Notícias da Gate: a ISO 20022 está a alterar progressivamente os sistemas de pagamentos financeiros a nível mundial. A norma, lançada em 2004, tem como objectivo substituir os formatos tradicionais de mensagens que têm sido usados durante muito tempo. O sistema antigo depende de campos de texto livre; as informações de pagamento muitas vezes precisam de ser interpretadas manualmente, o que aumenta a probabilidade de atrasos e erros. Já a ISO 20022, ao utilizar um formato de dados estruturado e legível por máquinas, normaliza nomes, endereços e informações de transacções, permitindo automatizar o processamento dos pagamentos e melhorar significativamente a eficiência.
A 22 de Novembro de 2025, a SWIFT desactivou oficialmente as tradicionais mensagens de pagamento MT, utilizadas desde a década de 1970, assinalando que a rede global de pagamentos entrou na era do formato estruturado. A partir de 14 de Novembro de 2026, a SWIFT irá rejeitar informações de pagamento que incluam dados de endereços não estruturados, o que significa que as instituições financeiras terão de adoptar totalmente a ISO 20022, caso contrário as transacções podem ser recusadas ou atrasadas, aumentando os custos operacionais e a pressão regulamentar.
A análise aponta que a ISO 20022 não é apenas um requisito de conformidade, mas também uma oportunidade para as instituições financeiras aumentarem a eficiência e modernizarem a sua operação. Ao normalizar os dados, os bancos conseguem processar mais eficientemente pagamentos transfronteiriços e alinhar-se de forma contínua com tecnologias emergentes, como redes de liquidação baseadas em blockchain. As instituições que adiem a adopção do novo formato podem ficar para trás em termos de velocidade e custos das transacções; já as que implementarem primeiro a estruturação dos dados e a modernização dos sistemas poderão obter vantagens de escala e eficiência.
Profissionais da área consideram que, à medida que o sistema global de pagamentos se virará para a ISO 20022, as infra-estruturas financeiras estão a passar por uma reestruturação profunda. As instituições devem compreender que isto não é apenas uma actualização do formato das mensagens, mas uma actualização abrangente que impulsiona a operação, a gestão de risco e a integração tecnológica. Nos próximos anos, os bancos e as instituições de pagamento que conseguirem tirar pleno partido de dados estruturados ocuparão posições de liderança na liquidação transfronteiriça e na aplicação de tecnologias financeiras emergentes.