Nicolas Puech, outrora um bilionário proeminente e acionista principal no icónico império familiar Hermès, tomou medidas legais contra a LVMH e o seu cérebro Bernard Arnault. Os valores em jogo? Um valor impressionante de 14 mil milhões de euros ( aproximadamente 16,3 mil milhões de dólares ) em ações da Hermès que Puech afirma terem sido liquidadas sem o seu consentimento. Segundo os processos judiciais, o seu gestor de património Eric Freymond alegadamente orquestrou a venda de cerca de 6 milhões de ações da Hermès durante o período em que Arnault acumulava silenciosamente a sua própria posição na marca de luxo.
O Mistério das Ações Desaparecidas
A ação judicial nomeia múltiplos réus, incluindo Freymond, Arnault, LVMH e as suas empresas holding associadas. A equipa jurídica de Puech alega que Freymond executou as transferências de ações de forma encoberta enquanto a LVMH avançava na sua aquisição estratégica de participações na fabricante da bolsa Birkin ao longo de uma campanha de mais de uma década. O que torna este caso particularmente contencioso é o timing — as transações alegadamente não autorizadas ocorreram precisamente quando Arnault estava a construir a sua alavancagem oculta na Hermès.
A LVMH reagiu às acusações, emitindo declarações a negar qualquer apropriação indevida de ações da Hermès e a rejeitar categoricamente as alegações de manter posições “encobertas” na produtora de bens de luxo. No entanto, os procuradores franceses abriram uma investigação criminal sobre as alegações de Puech.
Uma complicação na busca por justiça: Freymond, o gestor de património no centro da disputa, morreu em julho de 2024 após ser atingido por um comboio na Suíça. Atualmente, ele continua a ser a única figura sob investigação criminal, conforme relatado pelo escritório do procurador de Paris.
Como Arnault Construiu o Seu Império de Luxo — E Apontou as Suas Expectativas Para a Hermès
Compreender este conflito requer olhar para a estratégia de aquisição mais ampla de Arnault. Ao longo de décadas, o fundador da LVMH consolidou sistematicamente marcas de luxo, comprando a Sephora em 1997 e adquirindo a renomada joalharia Tiffany & Co. por 15,8 mil milhões de dólares em 2021. Esta abordagem de construção de impérios também foi direcionada para a Hermès.
Em 2010, Arnault revelou publicamente que tinha acumulado uma participação substancial de 23% na Hermès através da LVMH — uma posição significativa numa das suas concorrentes mais ferozes no segmento de ultra-luxo. A divulgação gerou tensão entre as duas casas. Quatro anos depois, em 2014, foi alcançado um acordo: Arnault concordou em distribuir a participação da LVMH na Hermès aos acionistas como dividendo, mas a holding da LVMH manteve uma posição minoritária de 8,5% na empresa, mantendo influência contínua.
Agora, a ação de Puech ameaça reabrir questões sobre como foi acumulada essa participação na LVMH e se a transparência foi comprometida no processo.
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O Drama de Bilhões de Dólares da Hermès: Como Arnault da LVMH Enfrenta Processo Massivo por Troca Oculta de Ações
Uma Fortuna Familiar Desaparece: A Acusação
Nicolas Puech, outrora um bilionário proeminente e acionista principal no icónico império familiar Hermès, tomou medidas legais contra a LVMH e o seu cérebro Bernard Arnault. Os valores em jogo? Um valor impressionante de 14 mil milhões de euros ( aproximadamente 16,3 mil milhões de dólares ) em ações da Hermès que Puech afirma terem sido liquidadas sem o seu consentimento. Segundo os processos judiciais, o seu gestor de património Eric Freymond alegadamente orquestrou a venda de cerca de 6 milhões de ações da Hermès durante o período em que Arnault acumulava silenciosamente a sua própria posição na marca de luxo.
O Mistério das Ações Desaparecidas
A ação judicial nomeia múltiplos réus, incluindo Freymond, Arnault, LVMH e as suas empresas holding associadas. A equipa jurídica de Puech alega que Freymond executou as transferências de ações de forma encoberta enquanto a LVMH avançava na sua aquisição estratégica de participações na fabricante da bolsa Birkin ao longo de uma campanha de mais de uma década. O que torna este caso particularmente contencioso é o timing — as transações alegadamente não autorizadas ocorreram precisamente quando Arnault estava a construir a sua alavancagem oculta na Hermès.
A LVMH reagiu às acusações, emitindo declarações a negar qualquer apropriação indevida de ações da Hermès e a rejeitar categoricamente as alegações de manter posições “encobertas” na produtora de bens de luxo. No entanto, os procuradores franceses abriram uma investigação criminal sobre as alegações de Puech.
Uma complicação na busca por justiça: Freymond, o gestor de património no centro da disputa, morreu em julho de 2024 após ser atingido por um comboio na Suíça. Atualmente, ele continua a ser a única figura sob investigação criminal, conforme relatado pelo escritório do procurador de Paris.
Como Arnault Construiu o Seu Império de Luxo — E Apontou as Suas Expectativas Para a Hermès
Compreender este conflito requer olhar para a estratégia de aquisição mais ampla de Arnault. Ao longo de décadas, o fundador da LVMH consolidou sistematicamente marcas de luxo, comprando a Sephora em 1997 e adquirindo a renomada joalharia Tiffany & Co. por 15,8 mil milhões de dólares em 2021. Esta abordagem de construção de impérios também foi direcionada para a Hermès.
Em 2010, Arnault revelou publicamente que tinha acumulado uma participação substancial de 23% na Hermès através da LVMH — uma posição significativa numa das suas concorrentes mais ferozes no segmento de ultra-luxo. A divulgação gerou tensão entre as duas casas. Quatro anos depois, em 2014, foi alcançado um acordo: Arnault concordou em distribuir a participação da LVMH na Hermès aos acionistas como dividendo, mas a holding da LVMH manteve uma posição minoritária de 8,5% na empresa, mantendo influência contínua.
Agora, a ação de Puech ameaça reabrir questões sobre como foi acumulada essa participação na LVMH e se a transparência foi comprometida no processo.