De acordo com as últimas notícias sobre a libra esterlina, apesar da recente recuperação de curto prazo face ao dólar, as instituições em geral mantêm uma perspetiva pessimista a longo prazo. O Goldman Sachs afirmou que as restrições fiscais do Reino Unido serão o principal fator a pressionar continuamente a libra.
A “farsa” por trás da recuperação de curto prazo
Na sessão de 3 de dezembro, a libra esterlina face ao dólar (GBP/USD) subiu para 1.3350, atingindo uma máxima de um mês, com um aumento de 1.08%. Ao mesmo tempo, o euro face à libra (EUR/USD) caiu 0.63% para 0.8737, atingindo uma mínima mensal.
Este movimento de subida de curto prazo foi impulsionado pelo enfraquecimento do dólar. Os dados do ADP de novembro nos EUA ficaram abaixo das expectativas, e o mercado antecipou uma postura mais dovish do novo presidente do Federal Reserve, reacendendo as expectativas de cortes de juros, o que prejudicou o dólar. Além disso, após a divulgação do novo orçamento do Reino Unido, o sentimento de cautela do mercado diminuiu, dando espaço para uma recuperação da libra.
Um estratega da Ebury comentou que “a eliminação da incerteza orçamental pode proporcionar espaço para uma recuperação da libra até ao final do ano”, mas ainda há dúvidas sobre se essa oportunidade de alívio poderá durar.
Dados económicos positivos, mas preocupações estruturais persistem
Um relatório recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) trouxe boas notícias para a economia do Reino Unido. A organização prevê que o Banco de Inglaterra irá implementar duas novas reduções de juros até junho do próximo ano, levando a taxa de juros para 3.5%. Simultaneamente, a OCDE revisou para cima as previsões de crescimento económico do Reino Unido, elevando a taxa de crescimento de 1% para 1.2% em 2026, e prevê um crescimento de 1.3% em 2027.
O ministro das Finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt, acolheu positivamente essas previsões, afirmando que o crescimento económico do país irá superar as expectativas. No entanto, por trás do otimismo, as últimas notícias sobre a libra refletem que nem tudo é um cenário brilhante.
Divergências entre instituições: um dilema de curto prazo otimista e longo prazo pessimista
Apesar de sinais de recuperação de curto prazo, instituições de peso como o Goldman Sachs e o Deutsche Bank continuam pessimistas quanto ao futuro a longo prazo da libra.
O Deutsche Bank acredita que a libra ainda não saiu da crise. O banco aponta que, nos próximos dois anos, os gastos do Reino Unido irão aumentar significativamente, seguidos de medidas de austeridade, afirmando que “os problemas orçamentais do Reino Unido serão uma questão de longo prazo, com notícias negativas a continuar a surgir”.
A visão do Goldman Sachs é ainda mais direta. O banco enfatiza que as restrições fiscais do Reino Unido continuam a ser o principal desafio para a libra, especialmente em comparação com outras moedas do G-10 na Europa. Ainda mais importante, o mercado de trabalho do Reino Unido enfrenta riscos crescentes, criando uma pressão adicional de baixa nas taxas de juro.
O Goldman Sachs conclui que “a combinação de austeridade fiscal e política monetária expansionista terá um impacto negativo na libra, especialmente em relação às outras moedas europeias”. Com base nesta análise, o banco revisou para cima as suas previsões para a taxa de câmbio do euro face à libra (EUR/USD): espera-se que seja 0.89 em três meses, 0.90 em seis meses e 0.92 após um ano.
Lições das últimas notícias sobre a libra
A recuperação de curto prazo é certamente encorajadora, mas os problemas fiscais e de força de trabalho do Reino Unido ainda não foram resolvidos. Isso sugere que o potencial de subida da libra pode ser limitado, enquanto o risco de queda está a aumentar.
