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Senegal torna-se o país africano mais recente a endurecer punições por atos homossexuais
Dacar, Senegal (AP) — O parlamento do Senegal aprovou um novo projeto de lei que endurece as penas para a homossexualidade no país majoritariamente muçulmano da África Ocidental, o mais recente país africano a impor penalizações severas contra a comunidade LGBTQ+.
O novo projeto de lei, que foi apresentado ao parlamento no mês passado pelo Primeiro-Ministro Ousmane Sonko, descreve os atos homossexuais como sendo “contra a natureza”. A pena para os condenados foi duplicada, passando de penas de prisão de um a cinco anos para entre cinco e dez anos.
Quase todos os deputados votaram a favor do projeto na sessão plenária de quarta-feira, sem oposição e com três abstenções. Ainda precisa do aval presidencial para se tornar lei, e o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, é amplamente esperado que a assine.
Em outra alteração, a lei proposta pune o que chama de “promoção” ou “financiamento” da homossexualidade, uma tentativa de reprimir organizações que apoiam minorias sexuais e de gênero.
As multas pelo delito também foram aumentadas para um máximo de 10 milhões de CFA (€17.609), mas o projeto mantém o delito como contravenção, e não crime. Durante a sessão parlamentar, os ministros argumentaram que a lei de 1966 era demasiado branda.