Recentemente, observei uma coisa preocupante que está se espalhando silenciosamente pelo mercado. O que está acontecendo no mercado de crédito privado dos Estados Unidos lembra os ecos da crise de subprime de 2008.



Na semana passada, a BlackRock anunciou que iria limitar o resgate de seu fundo de crédito corporativo de 260 bilhões de dólares. Os investidores solicitaram um resgate de 9,3%, mas a gestão do fundo limitou a apenas 5%. Ou seja, cerca de 12 bilhões de dólares. A BlackRock chamou isso de "gestão de liquidez", mas o mercado entendeu o verdadeiro significado—se tudo for retirado, a venda de ativos fará os preços caírem.

Este não é o único episódio. A Blue Oval Capital começou a vender ativos no valor de 14 bilhões de dólares há três semanas. Seu preço de ação caiu abaixo do preço de lançamento do seu SPAC, de 10 dólares. O fundo de crédito privado da Blackstone está enfrentando um pedido de resgate recorde de 7,9%—o limite legal é de 7%.

A alta exposição do setor de software a esses fundos virou um problema. Com o impacto da IA, a avaliação das empresas desse setor está caindo rapidamente. E quando um fundo começa a vender ativos, outros também precisam fazer o mesmo. Isso empurra os preços ainda mais para baixo, aumentando a demanda por resgates.

A PIMCO, em seu relatório mais recente, alertou diretamente que o setor de crédito privado enfrentará um "ciclo de inadimplência total". Essa instituição tem criticado esse setor há bastante tempo. Eles afirmam que esses fundos não estavam oferecendo um prêmio de risco suficiente para atender às necessidades de liquidez dos investidores.

O problema estrutural é claro—produtos semi-líquidos prometem retiradas trimestrais, mas os ativos subjacentes são empréstimos privados de longo prazo. Quando a pressão aumenta, as saídas são fechadas ou os ativos são vendidos. Ambas as situações aprofundam a crise.

Hoje, o mercado de crédito privado já atingiu 1,8 trilhão de dólares. A crise de subprime de 2008 também começou em um canto considerado seguro por todos. Desta vez, a centralização do risco, a opacidade na avaliação e os problemas de liquidez são semelhantes. A diferença é que agora isso é em uma escala muito maior.
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