Numa troca recente na X (antiga Twitter), Cuban e o comentador de tecnologia Adam.GPT discutiram como as tecnologias emergentes estão preparadas para “revestir” e reinventar os fluxos de trabalho corporativos legados do zero. A conversa rapidamente focou no setor de serviços financeiros, revelando exatamente por que Cuban acha que os bancos estão a perder a sua vantagem.
A questão central no setor financeiro tradicional, como destacado na discussão, gira em torno da “reconciliação” (os processos notoriamente complexos e laboriosos que os bancos usam para garantir que contas internas, necessidades regulatórias e transações coincidam).
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Uma parte significativa depende inteiramente da intervenção humana e do “conhecimento corporativo” não documentado dos funcionários antigos.
Segundo Cuban, essa dependência do conhecimento humano não documentado é uma falha fatal para as estruturas corporativas tradicionais. Ele observou que os funcionários dos bancos são altamente protetores de como esses sistemas internos complexos realmente funcionam. “O que discordamos é que os funcionários irão compartilhar totalmente, ou até mesmo de forma precisa, o seu ‘conhecimento corporativo’”, explicou Cuban. “Eles protegem esse conhecimento. A maior parte dele não está documentada em lado nenhum. Essa é a sua ‘vantagem’.”
Como os funcionários guardam esse conhecimento por segurança no emprego, os bancos tradicionais têm dificuldades em automatizar ou atualizar eficazmente os seus sistemas legados.
Essa estagnação torna o setor bancário um alvo principal para a tecnologia descentralizada. Quando Adam.GPT apontou que a IA e novos softwares poderiam agilizar esses fluxos de trabalho financeiros, Cuban concordou entusiasticamente, destacando diretamente a blockchain e a tecnologia financeira.
“Fatos”, respondeu Cuban. “Principalmente porque as fintechs sempre foram um caminho rápido para disrupção bancária, e a crypto está bem ali tentando.”
Ao contrário dos bancos tradicionais que dependem da reconciliação conduzida por humanos, as redes de criptomoedas operam com livros-razão distribuídos. Num sistema de blockchain, a reconciliação é instantânea, automatizada e incorporada nativamente no próprio protocolo, bypassando completamente o conhecimento corporativo oculto que trava a Wall Street.