Reacende-se novamente a controvérsia em torno da “lancamento da mainnet” do Pi Network, com membros centrais da comunidade a repudiar veementemente os rumores de que o projeto já teria iniciado oficialmente a mainnet em fevereiro de 2025, reforçando que ainda se encontra numa fase de “foco em testes”. Apesar de a equipe ter lançado, no início de 2026, novas ferramentas de desenvolvimento destinadas a simplificar a integração de pagamentos, o preço do token nativo Pi Coin mantém-se estagnado, rondando os 0,21 dólares, em forte contraste com a recuperação geral do mercado de criptomoedas.
Esta disputa sobre a definição de “mainnet fechada” versus “mainnet aberta” não só reflete profundas fissuras de confiança dentro da comunidade, como também evidencia os principais desafios que o Pi Network enfrenta ao passar de um experimento de longo prazo para um ecossistema realmente utilizável: comunicação clara, entrega técnica e realização de valor.
Divisão na comunidade: uma disputa sobre a definição de “lancamento da mainnet”
Recentemente, rumores de que o Pi Network teria concluído secretamente o lançamento da mainnet têm circulado intensamente na comunidade de criptomoedas, mas essa alegação foi rapidamente contestada com veemência pelos apoiadores principais do projeto. Membros como WaeliaM esclareceram publicamente que a afirmação de que a “mainnet foi iniciada em 20 de fevereiro de 2025” é gravemente imprecisa, sendo uma leitura equivocada do estágio atual de desenvolvimento do projeto. Segundo eles, de acordo com o roteiro oficial, a principal tarefa do Pi Network ainda é realizar testes internos, verificar a estabilidade da infraestrutura e preparar gradualmente o ecossistema, estando longe de atingir a fase decisiva e totalmente aberta de “mainnet”. Essa controvérsia repentina não é apenas um erro de informação, mas reflete uma lacuna crescente de entendimento entre a comunidade e o progresso real do projeto ao longo de anos de desenvolvimento.
A raiz do conflito reside na compreensão radicalmente diferente do conceito de “lançamento da mainnet”. Desde dezembro de 2021, o Pi Network iniciou sua “mainnet fechada”. Essa fase permite que usuários, após validação KYC, façam transferências dentro de uma carteira interna e usem aplicações de teste, mas o núcleo é que a rede não está conectada ao mundo externo de blockchains, e o token não pode ser livremente sacado para exchanges centralizadas (CEX) para negociação. A equipe define essa fase como uma forma inicial de “mainnet”, visando criar um ambiente controlado para o desenvolvimento do ecossistema; enquanto críticos argumentam que uma rede que limita a circulação de ativos e carece de interoperabilidade ampla é enganosa ao usar o termo “mainnet”, levando milhões de usuários pioneiros a acreditarem que seus PI já possuem liquidez de mercado completa. Essa divergência fundamental na definição tornou-se o terreno fértil para futuras ambiguidades.
Ao aprofundar, percebe-se que essa confusão se torna ainda mais complexa devido às atividades não oficiais no mercado. Apesar do estado técnico inalterado, no início de 2025, algumas transações ponto a ponto de PI, não autorizadas oficialmente, tiveram um aumento repentino, impulsionando uma breve alta nos preços fora da plataforma, seguida de uma forte retração. Essas oscilações de preço foram interpretadas por alguns como sinais de que a “mainnet já está aberta e a descoberta de valor começou”, embora a equipe tenha reiterado que o ecossistema ainda está em uma fase de lançamento controlado. Essa situação revela uma realidade desconfortável: na ausência de uma saída oficial clara e unificada de valor, o sentimento da comunidade e o ruído do mercado secundário passaram a ser os principais narradores do progresso do projeto, o que sem dúvida aumenta a confusão de informações e a perda de confiança. No final, a comunidade se dividiu em duas facções: uma que insiste em “seguir o roteiro e evitar avanços precipitados” e outra que acredita que “já há negociações e funcionalidades práticas, portanto, o projeto é maduro”, uma divisão que é uma manifestação concentrada dos problemas de confiança herdados do estágio inicial de mineração móvel do Pi.
