No mês passado, assistindo à audiência do Comitê Bancário do Senado dos EUA, percebi que o fluxo de regulamentação de moedas americanas realmente está mudando. De uma postura rigorosa de fiscalização, finalmente estamos caminhando para uma integração estrutural. O que fica claro a partir dos testemunhos de executivos do Federal Reserve e da Office of the Comptroller of the Currency (OCC) é que os ativos digitais já não são uma questão periférica, mas uma discussão central no sistema financeiro.



O que merece atenção aqui é o movimento da lei GENIUS. Recentemente, a OCC apresentou uma proposta de 376 páginas, com o foco na regulamentação de rendimento de stablecoins. Os bancos estão preocupados que “se as stablecoins oferecem altos rendimentos, pode haver uma fuga de depósitos”. Mas os legisladores mais favoráveis às criptomoedas apontam que “na prática, não há uma movimentação de capital tão grande assim”. Ou seja, a forma como as stablecoins serão tratadas no mercado de moedas dos EUA pode mudar drasticamente as opções dos usuários finais.

Outro ponto importante é a proposta de lei CLARITY. Se aprovada, ela estabelecerá regras claras para exchanges e provedores de carteiras digitais. Isso reduzirá o risco de interrupções operacionais súbitas devido à incerteza regulatória. Alguns membros do comitê defendem a “democratização dos ativos digitais”, buscando criar um ambiente onde residentes dos EUA possam acessar criptomoedas sem medo de ações de execução. Isso pode marcar uma mudança crucial para o crescimento da indústria de moedas americanas.

A solicitação de licenças bancárias também é um destaque. Se empresas nativas de ativos digitais obtiverem uma charter bancária formal, será o nascimento do primeiro banco “prioritário” de criptomoedas. A transição entre moeda fiduciária e ativos digitais se tornará mais fluida, mas requisitos rígidos, como o capital mínimo de 5 milhões de dólares para emissores de stablecoins, podem pressionar startups e favorecer players já estabelecidos.

Para ser honesto, o ambiente regulatório de moedas nos EUA em 2026 significa o “fim da era da ambiguidade”. Nos próximos 12 a 18 meses, muitas propostas deverão ser decididas, permitindo que os usuários esperem um ambiente mais estruturado e previsível. Mais do que as flutuações de curto prazo nos preços, a consolidação de políticas de longo prazo será um fator decisivo para atrair grandes investimentos institucionais.
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