vezes, devido a erro humano ou vulnerabilidades no sistema. Por isso, a regra número um é: nunca deixe fundos na troca após terminar a negociação. Retire-os para uma carteira pessoal, e melhor ainda — para uma carteira de hardware (cold storage).
Comissões — por cada transação paga-se uma taxa, e, num mês de negociação ativa, estas podem acumular-se em uma quantia considerável. Embora as percentagens sejam pequenas, ainda assim reduzem a rentabilidade.
Armazenamento custodial — aqui está o principal problema para entusiastas cripto. Quando mantém criptomoedas na troca, não possui as chaves privadas. A troca detém essas chaves. Isto significa que, a qualquer momento, a plataforma pode congelar ou confiscar os seus fundos — por ordem dos reguladores, por erro, ou por outros motivos. Existe um ditado conhecido no mundo cripto: “não são as tuas chaves, não são as tuas moedas”. Na troca — não são as tuas chaves, é um facto.
Dependência das regulações — as trocas centralizadas têm de obedecer às leis locais, o que pode levar a restrições ou ao encerramento completo da plataforma.
Alternativa: trocas descentralizadas (DEX)
Justamente porque as pessoas não gostam de confiar os seus fundos a terceiros, surgiram as trocas descentralizadas (DEX). São plataformas totalmente automatizadas, construídas com smart contracts e que funcionam na blockchain.
Nos DEX, não há livro de ordens no sentido clássico, nem armazenamento centralizado. Em vez disso, usa-se a tecnologia de market maker automatizado (AMM). Os utilizadores depositam os seus fundos em pools de liquidez, e o sistema executa automaticamente as negociações desses pools.
A principal vantagem do DEX: mantém a posse das suas chaves. Nem precisa criar uma conta — basta conectar a sua carteira (MetaMask, por exemplo). Os tokens vão diretamente para a sua carteira, sem depósitos ou retiradas de conta.
Mas os DEX têm os seus problemas:
Baixa liquidez — em muitos DEX, é mais difícil encontrar um par de negociação com volume suficiente
Complexidade para iniciantes — a interface é muitas vezes mais confusa do que no CEX
Sem suporte fiduciário — não pode depositar dinheiro em rublos ou dólares diretamente
Spread variável — o preço pode variar entre o envio da transação e a sua confirmação
CEX ou DEX: o que escolher?
A resposta depende dos seus objetivos e experiência.
Escolha CEX se:
É iniciante e quer começar numa plataforma simples
Quer negociar criptomoedas por dinheiro comum
Precisa de alta liquidez e negociações rápidas
Valoriza suporte e proteção contra hacks
Escolha DEX se:
É um trader experiente que entende os riscos
Quer controlo total sobre as suas chaves
Aceita menor liquidez em troca de descentralização
Procura tokens alternativos que não estão em grandes CEX
Atualmente, as trocas centralizadas continuam a ser a principal forma de negociação para a maioria. À medida que os DEX melhoram a sua usabilidade, ainda assim, o CEX mantém-se à frente em simplicidade e funcionalidades.
Regras de segurança ao negociar na CEX
Se decidiu usar uma troca centralizada, lembre-se:
Retire os fundos para uma carteira pessoal após cada sessão de negociação
Use autenticação de dois fatores (2FA) — reduz significativamente o risco de hacking
Não use passwords simples — crie combinações complexas
Não transfira tudo de uma vez — comece com quantias pequenas para entender o sistema
Verifique os endereços antes de enviar fundos — erros nos endereços são irreversíveis
Estude as comissões de cada plataforma — podem variar bastante
Acompanhe notícias de hacks — se a sua troca for comprometida, retire fundos imediatamente
As trocas centralizadas são as portas de entrada ao mundo das criptomoedas para milhões de pessoas. São convenientes, confiáveis e cheias de ferramentas de negociação. Mas lembre-se: a conveniência tem um preço — confia os seus fundos a terceiros. Por isso, escolha plataformas confiáveis e aplique sempre regras básicas de segurança.
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Como escolher uma bolsa centralizada: tudo o que o trader precisa saber sobre CEX
A indústria de criptomoedas está a evoluir rapidamente, e todos os dias atraem novos participantes. Mas para começar a negociar, é preciso entender onde e como fazê-lo. A maioria das pessoas usa trocas centralizadas (CEX) — esta é a forma mais simples de entrar no mundo cripto. Mas o que são e como funcionam? Vamos esclarecer.
A troca CEX é uma plataforma com gestão centralizada
Troca centralizada (CEX) — é uma plataforma online para negociação de ativos cripto, gerida por uma única empresa ou organização. Ao contrário dos sistemas financeiros tradicionais, onde o intermediário é um banco, aqui o intermediário é a própria troca CEX.
Quando se regista numa plataforma assim, é necessário passar por uma verificação de identidade (KYC). Isto não acontece de imediato — quando as trocas centralizadas surgiram, eram anónimas. Mas, com o tempo, os reguladores mundiais passaram a exigir que as plataformas verificassem a identidade dos traders, e agora isso é padrão.
Após o registo, pode depositar dinheiro fiduciário ou criptomoedas na conta. Os fundos permanecem na troca até começar a negociar ou até os retirar.
Como funciona a negociação na CEX
O processo de negociação numa troca centralizada é simples e intuitivo. Quando coloca uma ordem de compra de criptomoeda, ela entra na livro de ordens da plataforma. Lá, o sistema procura uma ordem de venda correspondente de outro trader. Quando duas ordens coincidem em preço e volume, a transação é executada automaticamente.
