Em outubro, o Federal Reserve anunciou uma redução de 25 pontos base, parecendo uma notícia positiva, e o Bitcoin de fato subiu inicialmente. Mas logo depois veio uma queda quase de 4%, com o mercado liquidando 1,1 bilhão de dólares em posições de uma só vez, e 210.000 investidores sendo completamente drenados. Essa operação parece especialmente dolorosa — como é que uma política de estímulo acaba se transformando numa armadilha para cortar perdas?
Por trás do que parece ser uma contradição, na verdade é bem compreensível. Existe uma regra antiga no mercado: comprar antecipadamente com base na expectativa e vender quando a política é implementada. De setembro a outubro, o Bitcoin subiu cerca de 30% devido à expectativa de corte de juros. E qual foi o resultado? Assim que o anúncio oficial foi feito, as instituições que estavam em posição de antecipação começaram a vender imediatamente. Os investidores de varejo, atraídos pela expectativa de uma "nova máxima histórica", entraram na jogada, e os últimos a comprar acabaram sendo as vítimas finais.
Outro detalhe: a liquidez liberada pelo corte de juros nem sempre entra no mercado de criptomoedas. O Departamento do Tesouro dos EUA lançou US$ 1,2 trilhão em títulos no quarto trimestre, o que absorveu uma grande quantidade de dinheiro ocioso do mercado. Os investidores institucionais também são bastante realistas — preferem aplicar seus recursos em títulos, ações e outros ativos tradicionais, ao invés de apostar tudo em criptomoedas.
O corte de juros também varia em tipo, e isso é fácil de ignorar. Alguns cortes acontecem devido a uma economia forte, com o banco central ajustando a política de forma proativa; outros, por preocupação com riscos e desaceleração econômica. A rodada atual de cortes pertence ao segundo grupo — um corte preventivo. Nesse contexto, o apetite ao risco dos investidores diminui. Os dados são esclarecedores: após o corte, o preço do ouro ultrapassou US$ 2200 por onça, enquanto o Bitcoin caiu. Os investidores fizeram uma votação com os pés — optaram pelo ouro, um ativo tradicional de proteção, ao invés de ativos digitais. Às vezes, o mercado reage de forma contraintuitiva, com o calor e o frio vindo de onde menos se espera.
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WinterWarmthCat
· 19h atrás
Mais uma vez, o truque de "primeiro subir, depois cair", qualquer um consegue jogar com a estratégia de armazém de ratos.
As instituições realmente sabem fazer contas, a propriedade de os investidores de varejo serem os peões já está estampada na cara.
Redução de juros é só uma cortina de fumaça, o ouro já ultrapassou 2200, o Bitcoin ainda quer se recuperar? Difícil.
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MissedAirdropAgain
· 19h atrás
Mais uma vez essa estratégia, esperar uma valorização e depois fazer um dump, os velhos investidores já passaram por essa cilada.
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ImpermanentPhobia
· 19h atrás
Mais uma vez o mesmo padrão, realmente impressionante. Comprar com base na expectativa e vender com a realidade, nós investidores de varejo somos sempre os últimos a assumir a perda.
Em outubro, o Federal Reserve anunciou uma redução de 25 pontos base, parecendo uma notícia positiva, e o Bitcoin de fato subiu inicialmente. Mas logo depois veio uma queda quase de 4%, com o mercado liquidando 1,1 bilhão de dólares em posições de uma só vez, e 210.000 investidores sendo completamente drenados. Essa operação parece especialmente dolorosa — como é que uma política de estímulo acaba se transformando numa armadilha para cortar perdas?
Por trás do que parece ser uma contradição, na verdade é bem compreensível. Existe uma regra antiga no mercado: comprar antecipadamente com base na expectativa e vender quando a política é implementada. De setembro a outubro, o Bitcoin subiu cerca de 30% devido à expectativa de corte de juros. E qual foi o resultado? Assim que o anúncio oficial foi feito, as instituições que estavam em posição de antecipação começaram a vender imediatamente. Os investidores de varejo, atraídos pela expectativa de uma "nova máxima histórica", entraram na jogada, e os últimos a comprar acabaram sendo as vítimas finais.
Outro detalhe: a liquidez liberada pelo corte de juros nem sempre entra no mercado de criptomoedas. O Departamento do Tesouro dos EUA lançou US$ 1,2 trilhão em títulos no quarto trimestre, o que absorveu uma grande quantidade de dinheiro ocioso do mercado. Os investidores institucionais também são bastante realistas — preferem aplicar seus recursos em títulos, ações e outros ativos tradicionais, ao invés de apostar tudo em criptomoedas.
O corte de juros também varia em tipo, e isso é fácil de ignorar. Alguns cortes acontecem devido a uma economia forte, com o banco central ajustando a política de forma proativa; outros, por preocupação com riscos e desaceleração econômica. A rodada atual de cortes pertence ao segundo grupo — um corte preventivo. Nesse contexto, o apetite ao risco dos investidores diminui. Os dados são esclarecedores: após o corte, o preço do ouro ultrapassou US$ 2200 por onça, enquanto o Bitcoin caiu. Os investidores fizeram uma votação com os pés — optaram pelo ouro, um ativo tradicional de proteção, ao invés de ativos digitais. Às vezes, o mercado reage de forma contraintuitiva, com o calor e o frio vindo de onde menos se espera.