Estas últimas dias, as mensagens no backend dos seguidores fizeram-me rir — "No próximo ano, a dívida dos EUA vai explodir, será que devo vender todas as minhas moedas e trocar por dinheiro para salvar a pele?" Vamos lá, vamos acalmar um pouco, vocês só veem a palavra crise de "perigo", mas não percebem o "oportunidade" que está por trás.
Para ser honesto, ao revisitar o percurso do mercado de criptomoedas ao longo destes anos, cada impacto do setor financeiro tradicional acabou por se tornar uma plataforma de decolagem para os ativos digitais. A crise financeira de 2008 deu origem ao Bitcoin, a pandemia de 2020 liberou liquidez que impulsionou o DeFi, e agora, diante da crise da dívida dos EUA em 2026, pode ser exatamente o catalisador para uma nova rodada de reorganização de riqueza no mercado cripto.
Primeiro, é preciso esclarecer uma confusão comum: a renovação da dívida dos EUA ao vencer não é o "fim do mundo", na verdade, é uma espécie de "manutenção anual" do sistema de moeda fiduciária tradicional. Ainda há quem pense que "os EUA devem tanto dinheiro que vão acabar por não pagar", mas isso é exagero. Os EUA têm basicamente duas opções — ou flexibilizam a política monetária de forma indireta, ou deixam o capital global assumir a responsabilidade. Mas ambas levam ao mesmo resultado: a desvalorização da moeda fiduciária. E aí entra a importância dos ativos digitais — usar a descentralização para combater a inflação, e a blockchain para quebrar o monopólio do discurso na finança tradicional.
Deixa eu trazer alguns dados para abrir os olhos de vocês. Segundo cálculos de instituições confiáveis, só em 2026, há 4,1 trilhões de dólares em dívida dos EUA que precisarão ser renovados, e nas próximas décadas, o valor de refinanciamento pode chegar a entre 7 e 12 trilhões de dólares — um número astronômico. E o que mais dói? O custo de financiamento, que antes variava entre 0 e 2,5%, já subiu para mais de 4%. Em outras palavras, mesmo que o custo médio de empréstimo aumente apenas 1 ponto percentual, os EUA terão que gastar mais alguns milhares de milhões de dólares por ano só para pagar a dívida.
Como calcular isso? Se o Federal Reserve continuar injetando dinheiro, ou se o rendimento dos títulos do Tesouro subir ainda mais — ou o dinheiro perder valor, ou os preços dos ativos se ajustarem. E quando todos estiverem procurando por instrumentos de preservação de valor, a atratividade de ativos digitais escassos como Bitcoin e Ethereum se destaca. Em vez de se preocupar se deve "fugir" ou não, é melhor pensar se sua alocação de ativos está adequada para se proteger contra a inflação.
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gas_fee_therapy
· 9h atrás
Querendo comprar na baixa de novo, hein? Olha bem nesta onda.
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DegenDreamer
· 9h atrás
Irmãs, tudo em dinheiro? Vocês estão mesmo a exagerar, isto não é mais do que a repetição da história
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hodl_therapist
· 9h atrás
Vender tudo por dinheiro em espécie? Amigo, você está querendo preparar o terreno para comprar na baixa, hein
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BottomMisser
· 9h atrás
Mais uma teoria de venda total, por que é que em cada crise há sempre alguém a ficar assim assustado... Quando o dinheiro perde valor, o dinheiro em espécie é que é o mais perigoso, não é?
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BlockchainWorker
· 9h atrás
Vender moedas para salvar a vida? Ri-me, isso não é mais do que o velho clichê que alguém sempre grita a cada crise
Estas últimas dias, as mensagens no backend dos seguidores fizeram-me rir — "No próximo ano, a dívida dos EUA vai explodir, será que devo vender todas as minhas moedas e trocar por dinheiro para salvar a pele?" Vamos lá, vamos acalmar um pouco, vocês só veem a palavra crise de "perigo", mas não percebem o "oportunidade" que está por trás.
Para ser honesto, ao revisitar o percurso do mercado de criptomoedas ao longo destes anos, cada impacto do setor financeiro tradicional acabou por se tornar uma plataforma de decolagem para os ativos digitais. A crise financeira de 2008 deu origem ao Bitcoin, a pandemia de 2020 liberou liquidez que impulsionou o DeFi, e agora, diante da crise da dívida dos EUA em 2026, pode ser exatamente o catalisador para uma nova rodada de reorganização de riqueza no mercado cripto.
Primeiro, é preciso esclarecer uma confusão comum: a renovação da dívida dos EUA ao vencer não é o "fim do mundo", na verdade, é uma espécie de "manutenção anual" do sistema de moeda fiduciária tradicional. Ainda há quem pense que "os EUA devem tanto dinheiro que vão acabar por não pagar", mas isso é exagero. Os EUA têm basicamente duas opções — ou flexibilizam a política monetária de forma indireta, ou deixam o capital global assumir a responsabilidade. Mas ambas levam ao mesmo resultado: a desvalorização da moeda fiduciária. E aí entra a importância dos ativos digitais — usar a descentralização para combater a inflação, e a blockchain para quebrar o monopólio do discurso na finança tradicional.
Deixa eu trazer alguns dados para abrir os olhos de vocês. Segundo cálculos de instituições confiáveis, só em 2026, há 4,1 trilhões de dólares em dívida dos EUA que precisarão ser renovados, e nas próximas décadas, o valor de refinanciamento pode chegar a entre 7 e 12 trilhões de dólares — um número astronômico. E o que mais dói? O custo de financiamento, que antes variava entre 0 e 2,5%, já subiu para mais de 4%. Em outras palavras, mesmo que o custo médio de empréstimo aumente apenas 1 ponto percentual, os EUA terão que gastar mais alguns milhares de milhões de dólares por ano só para pagar a dívida.
Como calcular isso? Se o Federal Reserve continuar injetando dinheiro, ou se o rendimento dos títulos do Tesouro subir ainda mais — ou o dinheiro perder valor, ou os preços dos ativos se ajustarem. E quando todos estiverem procurando por instrumentos de preservação de valor, a atratividade de ativos digitais escassos como Bitcoin e Ethereum se destaca. Em vez de se preocupar se deve "fugir" ou não, é melhor pensar se sua alocação de ativos está adequada para se proteger contra a inflação.