Se você acompanha pelo menos um pouco o mercado de criptomoedas, certamente já ouviu falar da SEC. Mas, honestamente? A maioria dos traders não entende exatamente como essa organização funciona e por que suas decisões causam tantas oscilações no mercado. Vamos entender melhor.



SEC é a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, uma agência federal que monitora o cumprimento das leis americanas de valores mobiliários. Foi criada ainda em 1934, após a crise de 1929. Atualmente, ela é liderada por Gary Gensler, e seu nome nos últimos anos se tornou praticamente sinônimo de volatilidade no mercado de criptomoedas.

O que exatamente faz a SEC? Primeiramente, controla para que as empresas cumpram as regras de registro de valores mobiliários. Protege os investidores contra fraudes, exige transparência, monitora aquisições corporativas. Parece lógico para o mercado financeiro tradicional, mas quando a SEC começou a aplicar esses mesmos princípios ao setor de criptomoedas, surgiram problemas.

A estrutura da SEC é composta por cinco principais departamentos: gestão de investimentos, supervisão de finanças corporativas, controle de negociações de mercado, departamento jurídico e análise de riscos. Cada um responde por sua área.

Agora, o mais interessante — como tudo isso influencia o mercado de criptomoedas. Os EUA continuam sendo o principal centro financeiro do mundo, portanto, qualquer decisão da SEC tem efeito global. Gensler acredita que o setor de criptomoedas é cheio de riscos. Ele reconhece o Bitcoin como uma mercadoria, mas na sua opinião, a maioria dos altcoins são valores mobiliários não registrados. E a SEC começou a provar isso ativamente na justiça.

Lembre-se das ações contra grandes exchanges? Acusações de negociação de tokens não registrados. Contra uma plataforma, alegaram que ela lucrou bilhões com negociações ilegais. Isso causou pânico — os preços caíram, as pessoas retiraram fundos. Depois, houve uma ação contra a empresa Ripple por XRP — a SEC alegou que a empresa levantou mais de 1,2 bilhão de dólares vendendo valores mobiliários não registrados.

Em 2023, a SEC entrou com uma ação contra o emissor do BUSD, chamando a stablecoin de valor mobiliário não registrado. O resultado? O preço caiu, levando dias para se recuperar.

A SEC não para por aí. Agora, a agência está de olho em stablecoins como USDT e USDC, estuda DeFi, exige que todos cumpram os padrões estabelecidos. Basicamente, a SEC tenta encaixar o mundo financeiro descentralizado dentro das regras do regulador tradicional.

Essa é a situação. A SEC não é apenas uma agência americana. É uma organização cujas decisões influenciam todo o mercado global de criptomoedas. E enquanto não houver clareza na regulamentação, a volatilidade continuará fazendo parte do jogo.
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