Tenho estado a pensar numa questão que muitos se perguntam: quanto dinheiro há realmente no mundo. A resposta é mais fascinante do que parece, e tem implicações diretas para entender por que o Bitcoin e as criptomoedas têm tanto espaço para crescer.



Vamos aos números. Em dinheiro físico (notas e moedas) circulam aproximadamente 9 biliões de dólares. Parece muito, mas é apenas a ponta do iceberg. Quando somamos depósitos bancários simples, chegamos a cerca de 100 biliões, e se incluirmos fundos de investimento e grandes depósitos, a cifra sobe para 150 biliões de dólares em dinheiro real.

O que é interessante é a distribuição. Os Estados Unidos dominam com quase 62 biliões de dólares, ou seja, quase metade do dinheiro mundial. A China segue com 16 biliões, e o Japão fecha o pódio com 6,5 biliões. Isto dá-te uma perspetiva clara de quem controla realmente os fluxos financeiros globais.

Agora, se comparares isto com os ativos financeiros totais (ações, obrigações, derivados), esses sim ultrapassam um quintilhão de dólares. Mas aqui vem o crucial: isso já não é dinheiro, são avaliações. O dinheiro real, aquele que efetivamente existe, são esses 150 biliões de dólares.

Para quem argumenta que não há dinheiro suficiente para que o Bitcoin continue a crescer, estes números falam por si. Quando vês quanto dinheiro há no mundo e como está concentrado, percebes que há mais do que liquidez suficiente disponível. A questão real não é se há dinheiro, mas para onde irá. E enquanto os principais atores económicos mantiverem as suas estratégias atuais, o interesse em ativos alternativos como as criptomoedas continuará a crescer. Vale a pena estar atento a estes movimentos.
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