Vi o Bitcoin fazer uma volta bem interessante nos últimos dias. No dia 15, chegou a tocar US$ 76 mil — o maior nível desde fevereiro — mas aí veio a notícia ruim: as negociações entre EUA e Irã não deram em nada, e o vice-presidente americano confirmou que as divergências continuam. Com isso, o preço caiu rápido, quebrando os US$ 72 mil no mesmo dia, uma queda de mais de 2% em poucas horas. Depois recuperou um pouco, fechando perto de US$ 74,9 mil, mas o mercado ficou bem instável.



O que chamou minha atenção foram os dados on-chain. Quando o Bitcoin tocou aquele pico de 76K, o fluxo para exchanges disparou — uns 11 mil BTC em uma hora, o maior volume desde dezembro de 2025. Isso normalmente significa que gente está vendendo e pegando lucro. Mais de 40% dessas transferências foram de grandes quantidades, o que sugere que as baleias estavam se mexendo.

O curioso é que enquanto pequenos investidores vendiam em pânico, as instituições fizeram o oposto. A BlackRock, por exemplo, retirou 3.446 BTC de uma exchange durante essa volatilidade — coisa de uns US$ 255 milhões. Os ETFs de Bitcoin nos EUA também tiveram entrada líquida de US$ 186 milhões naquele dia, com o ibit da BlackRock liderando com US$ 292 milhões em um único dia. Mas nem todos os fundos seguiram a mesma estratégia — a Fidelity teve saída de US$ 47 milhões, e a ARK também saiu.

Eu sempre me baseei em observar esses movimentos de baleia junto com os dados de mercado para entender o que está acontecendo. A questão agora é se essa queda é só uma correção dentro da tendência de alta ou algo mais profundo. Com o índice de medo tão baixo — em nível de pânico extremo — parece que tem muita gente assustada. Mas quando vejo instituições comprando na queda enquanto varejo vende, geralmente tem algo interessante vindo aí.
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