Ao falar sobre a colheita de cebolas no mundo das criptomoedas, muitas pessoas já ouviram esse termo, mas nem todos compreendem realmente o seu significado. A colheita de cebolas parece ser uma expressão pejorativa, mas na verdade reflete as regras mais cruéis do jogo no universo cripto: não se trata apenas de enganar ou fraudar, mas de um processo cuidadosamente elaborado que faz os participantes entrarem voluntariamente e serem gradualmente explorados. Levei três anos para entender verdadeiramente essa lógica.
O que realmente significa “colher cebolas”?
“Colher cebolas” pode ser entendido assim: é um fenômeno de mercado onde pessoas com poder de fala e vantagem financeira criam expectativas, manipulam emoções e geram senso de urgência, levando os investidores de varejo a comprarem na alta, e depois, ao liberar notícias negativas ou fazer dumps, fazem com que esses investidores fiquem presos, lucrando e saindo de cena. Em resumo, “colher cebolas” é tratar os investidores de varejo como “fornecedores de liquidez” e “pessoas que pegam a bola”.
Ao invés de dizer que “colher cebolas” é uma fraude, é mais preciso dizer que é uma guerra psicológica. Os projetos, influenciadores e investidores iniciais já têm o roteiro pronto, esperando que novas cebolas entrem continuamente no jogo.
De vítima a espectador: minha experiência de três anos no mundo cripto
No meu primeiro ano no mercado, assim como a maioria dos novatos, tinha sonhos de ganhar dinheiro rápido. Participei de vários grupos de airdrops, de lançamentos, de grupos de projetos, e sempre que alguém dizia “X moeda vai subir”, eu entrava. Resultado? Quebrei duas vezes em um mês, e tinha no meu portfólio moedas inúteis, sem ninguém perguntar por elas. Naquela época, eu nem sabia que já tinha sido vítima de uma armadilha.
No segundo ano, comecei a seguir sinais de compra e venda, achando que tinha agarrado uma “grande oportunidade”, mas na verdade era só um peão. O mais irônico é que eu ainda não percebia a verdadeira intenção dos “sinalizadores” — que na essência estavam vendendo suas posições. Quando fui enganado, eles já tinham saído com lucro.
Só no terceiro ano, criei um pequeno círculo, observei muitas pessoas e projetos, e finalmente entendi: “colher cebolas” na verdade significa ‘você entra por conta própria e depois é lentamente explorado’. Essa é a técnica mais sofisticada.
O padrão clássico da colheita de cebolas: de criar sonhos a fazer dumps
Qualquer operação bem-sucedida de colheita de cebolas segue esse roteiro clássico:
Primeiro passo: criar sonhos — o whitepaper pinta um futuro brilhante, a comunidade fala em “liberdade financeira” e “moedas multiplicando por dez”, despertando expectativas ilimitadas.
Segundo passo: criar FOMO — “Corra, é a melhor hora para entrar”, “Vai listar na exchange em breve”, “Perdi uma oportunidade, não quero perder a próxima”. A sensação de urgência e medo de perderem tudo derrubam a racionalidade.
Terceiro passo: buscar respaldo — buscar recomendações de influenciadores, afirmar que “uma grande exchange vai lançar”, ou que “uma instituição de investimento renomada investiu”, esses endossos criam confiança rápida e atraem ondas de investidores de varejo.
Quarto passo: manipular o preço — o valor começa a subir rapidamente, os primeiros a entrarem lucram bastante, os investidores de varejo, vendo o preço subir, temem ficar de fora e entram também, com volume e preço crescendo juntos.
Quinto passo: fazer dump e colher — os responsáveis pelo projeto, os primeiros investidores e influenciadores aproveitam a alta para vender suas posições em massa, o preço despenca instantaneamente. Os investidores de varejo ficam presos, seus sonhos destruídos. Assim termina uma colheita de cebolas.
Embora pareça um investimento legítimo, na verdade o roteiro já está escrito pelos próprios responsáveis pelo projeto, e os investidores de varejo apenas desempenham seus papéis.
Os segredos humanos por trás da colheita de cebolas
Por que essa estratégia funciona tão bem? Porque ela explora três fraquezas humanas:
Ganância — sempre querendo comprar barato e vender caro, o sonho de enriquecer da noite para o dia faz as pessoas perderem o julgamento.
Medo — medo de perder a oportunidade, de ficar de fora, ao ver os outros ganhando, a emoção toma conta.
Ignorância — desconhecimento sobre o projeto, mas sendo consumido pelo FOMO.
Esses três fatores juntos criam um ambiente perfeito para a colheita de cebolas.
Como evitar ser vítima?
Após três anos de observação e reflexão, hoje eu só acredito em três coisas:
Primeiro: o projeto deve ter casos de uso reais e produto concreto — não se deixe enganar por whitepapers e conceitos; pergunte-se: qual problema real esse projeto resolve? Tem usuários de verdade?
Segundo: a avaliação deve ter base lógica — não é “sinto que essa moeda vai subir”, mas “com base em dados específicos e fundamentos, acho que há potencial de alta”. Sentimento é o menos confiável.
Terceiro: a estratégia deve incluir gestão de risco — não aposte tudo, não coloque todo o seu capital em um único projeto, defina stop-loss e controle os riscos.
O mercado de criptomoedas não é um paraíso nem um inferno, é um campo de batalha que amplifica os desejos humanos. Quem não consegue controlar sua ganância será vítima da colheita. Entender o que significa “colher cebolas” é o primeiro passo para caminhar por um caminho menos vulnerável a golpes.
