O contexto macroeconómico atual apresenta uma oportunidade única para quem procura refúgio financeiro. A dívida global dispara-se (EUA em 129% do PIB, Japão em 263,9%), as tensões geopolíticas multiplicam-se e as taxas de juro começam a diminuir. Neste cenário, os ETFs de ouro emergem como uma alternativa inteligente para proteger carteiras de investimento. Mas, qual escolher entre a avalanche de opções disponíveis?
Os 6 ETFs de ouro que dominam o mercado em 2024
1. iShares Gold Trust Micro ETF (NYSE: IAUM) — O mais económico
Com uma taxa de despesas de 0,09%, o IAUM posiciona-se como o ETF de ouro mais acessível do mercado. Ideal para investidores de retalho que procuram máxima eficiência em custos. Cotiza a 21,73 $ por ação, acumula 1.200 milhões de dólares em ativos sob gestão e mantém um volume diário de 344.000 ações. O seu desempenho acumula 6,0% desde o início de 2024.
2. SPDR Gold MiniShares ETF (NYSE: GLDM) — A alternativa de baixo custo
O GLDM oferece comissões de apenas 10 pontos base (0,10%) anuais, tornando-se a opção preferida para traders conscientes do custo. Apoia 6.100 milhões de dólares e negocia 2 milhões de ações por dia. O seu preço é de 43,28 $ e acumula um avanço de 6,1% em 2024.
3. Goldman Sachs Physical Gold ETF (NYSE: AAAU) — Resguardado por uma instituição de primeira linha
O AAAU combina segurança institucional com tarifas competitivas (0,18% ao ano). Custodiado em cofres do Reino Unido sob JPMorgan Chase Bank, mantém 614 milhões em AUM. Cotiza a 21,60 $ e sobe 6,0% no ano.
4. Aberdeen Physical Gold Shares ETF (NYSE: SGOL) — O mais acessível por ação
A apenas 20,86 $ por ação, o SGOL é ideal para quem prefere preços de entrada baixos. Cobra 17 pontos base (0,17%) em tarifas e gere 2.700 milhões de dólares. Negocia 2,1 milhões de ações diárias com igual rendimento anual de 6,0%.
Com 56.000 milhões em ativos e volume diário de 8 milhões de ações, o GLD é sinónimo de liquidez incomparável. A sua comissão de 40 pontos base (0,40%) continua a ser competitiva dado o seu tamanho. Cotiza a 202,11 $ por ação e acumula 6,0% de ganho em 2024.
O IAU lidera a indústria com apenas 25 pontos base (0,25%) em tarifas anuais, 25.400 milhões em AUM e 6 milhões de ações negociadas diariamente. O seu preço de 41,27 $ e desempenho de 6,0% YTD fazem dele o favorito de investidores sofisticados.
Por que agora? O contexto que apoia os ETFs de ouro
Geopolítica volátil: Os conflitos na Ucrânia, Gaza e as tensões entre superpotências reacenderam a procura por ativos refúgio. O potencial retorno de Trump à presidência antecipa maior volatilidade, alimentando o apetite por ouro.
Dólar fraco, ouro forte: A relação inversa entre a força do dólar e o preço do ouro está bem documentada. Com a FED a preparar-se para cortes de taxas, o dólar perde atratividade e o ouro torna-se mais competitivo internacionalmente.
Bancos centrais acumulando: 71% de 57 bancos centrais entrevistados em 2023 planeavam aumentar as suas reservas de ouro nos próximos 12 meses, face aos 61% do ano anterior. Isto indica confiança institucional no metal precioso como reserva de valor.
Procura diversificada e resiliente: No Q4 2023, a procura global atingiu 1.149,8 toneladas distribuídas entre joalharia (50%), investimento (22%), bancos centrais (20%) e tecnologia (7%). Esta diversificação mantém o preço estável mesmo durante volatilidade setorial.
