#美联储政策 Ao ver as declarações de Hasset, a minha primeira reação foi recordar aquela cena de 2021. Ainda se lembra? Na altura, também havia quem jurasse que a inflação era "temporária", e todos vimos no que é que isso resultou. A argumentação com a média móvel de março desta vez parece estar a redefinir o conceito de "baixa inflação" usando um quadro lógico diferente.
A questão é que a escolha desta metodologia estatística nunca é neutra. Com os mesmos dados, olhar de uma perspetiva diferente pode contar histórias completamente distintas. Já passei por muitos ciclos económicos, e antes de cada mudança de política há sempre uma "nova perspetiva" que prepara o terreno para a decisão. Antes do aumento de taxas em 2015, havia uma narrativa, e antes do QE ilimitado em 2020, outra. Agora, com o Federal Reserve a considerar uma redução de taxas, aparece uma nova estrutura de raciocínio: "inflação real abaixo da meta".
O que realmente merece reflexão é: se aceitarmos estes dados de 1.6% na média de março, o que é que eles implicam? Será uma arrefecimento do consumo? Ou uma alívio na oferta de bens? Isto influencia quais os setores que irão beneficiar e quais irão sofrer pressão. A história mostra que, no início de um ciclo de redução de taxas, há uma festa para as ações tecnológicas e ativos com altas avaliações, mas na fase intermédia podem surgir surpresas de inflação.
Tenho dúvidas sobre a expressão "espaço de redução de taxas" ser "suficiente". A definição de suficiente é relativa, dependendo da evolução dos próximos dados económicos. É melhor esperar pelos números, sem se apressar a seguir esta narrativa.
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#美联储政策 Ao ver as declarações de Hasset, a minha primeira reação foi recordar aquela cena de 2021. Ainda se lembra? Na altura, também havia quem jurasse que a inflação era "temporária", e todos vimos no que é que isso resultou. A argumentação com a média móvel de março desta vez parece estar a redefinir o conceito de "baixa inflação" usando um quadro lógico diferente.
A questão é que a escolha desta metodologia estatística nunca é neutra. Com os mesmos dados, olhar de uma perspetiva diferente pode contar histórias completamente distintas. Já passei por muitos ciclos económicos, e antes de cada mudança de política há sempre uma "nova perspetiva" que prepara o terreno para a decisão. Antes do aumento de taxas em 2015, havia uma narrativa, e antes do QE ilimitado em 2020, outra. Agora, com o Federal Reserve a considerar uma redução de taxas, aparece uma nova estrutura de raciocínio: "inflação real abaixo da meta".
O que realmente merece reflexão é: se aceitarmos estes dados de 1.6% na média de março, o que é que eles implicam? Será uma arrefecimento do consumo? Ou uma alívio na oferta de bens? Isto influencia quais os setores que irão beneficiar e quais irão sofrer pressão. A história mostra que, no início de um ciclo de redução de taxas, há uma festa para as ações tecnológicas e ativos com altas avaliações, mas na fase intermédia podem surgir surpresas de inflação.
Tenho dúvidas sobre a expressão "espaço de redução de taxas" ser "suficiente". A definição de suficiente é relativa, dependendo da evolução dos próximos dados económicos. É melhor esperar pelos números, sem se apressar a seguir esta narrativa.