Acabei de perceber uma trama interna bastante interessante na Casa Branca. O Departamento de Segurança Interna está fechado há três semanas, mas por Washington a conversa gira em torno dos arquivos de Epstein e do discurso sobre o estado da União de Trump — ninguém está falando seriamente sobre como resolver esse fechamento.



Falando nisso, é bastante irónico. O presidente da Câmara, Johnson, e o líder da maioria no Senado, Thune, entregaram diretamente a Trump o poder de orçamento que deveriam exercer, enquanto eles apenas assistem de longe. Um deputado democrata de Minnesota, Larson, foi bastante direto: "A liderança republicana simplesmente não está liderando." Outro democrata do Texas, Castro, foi ainda mais duro, dizendo que Johnson pode ser o presidente mais fraco dos últimos anos, "tudo gira em torno de Trump e do que ele quer".

E qual é o ponto principal? As reformas pedidas pelos democratas são bastante básicas — os agentes federais não devem usar máscaras, precisam de mandados de busca judicial e devem se identificar. Parece tudo medidas de proteção constitucional de senso comum, não é? Mas a Casa Branca permanece em silêncio, sem nenhuma resposta. Isso leva a um fenômeno bastante curioso: até mesmo dentro do Partido Republicano começam a se criticar. O presidente do Comitê de Apropriações da Câmara, Cole, disse que os democratas estão usando a segurança nacional como moeda de troca, mas também insinuou que Johnson e seus colegas deveriam voltar a cumprir suas obrigações básicas de governança.

Mais dramático ainda, o secretário de Segurança Interna, Nomm, recentemente se envolveu em um escândalo ao dizer que iria suspender as inspeções rápidas do TSA, mas a Casa Branca logo afirmou que elas continuariam. Esses sinais contraditórios só mostram uma coisa: a Casa Branca não está levando a sério a coordenação, e as negociações na Casa Branca são pura fachada.

Larson resumiu bem: "A bola está com eles, mas eles parecem não ter influência alguma." Essa é a situação atual — o presidente da Câmara está sendo marginalizado, os democratas já desistiram de esperar, e tudo está esperando Trump falar. Essa espécie de vácuo de poder na Casa Branca já é algo raro de se ver.
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