Desempenho histórico: 15 anos de dados
Desde 2009, o ouro à vista rendeu 162,31%. Entre os ETFs:
IAU: 151,19% (melhor desempenho)
GLD: 146,76%
SGOL: 106,61%
AAAU: 79,67%
GLDM: 72,38%
IAUM: 22,82% (desde o seu lançamento em 2021)
Vale a pena investir em ouro via ETF?
A resposta depende do seu perfil de risco e horizonte de investimento. Os ETFs de ouro funcionam como colchão de segurança em carteiras diversificadas, não como veículo de crescimento agressivo.
A favor:
Diversificação genuína que se comporta inversamente a ações em momentos de crise
Proteção contra inflação respaldada por dados históricos
Acesso com baixo capital inicial (a partir de $20 por ação)
Liquidez instantânea durante sessão bolsista
Custódia profissional sem riscos de segurança física
Contra:
O ouro não gera rendimentos (sem dividendos nem juros)
Volatilidade de curto prazo pode ser incómoda
Depende de fatores macroeconómicos alheios ao controlo individual
Estratégia recomendada para 2024
Defina o seu objetivo: Procura proteção, diversificação ou ambas?
Atribua proporcionalmente: Investidores conservadores (baixa tolerância ao risco) podem destinar 10-20% da carteira a ouro. Investidores moderados, 5-10%. Agressivos, 0-5%.
Escolha conforme o seu perfil:
Máximo de poupança em comissões: IAUM (0,09%) ou GLDM (0,10%)
Equilíbrio custo-liquidez: IAU (0,25%)
Máxima liquidez: GLD (8M ações/dia)
Preço de entrada baixo: SGOL ($20,86)
Invista a longo prazo: O ouro não é instrumento de trading. Os ciclos de preço medem-se em anos, não em dias. A verdadeira proteção surge durante recessões ou crises de dívida.
Monitore o contexto macroeconómico: Acompanhe os movimentos da FED, tensões geopolíticas e política fiscal global. Embora o ouro seja refúgio seguro, há “bons momentos” para entrar.
A questão final
Com governos globais endividados até ao pescoço, bancos centrais a acumular reservas de ouro e tensões geopolíticas nos máximos históricos, os ETFs de ouro já não são luxo mas ferramenta estratégica. A vantagem destes fundos é que democratizam o acesso ao metal precioso para investidores com capital modesto.
Agora que conhece os 6 principais concorrentes do mercado, os seus custos, rendimentos e características, a decisão final é sua. Protege o seu capital hoje ou espera que a próxima crise o retire?
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Ouro em 2024: Por que os ETF se tornaram a melhor opção? Os 6 fundos que lideram o mercado
O contexto macroeconómico atual apresenta uma oportunidade única para quem procura refúgio financeiro. A dívida global dispara-se (EUA em 129% do PIB, Japão em 263,9%), as tensões geopolíticas multiplicam-se e as taxas de juro começam a diminuir. Neste cenário, os ETFs de ouro emergem como uma alternativa inteligente para proteger carteiras de investimento. Mas, qual escolher entre a avalanche de opções disponíveis?
Os 6 ETFs de ouro que dominam o mercado em 2024
1. iShares Gold Trust Micro ETF (NYSE: IAUM) — O mais económico
Com uma taxa de despesas de 0,09%, o IAUM posiciona-se como o ETF de ouro mais acessível do mercado. Ideal para investidores de retalho que procuram máxima eficiência em custos. Cotiza a 21,73 $ por ação, acumula 1.200 milhões de dólares em ativos sob gestão e mantém um volume diário de 344.000 ações. O seu desempenho acumula 6,0% desde o início de 2024.
2. SPDR Gold MiniShares ETF (NYSE: GLDM) — A alternativa de baixo custo
O GLDM oferece comissões de apenas 10 pontos base (0,10%) anuais, tornando-se a opção preferida para traders conscientes do custo. Apoia 6.100 milhões de dólares e negocia 2 milhões de ações por dia. O seu preço é de 43,28 $ e acumula um avanço de 6,1% em 2024.