Construção do ecossistema: foco em pagamentos e experiência de desenvolvedor em 2026
Enquanto a comunidade discute acaloradamente a definição de “mainnet”, a equipe de desenvolvimento central do Pi Network parece avançar de forma constante ao seu próprio ritmo. No início de 2026, o projeto lançou sua primeira grande atualização do ano, cujo foco não é a tão aguardada “linha do tempo para a mainnet aberta”, mas sim um objetivo mais pragmático: reduzir a barreira de entrada para desenvolvedores e enriquecer o ecossistema de aplicações. A equipe lançou uma nova biblioteca para desenvolvedores, afirmando que o processo de integração do pagamento com Pi Coin em aplicações de terceiros pode ser reduzido a menos de dez minutos. Essa iniciativa tem como objetivo claro atrair o máximo possível de desenvolvedores para criar produtos realmente utilizáveis antes da abertura total da mainnet, estabelecendo uma base sólida para um “ecossistema prático e funcional”.
Conteúdo principal da primeira atualização de 2026 do Pi Network
Nova ferramenta: lançamento de uma nova biblioteca para desenvolvedores, integrando Pi SDK e API de backend.
Objetivo principal: reduzir o processo de integração de pagamento com Pi Coin para menos de 10 minutos.
Suporte tecnológico:
Frontend: JavaScript ou React
Backend: Next.js e Ruby on Rails (primeiras versões suportadas)
Intenção estratégica: permitir que os desenvolvedores foquem na inovação de produtos, acelerando a implementação de aplicações práticas com Pi Coin.
Desempenho do mercado de tokens:
Preço atual do PI: aproximadamente 0,21 dólares
Oscilações recentes: sem movimentos significativos em gráficos diários, semanais ou mensais
Volume diário de desbloqueio: cerca de 4,5 milhões de Pi Coin (com picos ocasionais de até 5,5 milhões)
Essa atualização demonstra maturidade na estratégia técnica. Ela empacota as ferramentas de desenvolvimento de pagamento e as interfaces de backend em uma configuração simplificada, visando eliminar obstáculos complexos para que desenvolvedores integrem o pagamento com Pi Coin. A equipe explicou em seu blog que a simplificação da integração de pagamentos visa permitir que os desenvolvedores dediquem mais tempo à criação e otimização de seus produtos, alinhando-se à estratégia de longo prazo de construir um ecossistema Pi “prático, utilizável e preparado para adoção no mundo real”. Inicialmente, essa biblioteca suportará tecnologias comuns como JavaScript, React, Next.js e Ruby on Rails, garantindo rápida abrangência entre os desenvolvedores existentes. Contudo, uma questão inevitável é: em um ambiente de “mainnet fechada”, qual será o real cenário de transações e escala de usuários dessas aplicações integradas com Pi Coin? Essa ainda é uma visão no papel.
Contrapondo-se às ações aparentemente positivas de construção, está o desempenho extremamente fraco do Pi Coin no mercado. No início de 2026, o mercado de criptomoedas como um todo apresentou uma recuperação, com várias altcoins registrando ganhos de dois dígitos, mas o Pi Coin permaneceu estagnado, sempre abaixo de 0,22 dólares, com negociações em torno de 0,21 dólares, sem qualquer movimento relevante nos gráficos diários, semanais ou mensais. Ao mesmo tempo, dados on-chain mostram que, nos próximos 30 dias, o volume diário de desbloqueio de tokens se mantém em torno de 4,5 milhões, com picos ocasionais de até 5,5 milhões, o que pode gerar pressão de venda adicional de forma intermitente. Essa divergência entre “progresso técnico e preço inerte” reflete profundamente as expectativas pessimistas do mercado em relação ao Pi Network: até que haja uma liberação substancial de restrições de transferência e uma circulação de ativos verdadeiramente livre, qualquer notícia de construção de ecossistema dificilmente se traduzirá em suporte de valor para o token. O mercado está “dando o péssimo voto” e exige avanços mais concretos.