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Você realmente entende o significado de "cortar a cebola"? — Uma reflexão de três anos de um entusiasta de criptomoedas
Ao falar sobre a colheita de cebolas no mundo das criptomoedas, muitas pessoas já ouviram esse termo, mas nem todos compreendem realmente o seu significado. A colheita de cebolas parece ser uma expressão pejorativa, mas na verdade reflete as regras mais cruéis do jogo no universo cripto: não se trata apenas de enganar ou fraudar, mas de um processo cuidadosamente elaborado que faz os participantes entrarem voluntariamente e serem gradualmente explorados. Levei três anos para entender verdadeiramente essa lógica.
O que realmente significa “colher cebolas”?
“Colher cebolas” pode ser entendido assim: é um fenômeno de mercado onde pessoas com poder de fala e vantagem financeira criam expectativas, manipulam emoções e geram senso de urgência, levando os investidores de varejo a comprarem na alta, e depois, ao liberar notícias negativas ou fazer dumps, fazem com que esses investidores fiquem presos, lucrando e saindo de cena. Em resumo, “colher cebolas” é tratar os investidores de varejo como “fornecedores de liquidez” e “pessoas que pegam a bola”.
Ao invés de dizer que “colher cebolas” é uma fraude, é mais preciso dizer que é uma guerra psicológica. Os projetos, influenciadores e investidores iniciais já têm o roteiro pronto, esperando que novas cebolas entrem continuamente no jogo.
De vítima a espectador: minha experiência de três anos no mundo cripto
No meu primeiro ano no mercado, assim como a maioria dos novatos, tinha sonhos de ganhar dinheiro rápido. Participei de vários grupos de airdrops, de lançamentos, de grupos de projetos, e sempre que alguém dizia “X moeda vai subir”, eu entrava. Resultado? Quebrei duas vezes em um mês, e tinha no meu portfólio moedas inúteis, sem ninguém perguntar por elas. Naquela época, eu nem sabia que já tinha sido vítima de uma armadilha.
No segundo ano, comecei a seguir sinais de compra e venda, achando que tinha agarrado uma “grande oportunidade”, mas na verdade era só um peão. O mais irônico é que eu ainda não percebia a verdadeira intenção dos “sinalizadores” — que na essência estavam vendendo suas posições. Quando fui enganado, eles já tinham saído com lucro.
Só no terceiro ano, criei um pequeno círculo, observei muitas pessoas e projetos, e finalmente entendi: “colher cebolas” na verdade significa ‘você entra por conta própria e depois é lentamente explorado’. Essa é a técnica mais sofisticada.
O padrão clássico da colheita de cebolas: de criar sonhos a fazer dumps
Qualquer operação bem-sucedida de colheita de cebolas segue esse roteiro clássico:
Primeiro passo: criar sonhos — o whitepaper pinta um futuro brilhante, a comunidade fala em “liberdade financeira” e “moedas multiplicando por dez”, despertando expectativas ilimitadas.
Segundo passo: criar FOMO — “Corra, é a melhor hora para entrar”, “Vai listar na exchange em breve”, “Perdi uma oportunidade, não quero perder a próxima”. A sensação de urgência e medo de perderem tudo derrubam a racionalidade.
Terceiro passo: buscar respaldo — buscar recomendações de influenciadores, afirmar que “uma grande exchange vai lançar”, ou que “uma instituição de investimento renomada investiu”, esses endossos criam confiança rápida e atraem ondas de investidores de varejo.
Quarto passo: manipular o preço — o valor começa a subir rapidamente, os primeiros a entrarem lucram bastante, os investidores de varejo, vendo o preço subir, temem ficar de fora e entram também, com volume e preço crescendo juntos.
Quinto passo: fazer dump e colher — os responsáveis pelo projeto, os primeiros investidores e influenciadores aproveitam a alta para vender suas posições em massa, o preço despenca instantaneamente. Os investidores de varejo ficam presos, seus sonhos destruídos. Assim termina uma colheita de cebolas.
Embora pareça um investimento legítimo, na verdade o roteiro já está escrito pelos próprios responsáveis pelo projeto, e os investidores de varejo apenas desempenham seus papéis.
Os segredos humanos por trás da colheita de cebolas
Por que essa estratégia funciona tão bem? Porque ela explora três fraquezas humanas:
Ganância — sempre querendo comprar barato e vender caro, o sonho de enriquecer da noite para o dia faz as pessoas perderem o julgamento.
Medo — medo de perder a oportunidade, de ficar de fora, ao ver os outros ganhando, a emoção toma conta.
Ignorância — desconhecimento sobre o projeto, mas sendo consumido pelo FOMO.
Esses três fatores juntos criam um ambiente perfeito para a colheita de cebolas.
Como evitar ser vítima?
Após três anos de observação e reflexão, hoje eu só acredito em três coisas:
Primeiro: o projeto deve ter casos de uso reais e produto concreto — não se deixe enganar por whitepapers e conceitos; pergunte-se: qual problema real esse projeto resolve? Tem usuários de verdade?
Segundo: a avaliação deve ter base lógica — não é “sinto que essa moeda vai subir”, mas “com base em dados específicos e fundamentos, acho que há potencial de alta”. Sentimento é o menos confiável.
Terceiro: a estratégia deve incluir gestão de risco — não aposte tudo, não coloque todo o seu capital em um único projeto, defina stop-loss e controle os riscos.
O mercado de criptomoedas não é um paraíso nem um inferno, é um campo de batalha que amplifica os desejos humanos. Quem não consegue controlar sua ganância será vítima da colheita. Entender o que significa “colher cebolas” é o primeiro passo para caminhar por um caminho menos vulnerável a golpes.