Então, tenho pesquisado sobre planejamento patrimonial recentemente e percebi que a maioria das pessoas realmente não entende o que envolve transferir ativos para um trust de forma adequada. Na verdade, é mais complexo do que muita gente pensa.



Basicamente, se você quer que seu patrimônio evite o inventário e mantenha a privacidade, precisa transferir seus ativos para um trust. A questão é - nem todos os ativos seguem o mesmo processo. Alguns são bem simples. Dinheiro, contas bancárias, ações, títulos, interesses em negócios, até seguro de vida - esses podem ser tratados de forma relativamente limpa. Você pode apenas listá-los ou trabalhar através da sua corretora. IRAs são a exceção estranha - você não pode transferi-los diretamente para um trust, mas pode nomear o trust como beneficiário.

Agora, aqui é que fica sério: propriedade imobiliária - sua casa, imóveis de investimento, qualquer terra que você possua - isso é um animal completamente diferente. É aqui que a maioria das pessoas erra e acaba forçando o patrimônio pelo inventário de qualquer jeito, o que custa tempo, dinheiro e prejudica a privacidade.

Quando você transfere imóveis para um trust, precisa de uma nova escritura. Essa escritura tem que nomear o trust como proprietário. Você tem duas opções principais aqui. Uma escritura de renúncia de direitos é o caminho mais simples - mais fácil de preparar, às vezes você nem precisa de um advogado. A outra opção é uma escritura de garantia, que basicamente garante que você tem o direito de transferi-la e que não há ônus atrapalhando. Escrituras de garantia custam mais porque envolvem verificar se há ônus, mas oferecem mais proteção.

Depois que a escritura estiver pronta, você a assina, reconhece firma em cartório e registra no cartório do condado. É aí que a transferência realmente acontece.

Mas há alguns detalhes que as pessoas não antecipam. Primeiro, se você comprar uma propriedade nova depois de transferir sua casa principal para um trust, você também precisa transferir essa nova propriedade. Pular essa etapa e você volta ao território do inventário. A descrição legal na escritura tem que ser exata - qualquer erro e toda a transferência pode desmoronar.

Além disso, verifique seu financiamento. Alguns empréstimos têm cláusulas de vencimento na venda que, tecnicamente, exigem que você quite tudo se a propriedade mudar de dono. A maioria dos credores não vai realmente exigir o pagamento do empréstimo na transferência para um trust, mas você precisa obter permissão primeiro. Basta ligar para eles e perguntar - é uma formalidade que evita dores de cabeça depois.

O mesmo vale para sua seguradora. Informe que a propriedade mudou de dono. Uma ligação para seu corretor geralmente resolve.

A grande lição aqui é que transferir ativos para um trust, especialmente imóveis, não é algo para fazer de qualquer jeito. Faça direito na primeira vez ou você vai acabar no inventário, com atrasos e custos desnecessários lá na frente. Se seu patrimônio for complexo, vale a pena conversar com um profissional sobre como transferir tudo corretamente. Para situações mais simples, hoje existem ferramentas online que podem ajudar a fazer isso sem gastar milhares com advogados.

É uma daquelas coisas que parecem chatas até você perceber o quanto realmente importa para sua família no futuro.
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