O que é o Pi Network: da mineração móvel ao longo da longa transição da mainnet
Para quem está de fora ou entrou recentemente, o estado atual do Pi Network pode parecer confuso. Para entender essa confusão, é preciso revisitar suas origens e trajetória de desenvolvimento. O que é o Pi Network? Começou em 2019, como um projeto que visa popularizar criptomoedas por meio de “mineração” de baixo consumo energético (mais precisamente, participação em consenso) via dispositivos móveis. Os usuários só precisam clicar diariamente num botão para receber gratuitamente Pi Coin, com uma barreira de participação extremamente baixa, o que rapidamente acumulou dezenas de milhões de registros globais, chamados de “pioneiros”. No entanto, diferentemente de projetos como Bitcoin ou Ethereum, que geram tokens por mineração instantânea, o Pi Network foi desenhado com uma rota longa e em múltiplas fases, e seus tokens inicialmente não possuem liquidez.
O modelo econômico e o roteiro do Pi Network são a raiz de todas as controvérsias. O projeto divide-se aproximadamente em três fases: a primeira é a fase de “mineração”, onde os usuários obtêm tokens gratuitamente; a segunda é a fase atual de “mainnet fechada”, onde os tokens podem ser transferidos entre carteiras internas de usuários validados por KYC e usados em aplicações de teste, mas sem conexão com blockchain externo ou exchanges; a terceira fase será a “mainnet aberta”, quando a rede será totalmente descentralizada e os tokens poderão ser negociados livremente. Essa concepção tem boas intenções: antes de abrir totalmente, usar KYC para filtrar usuários reais e construir o ecossistema em ambiente controlado, evitando que a liberação precoce de tokens cause uma queda de preço. Contudo, a fase de “fechamento” que dura anos acumulou centenas de milhões de usuários com uma quantidade enorme de “ativos” que, na prática, não podem ser utilizados, gerando uma ansiedade crescente, atividades de mercado secundário descontroladas e suspeitas sobre as intenções do time.
Assim, toda a confusão atual sobre o “lancamento da mainnet” é, na verdade, uma consequência do longo período de transição da “mainnet fechada”. Uma parte da comunidade vê a ativação da “mainnet fechada” como o início da mainnet, enquanto outra insiste que só será considerada quando a rede estiver totalmente aberta. A comunicação da equipe às vezes é ambígua, às vezes enfatiza o longo prazo, aprofundando essa divisão. Entender o que é o Pi Network é fundamental para perceber que ele não é um projeto tradicional de blockchain, mas uma experiência social de escala sem precedentes sobre como migrar gradualmente uma massa enorme de usuários de baixo custo para uma rede criptográfica funcional. O sucesso ou fracasso dessa experiência depende não só da tecnologia, mas também de uma gestão precisa do psicológico da comunidade e do cumprimento rigoroso das promessas.
O futuro do Pi Network: credibilidade, regulação e criação de valor real
No início de 2026, o Pi Network se encontra numa encruzilhada crucial. De um lado, uma comunidade grande, mas cada vez mais dividida e com a paciência esgotando-se; do outro, uma tecnologia e ecossistema que ainda precisam de tempo para amadurecer. O futuro do projeto dependerá de sua capacidade de enfrentar alguns desafios fundamentais.
