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A mais tardia esta semana! EUA divulgados em planos para anunciar formação de "coligação de escolta" no Estreito de Ormuz: qual é a atitude de cada país?
À medida que a guerra entre os Estados Unidos e o Irão entra na terceira semana, o presidente norte-americano Donald Trump poderá anunciar nos próximos dias a formação de uma aliança internacional para escoltar os navios comerciais que atravessam o Estreito de Hormuz.
De acordo com relatos de meios como a CCTV News, no dia 15, o governo dos EUA planeja anunciar em breve a criação de uma chamada “Aliança de Proteção do Estreito de Hormuz”.
Fontes do governo americano afirmam que alguns países concordaram em fornecer escolta para os navios que transitam por esta importante rota marítima de petróleo internacional.
Funcionários dos EUA revelaram que o Conselho de Segurança Nacional deve anunciar a formação desta aliança ainda nesta semana. Ainda estão em discussão se a escolta começará antes ou depois de uma possível suspensão das ações militares em grande escala por parte dos EUA e de Israel contra o Irão.
A declaração potencial pode ser ajustada de acordo com a evolução do campo de batalha. Diante dos riscos envolvidos, muitos países já manifestaram publicamente que não farão compromissos claros com missões de escolta até que o estado de hostilidade seja encerrado.
No início deste mês, o presidente Trump afirmou que, se necessário, as forças armadas dos EUA irão escoltar os petroleiros que atravessam o Estreito de Hormuz. Diversos funcionários da Casa Branca também reiteraram que a Marinha dos EUA apoiará os navios comerciais tentando passar por esta estreita passagem, mas ainda não houve ações concretas.
No sábado passado, Trump afirmou que muitos países enviariam seus navios de guerra para garantir a livre navegação no Estreito de Hormuz, mas não especificou quais países participariam.
“Vários países, especialmente aqueles afetados pelos esforços do Irão para fechar o Estreito de Hormuz, irão enviar seus navios de guerra junto com os EUA para manter a passagem aberta e segura”, publicou Trump em sua rede social Truth Social.
Ele também expressou esperança de que países como França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido, entre outros, possam enviar navios para a região.
O Estreito de Hormuz é uma posição estratégica para o Irão, que responde com contra-ataques militares às ações conjuntas dos EUA e Israel. Cerca de 20% do consumo mundial de petróleo é transportado por esta via. O bloqueio do Irão elevou drasticamente os preços do petróleo, que ultrapassaram US$ 100 por barril após duas semanas de ações militares americanas contra o Irão, além de elevar o preço da gasolina nos EUA em mais de 70 centavos por galão.
Segundo dados da AAA, no domingo, o preço médio da gasolina nos EUA era de US$ 3,70 por galão, um aumento de 26% em relação a um mês atrás, quando era US$ 2,93. O preço do diesel também subiu 36%, passando de US$ 3,66 para US$ 4,97 por galão.
Os republicanos no Congresso dos EUA têm pressionado publicamente e em privado a Casa Branca a agir para aliviar o impacto econômico de curto prazo sobre a população americana. Este ano, em ano de eleições intermediárias, a alta contínua dos preços do petróleo pode prejudicar as chances do Partido Republicano, liderado por Trump.
Qual é a postura dos países quanto à escolta?
Ainda não está claro quais países irão aderir à chamada “Aliança de Proteção do Estreito de Hormuz”.
No entanto, nos últimos dias, alguns países se pronunciaram sobre a questão. Alguns manifestaram oposição à iniciativa, enquanto outros disseram que irão avaliar com cautela.
Após Trump fazer um apelo para que vários países enviem seus navios para escoltar o Estreito de Hormuz, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido responderam inicialmente.
A França afirmou que não enviará navios. O Ministério das Relações Exteriores francês publicou em sua conta na rede social X que “não, a França continuará com seu porta-aviões e sua esquadra no Mediterrâneo Oriental”.
Autoridades japonesas disseram à mídia local que o país não enviará navios apenas por causa do apelo de Trump, ressaltando que “a decisão de responder cabe ao Japão, e a avaliação independente é fundamental”.
O presidente sul-coreano afirmou, no dia 15, que o país considerará cuidadosamente o apelo de Trump e manterá “comunicação estreita” com os EUA.
Um porta-voz do Ministério da Defesa do Reino Unido disse à mídia americana que o país “está atualmente discutindo com aliados e parceiros uma série de opções para garantir a segurança da navegação na região”.
Recentemente, Alemanha e Austrália também declararam que não participarão da escolta.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, afirmou em 15 de março que o país não participará de operações militares internacionais para proteger navios no Estreito de Hormuz.
Em um programa de TV, Baerbock comentou sobre o acordo nuclear com o Irão e se a UE deveria ampliar suas ações na região, dizendo: “Vamos nos tornar participantes ativos deste conflito? Não.” Ela afirmou que o governo alemão mantém uma posição clara, com o chanceler Scholz e o ministro da Defesa Pistorius já tendo declarado que “não participaremos deste conflito”.
A Austrália, por sua vez, declarou em 16 de março que o ministro dos Transportes não enviará navios de guerra para proteger os navios de petróleo contra possíveis ataques do Irão no Estreito de Hormuz.
Especialistas que comentaram a questão de “escoltar o Estreito de Hormuz” criticaram a iniciativa, afirmando que uma operação eficaz requer milhares de soldados e meses de preparação. Mesmo que a escolta seja iniciada, devido à estreiteza do canal e ao número limitado de navios, a capacidade de passagem diária dificilmente atingirá 10% do normal. Além disso, a escolta não elimina completamente as ameaças; a recuperação da confiança do setor de navegação e do mercado de seguros é fundamental para que o fluxo de petróleo volte ao normal.
(Origem: Caixin)