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A libra esterlina enfrenta uma "crise de longo prazo"? Goldman Sachs alerta: a pressão fiscal pode tornar-se a próxima preocupação ocultada
De acordo com as últimas notícias sobre a libra esterlina, apesar da recente recuperação de curto prazo face ao dólar, as instituições em geral mantêm uma perspetiva pessimista a longo prazo. O Goldman Sachs afirmou que as restrições fiscais do Reino Unido serão o principal fator a pressionar continuamente a libra.
A “farsa” por trás da recuperação de curto prazo
Na sessão de 3 de dezembro, a libra esterlina face ao dólar (GBP/USD) subiu para 1.3350, atingindo uma máxima de um mês, com um aumento de 1.08%. Ao mesmo tempo, o euro face à libra (EUR/USD) caiu 0.63% para 0.8737, atingindo uma mínima mensal.
Este movimento de subida de curto prazo foi impulsionado pelo enfraquecimento do dólar. Os dados do ADP de novembro nos EUA ficaram abaixo das expectativas, e o mercado antecipou uma postura mais dovish do novo presidente do Federal Reserve, reacendendo as expectativas de cortes de juros, o que prejudicou o dólar. Além disso, após a divulgação do novo orçamento do Reino Unido, o sentimento de cautela do mercado diminuiu, dando espaço para uma recuperação da libra.
Um estratega da Ebury comentou que “a eliminação da incerteza orçamental pode proporcionar espaço para uma recuperação da libra até ao final do ano”, mas ainda há dúvidas sobre se essa oportunidade de alívio poderá durar.
Dados económicos positivos, mas preocupações estruturais persistem
Um relatório recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) trouxe boas notícias para a economia do Reino Unido. A organização prevê que o Banco de Inglaterra irá implementar duas novas reduções de juros até junho do próximo ano, levando a taxa de juros para 3.5%. Simultaneamente, a OCDE revisou para cima as previsões de crescimento económico do Reino Unido, elevando a taxa de crescimento de 1% para 1.2% em 2026, e prevê um crescimento de 1.3% em 2027.
O ministro das Finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt, acolheu positivamente essas previsões, afirmando que o crescimento económico do país irá superar as expectativas. No entanto, por trás do otimismo, as últimas notícias sobre a libra refletem que nem tudo é um cenário brilhante.
Divergências entre instituições: um dilema de curto prazo otimista e longo prazo pessimista
Apesar de sinais de recuperação de curto prazo, instituições de peso como o Goldman Sachs e o Deutsche Bank continuam pessimistas quanto ao futuro a longo prazo da libra.
O Deutsche Bank acredita que a libra ainda não saiu da crise. O banco aponta que, nos próximos dois anos, os gastos do Reino Unido irão aumentar significativamente, seguidos de medidas de austeridade, afirmando que “os problemas orçamentais do Reino Unido serão uma questão de longo prazo, com notícias negativas a continuar a surgir”.
A visão do Goldman Sachs é ainda mais direta. O banco enfatiza que as restrições fiscais do Reino Unido continuam a ser o principal desafio para a libra, especialmente em comparação com outras moedas do G-10 na Europa. Ainda mais importante, o mercado de trabalho do Reino Unido enfrenta riscos crescentes, criando uma pressão adicional de baixa nas taxas de juro.
O Goldman Sachs conclui que “a combinação de austeridade fiscal e política monetária expansionista terá um impacto negativo na libra, especialmente em relação às outras moedas europeias”. Com base nesta análise, o banco revisou para cima as suas previsões para a taxa de câmbio do euro face à libra (EUR/USD): espera-se que seja 0.89 em três meses, 0.90 em seis meses e 0.92 após um ano.
Lições das últimas notícias sobre a libra
A recuperação de curto prazo é certamente encorajadora, mas os problemas fiscais e de força de trabalho do Reino Unido ainda não foram resolvidos. Isso sugere que o potencial de subida da libra pode ser limitado, enquanto o risco de queda está a aumentar.