O mais urgente é a recuperação de credibilidade e uma comunicação clara. As narrativas conflitantes sobre o estado da mainnet continuam a corroer o pouco de confiança que resta na equipe. Mensagens confusas não só deixam os usuários da comunidade sem rumo, como também podem atrair a atenção de órgãos reguladores. Para um projeto com dezenas de milhões de usuários globais, qualquer alegação de propaganda enganosa ou de emissão de valores mobiliários não registrados pode ser catastrófica. Assim, a equipe deve adotar uma postura mais transparente e consistente do que nunca, definindo claramente cada marco, apoiando-se em fatos técnicos incontestáveis, e alinhando as expectativas da comunidade com a realidade do projeto.
Em segundo lugar, há a pressão por criação de valor real no mundo físico. Independentemente de como se defina a “mainnet fechada”, uma questão inescapável é: qual é o suporte de valor do PI? Atualmente, seu valor é sustentado unicamente pelas expectativas da comunidade de que, após a abertura, haverá utilidade prática. Mas essa expectativa se dilui com o tempo. As novas ferramentas de desenvolvedor lançadas em 2026 são um passo na direção certa, mas precisam gerar aplicações que os usuários realmente precisem e que tenham demanda de troca real, e não apenas “brinquedos” internos. A quantidade e qualidade dessas aplicações determinarão se o Pi Network conseguirá evoluir de uma experiência social para uma economia funcional. Caso contrário, mesmo que um dia a “mainnet aberta” seja realmente lançada, o mercado pode rapidamente desmoronar por falta de utilidade concreta.
Para milhões de participantes e observadores do Pi Network, a recomendação atual é manter uma postura de cautela, reduzindo expectativas irreais de curto prazo. Investidores devem entender que, até que uma liberação clara de ativos e uma estratégia de saída sejam anunciadas, qualquer negociação secundária envolve riscos elevados e incertezas. Encarar o Pi Network como um experimento de longo prazo, com riscos de fracasso consideráveis, é uma postura mais racional do que esperar uma oportunidade de investimento garantida. O que determinará o desfecho não será a discussão nas redes sociais ou as oscilações momentâneas de preço, mas sim se a equipe será capaz, nos próximos meses, de avançar com uma tecnologia sólida, uma rota clara e resultados de ecossistema convincentes, para reconquistar a confiança e superar essa última e mais difícil barreira. O tempo, já não favorece a incerteza e a espera.
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Nuvem em torno do lançamento da mainnet do Pi Network: divisão na comunidade, será que a atualização de 2026 pode mudar o jogo?
Reacende-se novamente a controvérsia em torno da “lancamento da mainnet” do Pi Network, com membros centrais da comunidade a repudiar veementemente os rumores de que o projeto já teria iniciado oficialmente a mainnet em fevereiro de 2025, reforçando que ainda se encontra numa fase de “foco em testes”. Apesar de a equipe ter lançado, no início de 2026, novas ferramentas de desenvolvimento destinadas a simplificar a integração de pagamentos, o preço do token nativo Pi Coin mantém-se estagnado, rondando os 0,21 dólares, em forte contraste com a recuperação geral do mercado de criptomoedas.
Esta disputa sobre a definição de “mainnet fechada” versus “mainnet aberta” não só reflete profundas fissuras de confiança dentro da comunidade, como também evidencia os principais desafios que o Pi Network enfrenta ao passar de um experimento de longo prazo para um ecossistema realmente utilizável: comunicação clara, entrega técnica e realização de valor.
Divisão na comunidade: uma disputa sobre a definição de “lancamento da mainnet”
Recentemente, rumores de que o Pi Network teria concluído secretamente o lançamento da mainnet têm circulado intensamente na comunidade de criptomoedas, mas essa alegação foi rapidamente contestada com veemência pelos apoiadores principais do projeto. Membros como WaeliaM esclareceram publicamente que a afirmação de que a “mainnet foi iniciada em 20 de fevereiro de 2025” é gravemente imprecisa, sendo uma leitura equivocada do estágio atual de desenvolvimento do projeto. Segundo eles, de acordo com o roteiro oficial, a principal tarefa do Pi Network ainda é realizar testes internos, verificar a estabilidade da infraestrutura e preparar gradualmente o ecossistema, estando longe de atingir a fase decisiva e totalmente aberta de “mainnet”. Essa controvérsia repentina não é apenas um erro de informação, mas reflete uma lacuna crescente de entendimento entre a comunidade e o progresso real do projeto ao longo de anos de desenvolvimento.
