Quando penso aos países mais ricos do mundo, a maioria das pessoas pensa imediatamente nos Estados Unidos devido à dimensão global da economia. Mas aqui está a coisa interessante: se olharmos para o PIB per capita, o quadro muda completamente. Nações muito mais pequenas como Luxemburgo, Singapura e Irlanda superam os EUA em riqueza por habitante.



O Luxemburgo é praticamente inatingível no topo com 154.910 dólares per capita. É fascinante pensar que este pequeno país europeu, predominantemente rural até ao século XIX, se transformou no país mais rico do mundo graças a um setor financeiro e bancário excecional. O segredo financeiro, os serviços bancários e o turismo fizeram o resto. Além disso, Luxemburgo investe cerca de 20% do PIB no bem-estar social — uma das redes de proteção mais sólidas entre os países da OCDE.

Em segundo lugar encontramos Singapura com 153.610 dólares per capita. O que impressiona é a velocidade da transformação: de país em desenvolvimento a uma economia de altíssima renda em tempos relativamente curtos. Graças a uma governação estável, baixas taxas fiscais e um porto de contentores entre os mais importantes do mundo, Singapura consolidou-se como um hub económico global indiscutível.

Macao SAR completa o pódio com 140.250 dólares per capita. A região foi hábil em transformar as indústrias do jogo e do turismo em motores económicos. Interessante notar que é a primeira na China a oferecer 15 anos de educação gratuita — um indicador da riqueza redistributiva.

A Irlanda ocupa o quarto lugar com 131.550 dólares per capita. A sua história é uma obra-prima de transformação económica: de políticas protecionistas que causaram estagnação nos anos 50, a abertura à UE com taxas de imposto corporativo competitivas. Hoje, farmacêutica, software e equipamentos médicos mantêm-na entre os países mais ricos do mundo.

Qatar, Noruega e Suíça ocupam os lugares 5-7. O Qatar explora enormes reservas de gás natural, a Noruega construiu a sua riqueza com petróleo offshore (transformando-se numa nação escandinava pobre), e a Suíça domina com luxo, inovação e multinacionais globais como a Nestlé.

Brunei, Guyana e Estados Unidos fecham o top 10. O que me impressiona nos EUA é o contraste: economia maior do mundo, mas com PIB per capita de 89.680 dólares — décimo lugar. Wall Street, o Nasdaq, o dólar como moeda de reserva global, investimentos em I&D de 3,4% do PIB — tudo isto mantém os EUA no centro das finanças mundiais. Contudo, a disparidade de rendimentos é uma das mais elevadas entre os países desenvolvidos, e a dívida nacional ultrapassou os 36 trilhões de dólares.

A Guyana é o caso mais interessante recentemente: descobertas petrolíferas em 2015 transformaram a economia em poucos anos, levando-a ao top 10 dos países mais ricos do mundo. Um lembrete de como os recursos naturais podem remodelar completamente uma nação.

A lição? Ser o país mais rico do mundo não é apenas uma questão de dimensão. Uma governação estável, setores estratégicos, tributação inteligente e investimento em capital humano fazem toda a diferença.
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