Por exemplo, quer comprar Bitcoin a $45 000. A sua ordem fica na fila até que alguém queira vender Bitcoin exatamente a esse preço. Assim que isso acontece — a transação é concluída, e torna-se proprietário da criptomoeda (na conta da troca).
Por cada transação, a plataforma cobra uma comissão — esta é a principal fonte de receita. As comissões podem ser de dois tipos:
A maioria das trocas usa negociação com margem e alavancagem para traders experientes, oferecendo stop-loss e outras ferramentas avançadas.
Quais serviços oferecem as trocas centralizadas
Para além da negociação simples, CEX desempenham várias funções importantes:
Correspondência de ordens — função principal. A troca liga compradores e vendedores, criando um mercado.
Armazenamento de ativos — serviço de extrema importância. A maior parte dos fundos da troca é mantida em cold wallets (não conectadas à internet), o que protege contra hackers. Apenas uma parte, usada para garantir liquidez, fica em carteiras “quentes” — e essa pode ser roubada em caso de hacking.
Proteção da privacidade — ao negociar na CEX, formalmente a transação é feita em nome da troca, não do seu nome. Isto protege a sua anonimidade perante outros traders.
Muitas trocas centralizadas também oferecem serviços adicionais: staking de criptomoedas, marketplaces de NFT, trocas P2P, plataformas de lançamento de novos projetos.
Vantagens do CEX: por que continuam populares
Apesar das críticas da comunidade cripto, as trocas centralizadas continuam a ser a escolha dominante. E há razões para isso:
Facilidade de uso — a interface das plataformas CEX modernas é desenhada para que até um iniciante possa utilizá-la. Sem configurações complicadas, tudo intuitivo.
Suporte e proteção — se a plataforma for hackeada e perder fundos, a maioria das trocas compensa as perdas. Isto oferece conforto psicológico aos novatos.
Liquidez — nos grandes CEX, há volumes de negociação elevados, o que significa que encontra rapidamente um comprador ou vendedor a um preço justo. Em plataformas menores, com liquidez fraca, o spread entre preços pode ser grande.
Diversidade de instrumentos — desde negociação spot padrão até negociação com margem, futuros e muitos outros instrumentos para traders experientes.
Integração fiduciária — pode depositar fundos em dinheiro comum (rublos, dólares, euros) e começar a negociar imediatamente. Em trocas descentralizadas, isso não seria possível.
Desvantagens das trocas centralizadas
Mas o CEX tem desvantagens sérias que todos os traders devem conhecer:
Risco de hacking — apesar de investimentos milionários em segurança, as trocas são frequentemente alvo de hackers. Muitas vezes, devido a erro humano ou vulnerabilidades no sistema. Por isso, a regra número um é: nunca deixe fundos na troca após terminar a negociação. Retire-os para uma carteira pessoal, e melhor ainda — para uma carteira de hardware (cold storage).
Comissões — por cada transação paga-se uma taxa, e, num mês de negociação ativa, estas podem acumular-se em uma quantia considerável. Embora as percentagens sejam pequenas, ainda assim reduzem a rentabilidade.
Armazenamento custodial — aqui está o principal problema para entusiastas cripto. Quando mantém criptomoedas na troca, não possui as chaves privadas. A troca detém essas chaves. Isto significa que, a qualquer momento, a plataforma pode congelar ou confiscar os seus fundos — por ordem dos reguladores, por erro, ou por outros motivos. Existe um ditado conhecido no mundo cripto: “não são as tuas chaves, não são as tuas moedas”. Na troca — não são as tuas chaves, é um facto.
Dependência das regulações — as trocas centralizadas têm de obedecer às leis locais, o que pode levar a restrições ou ao encerramento completo da plataforma.
Alternativa: trocas descentralizadas (DEX)
Justamente porque as pessoas não gostam de confiar os seus fundos a terceiros, surgiram as trocas descentralizadas (DEX). São plataformas totalmente automatizadas, construídas com smart contracts e que funcionam na blockchain.
Nos DEX, não há livro de ordens no sentido clássico, nem armazenamento centralizado. Em vez disso, usa-se a tecnologia de market maker automatizado (AMM). Os utilizadores depositam os seus fundos em pools de liquidez, e o sistema executa automaticamente as negociações desses pools.
A principal vantagem do DEX: mantém a posse das suas chaves. Nem precisa criar uma conta — basta conectar a sua carteira (MetaMask, por exemplo). Os tokens vão diretamente para a sua carteira, sem depósitos ou retiradas de conta.
Mas os DEX têm os seus problemas:
CEX ou DEX: o que escolher?
A resposta depende dos seus objetivos e experiência.
Escolha CEX se:
Escolha DEX se:
Atualmente, as trocas centralizadas continuam a ser a principal forma de negociação para a maioria. À medida que os DEX melhoram a sua usabilidade, ainda assim, o CEX mantém-se à frente em simplicidade e funcionalidades.
Regras de segurança ao negociar na CEX
Se decidiu usar uma troca centralizada, lembre-se:
As trocas centralizadas são as portas de entrada ao mundo das criptomoedas para milhões de pessoas. São convenientes, confiáveis e cheias de ferramentas de negociação. Mas lembre-se: a conveniência tem um preço — confia os seus fundos a terceiros. Por isso, escolha plataformas confiáveis e aplique sempre regras básicas de segurança.