A raiz do conflito reside na compreensão radicalmente diferente do conceito de “lançamento da mainnet”. Desde dezembro de 2021, o Pi Network iniciou sua “mainnet fechada”. Essa fase permite que usuários, após validação KYC, façam transferências dentro de uma carteira interna e usem aplicações de teste, mas o núcleo é que a rede não está conectada ao mundo externo de blockchains, e o token não pode ser livremente sacado para exchanges centralizadas (CEX) para negociação. A equipe define essa fase como uma forma inicial de “mainnet”, visando criar um ambiente controlado para o desenvolvimento do ecossistema; enquanto críticos argumentam que uma rede que limita a circulação de ativos e carece de interoperabilidade ampla é enganosa ao usar o termo “mainnet”, levando milhões de usuários pioneiros a acreditarem que seus PI já possuem liquidez de mercado completa. Essa divergência fundamental na definição tornou-se o terreno fértil para futuras ambiguidades.
Ao aprofundar, percebe-se que essa confusão se torna ainda mais complexa devido às atividades não oficiais no mercado. Apesar do estado técnico inalterado, no início de 2025, algumas transações ponto a ponto de PI, não autorizadas oficialmente, tiveram um aumento repentino, impulsionando uma breve alta nos preços fora da plataforma, seguida de uma forte retração. Essas oscilações de preço foram interpretadas por alguns como sinais de que a “mainnet já está aberta e a descoberta de valor começou”, embora a equipe tenha reiterado que o ecossistema ainda está em uma fase de lançamento controlado. Essa situação revela uma realidade desconfortável: na ausência de uma saída oficial clara e unificada de valor, o sentimento da comunidade e o ruído do mercado secundário passaram a ser os principais narradores do progresso do projeto, o que sem dúvida aumenta a confusão de informações e a perda de confiança. No final, a comunidade se dividiu em duas facções: uma que insiste em “seguir o roteiro e evitar avanços precipitados” e outra que acredita que “já há negociações e funcionalidades práticas, portanto, o projeto é maduro”, uma divisão que é uma manifestação concentrada dos problemas de confiança herdados do estágio inicial de mineração móvel do Pi.
Construção do ecossistema: foco em pagamentos e experiência de desenvolvedor em 2026
Enquanto a comunidade discute acaloradamente a definição de “mainnet”, a equipe de desenvolvimento central do Pi Network parece avançar de forma constante ao seu próprio ritmo. No início de 2026, o projeto lançou sua primeira grande atualização do ano, cujo foco não é a tão aguardada “linha do tempo para a mainnet aberta”, mas sim um objetivo mais pragmático: reduzir a barreira de entrada para desenvolvedores e enriquecer o ecossistema de aplicações. A equipe lançou uma nova biblioteca para desenvolvedores, afirmando que o processo de integração do pagamento com Pi Coin em aplicações de terceiros pode ser reduzido a menos de dez minutos. Essa iniciativa tem como objetivo claro atrair o máximo possível de desenvolvedores para criar produtos realmente utilizáveis antes da abertura total da mainnet, estabelecendo uma base sólida para um “ecossistema prático e funcional”.
Conteúdo principal da primeira atualização de 2026 do Pi Network
Nova ferramenta: lançamento de uma nova biblioteca para desenvolvedores, integrando Pi SDK e API de backend.
Objetivo principal: reduzir o processo de integração de pagamento com Pi Coin para menos de 10 minutos.
Suporte tecnológico:
Intenção estratégica: permitir que os desenvolvedores foquem na inovação de produtos, acelerando a implementação de aplicações práticas com Pi Coin.
Desempenho do mercado de tokens:
Essa atualização demonstra maturidade na estratégia técnica. Ela empacota as ferramentas de desenvolvimento de pagamento e as interfaces de backend em uma configuração simplificada, visando eliminar obstáculos complexos para que desenvolvedores integrem o pagamento com Pi Coin. A equipe explicou em seu blog que a simplificação da integração de pagamentos visa permitir que os desenvolvedores dediquem mais tempo à criação e otimização de seus produtos, alinhando-se à estratégia de longo prazo de construir um ecossistema Pi “prático, utilizável e preparado para adoção no mundo real”. Inicialmente, essa biblioteca suportará tecnologias comuns como JavaScript, React, Next.js e Ruby on Rails, garantindo rápida abrangência entre os desenvolvedores existentes. Contudo, uma questão inevitável é: em um ambiente de “mainnet fechada”, qual será o real cenário de transações e escala de usuários dessas aplicações integradas com Pi Coin? Essa ainda é uma visão no papel.
Contrapondo-se às ações aparentemente positivas de construção, está o desempenho extremamente fraco do Pi Coin no mercado. No início de 2026, o mercado de criptomoedas como um todo apresentou uma recuperação, com várias altcoins registrando ganhos de dois dígitos, mas o Pi Coin permaneceu estagnado, sempre abaixo de 0,22 dólares, com negociações em torno de 0,21 dólares, sem qualquer movimento relevante nos gráficos diários, semanais ou mensais. Ao mesmo tempo, dados on-chain mostram que, nos próximos 30 dias, o volume diário de desbloqueio de tokens se mantém em torno de 4,5 milhões, com picos ocasionais de até 5,5 milhões, o que pode gerar pressão de venda adicional de forma intermitente. Essa divergência entre “progresso técnico e preço inerte” reflete profundamente as expectativas pessimistas do mercado em relação ao Pi Network: até que haja uma liberação substancial de restrições de transferência e uma circulação de ativos verdadeiramente livre, qualquer notícia de construção de ecossistema dificilmente se traduzirá em suporte de valor para o token. O mercado está “dando o péssimo voto” e exige avanços mais concretos.
O que é o Pi Network: da mineração móvel ao longo da longa transição da mainnet
Para quem está de fora ou entrou recentemente, o estado atual do Pi Network pode parecer confuso. Para entender essa confusão, é preciso revisitar suas origens e trajetória de desenvolvimento. O que é o Pi Network? Começou em 2019, como um projeto que visa popularizar criptomoedas por meio de “mineração” de baixo consumo energético (mais precisamente, participação em consenso) via dispositivos móveis. Os usuários só precisam clicar diariamente num botão para receber gratuitamente Pi Coin, com uma barreira de participação extremamente baixa, o que rapidamente acumulou dezenas de milhões de registros globais, chamados de “pioneiros”. No entanto, diferentemente de projetos como Bitcoin ou Ethereum, que geram tokens por mineração instantânea, o Pi Network foi desenhado com uma rota longa e em múltiplas fases, e seus tokens inicialmente não possuem liquidez.
O modelo econômico e o roteiro do Pi Network são a raiz de todas as controvérsias. O projeto divide-se aproximadamente em três fases: a primeira é a fase de “mineração”, onde os usuários obtêm tokens gratuitamente; a segunda é a fase atual de “mainnet fechada”, onde os tokens podem ser transferidos entre carteiras internas de usuários validados por KYC e usados em aplicações de teste, mas sem conexão com blockchain externo ou exchanges; a terceira fase será a “mainnet aberta”, quando a rede será totalmente descentralizada e os tokens poderão ser negociados livremente. Essa concepção tem boas intenções: antes de abrir totalmente, usar KYC para filtrar usuários reais e construir o ecossistema em ambiente controlado, evitando que a liberação precoce de tokens cause uma queda de preço. Contudo, a fase de “fechamento” que dura anos acumulou centenas de milhões de usuários com uma quantidade enorme de “ativos” que, na prática, não podem ser utilizados, gerando uma ansiedade crescente, atividades de mercado secundário descontroladas e suspeitas sobre as intenções do time.
Assim, toda a confusão atual sobre o “lancamento da mainnet” é, na verdade, uma consequência do longo período de transição da “mainnet fechada”. Uma parte da comunidade vê a ativação da “mainnet fechada” como o início da mainnet, enquanto outra insiste que só será considerada quando a rede estiver totalmente aberta. A comunicação da equipe às vezes é ambígua, às vezes enfatiza o longo prazo, aprofundando essa divisão. Entender o que é o Pi Network é fundamental para perceber que ele não é um projeto tradicional de blockchain, mas uma experiência social de escala sem precedentes sobre como migrar gradualmente uma massa enorme de usuários de baixo custo para uma rede criptográfica funcional. O sucesso ou fracasso dessa experiência depende não só da tecnologia, mas também de uma gestão precisa do psicológico da comunidade e do cumprimento rigoroso das promessas.
O futuro do Pi Network: credibilidade, regulação e criação de valor real
No início de 2026, o Pi Network se encontra numa encruzilhada crucial. De um lado, uma comunidade grande, mas cada vez mais dividida e com a paciência esgotando-se; do outro, uma tecnologia e ecossistema que ainda precisam de tempo para amadurecer. O futuro do projeto dependerá de sua capacidade de enfrentar alguns desafios fundamentais.
O mais urgente é a recuperação de credibilidade e uma comunicação clara. As narrativas conflitantes sobre o estado da mainnet continuam a corroer o pouco de confiança que resta na equipe. Mensagens confusas não só deixam os usuários da comunidade sem rumo, como também podem atrair a atenção de órgãos reguladores. Para um projeto com dezenas de milhões de usuários globais, qualquer alegação de propaganda enganosa ou de emissão de valores mobiliários não registrados pode ser catastrófica. Assim, a equipe deve adotar uma postura mais transparente e consistente do que nunca, definindo claramente cada marco, apoiando-se em fatos técnicos incontestáveis, e alinhando as expectativas da comunidade com a realidade do projeto.
Em segundo lugar, há a pressão por criação de valor real no mundo físico. Independentemente de como se defina a “mainnet fechada”, uma questão inescapável é: qual é o suporte de valor do PI? Atualmente, seu valor é sustentado unicamente pelas expectativas da comunidade de que, após a abertura, haverá utilidade prática. Mas essa expectativa se dilui com o tempo. As novas ferramentas de desenvolvedor lançadas em 2026 são um passo na direção certa, mas precisam gerar aplicações que os usuários realmente precisem e que tenham demanda de troca real, e não apenas “brinquedos” internos. A quantidade e qualidade dessas aplicações determinarão se o Pi Network conseguirá evoluir de uma experiência social para uma economia funcional. Caso contrário, mesmo que um dia a “mainnet aberta” seja realmente lançada, o mercado pode rapidamente desmoronar por falta de utilidade concreta.
Para milhões de participantes e observadores do Pi Network, a recomendação atual é manter uma postura de cautela, reduzindo expectativas irreais de curto prazo. Investidores devem entender que, até que uma liberação clara de ativos e uma estratégia de saída sejam anunciadas, qualquer negociação secundária envolve riscos elevados e incertezas. Encarar o Pi Network como um experimento de longo prazo, com riscos de fracasso consideráveis, é uma postura mais racional do que esperar uma oportunidade de investimento garantida. O que determinará o desfecho não será a discussão nas redes sociais ou as oscilações momentâneas de preço, mas sim se a equipe será capaz, nos próximos meses, de avançar com uma tecnologia sólida, uma rota clara e resultados de ecossistema convincentes, para reconquistar a confiança e superar essa última e mais difícil barreira. O tempo, já não favorece a incerteza e a espera.