3. Goldman Sachs Physical Gold ETF (NYSE: AAAU) — Resguardado por uma instituição de primeira linha
O AAAU combina segurança institucional com tarifas competitivas (0,18% ao ano). Custodiado em cofres do Reino Unido sob JPMorgan Chase Bank, mantém 614 milhões em AUM. Cotiza a 21,60 $ e sobe 6,0% no ano.
4. Aberdeen Physical Gold Shares ETF (NYSE: SGOL) — O mais acessível por ação
A apenas 20,86 $ por ação, o SGOL é ideal para quem prefere preços de entrada baixos. Cobra 17 pontos base (0,17%) em tarifas e gere 2.700 milhões de dólares. Negocia 2,1 milhões de ações diárias com igual rendimento anual de 6,0%.
5. SPDR Gold Shares ETF (NYSE: GLD) — O gigante histórico
Com 56.000 milhões em ativos e volume diário de 8 milhões de ações, o GLD é sinónimo de liquidez incomparável. A sua comissão de 40 pontos base (0,40%) continua a ser competitiva dado o seu tamanho. Cotiza a 202,11 $ por ação e acumula 6,0% de ganho em 2024.
6. iShares Gold Trust ETF (NYSE: IAU) — O equilíbrio perfeito
O IAU lidera a indústria com apenas 25 pontos base (0,25%) em tarifas anuais, 25.400 milhões em AUM e 6 milhões de ações negociadas diariamente. O seu preço de 41,27 $ e desempenho de 6,0% YTD fazem dele o favorito de investidores sofisticados.
Por que agora? O contexto que apoia os ETFs de ouro
Geopolítica volátil: Os conflitos na Ucrânia, Gaza e as tensões entre superpotências reacenderam a procura por ativos refúgio. O potencial retorno de Trump à presidência antecipa maior volatilidade, alimentando o apetite por ouro.
Dólar fraco, ouro forte: A relação inversa entre a força do dólar e o preço do ouro está bem documentada. Com a FED a preparar-se para cortes de taxas, o dólar perde atratividade e o ouro torna-se mais competitivo internacionalmente.
Bancos centrais acumulando: 71% de 57 bancos centrais entrevistados em 2023 planeavam aumentar as suas reservas de ouro nos próximos 12 meses, face aos 61% do ano anterior. Isto indica confiança institucional no metal precioso como reserva de valor.
Procura diversificada e resiliente: No Q4 2023, a procura global atingiu 1.149,8 toneladas distribuídas entre joalharia (50%), investimento (22%), bancos centrais (20%) e tecnologia (7%). Esta diversificação mantém o preço estável mesmo durante volatilidade setorial.
Desempenho histórico: 15 anos de dados
Desde 2009, o ouro à vista rendeu 162,31%. Entre os ETFs:
Vale a pena investir em ouro via ETF?
A resposta depende do seu perfil de risco e horizonte de investimento. Os ETFs de ouro funcionam como colchão de segurança em carteiras diversificadas, não como veículo de crescimento agressivo.
A favor:
Contra:
Estratégia recomendada para 2024
Defina o seu objetivo: Procura proteção, diversificação ou ambas?
Atribua proporcionalmente: Investidores conservadores (baixa tolerância ao risco) podem destinar 10-20% da carteira a ouro. Investidores moderados, 5-10%. Agressivos, 0-5%.
Escolha conforme o seu perfil:
Invista a longo prazo: O ouro não é instrumento de trading. Os ciclos de preço medem-se em anos, não em dias. A verdadeira proteção surge durante recessões ou crises de dívida.
Monitore o contexto macroeconómico: Acompanhe os movimentos da FED, tensões geopolíticas e política fiscal global. Embora o ouro seja refúgio seguro, há “bons momentos” para entrar.
A questão final
Com governos globais endividados até ao pescoço, bancos centrais a acumular reservas de ouro e tensões geopolíticas nos máximos históricos, os ETFs de ouro já não são luxo mas ferramenta estratégica. A vantagem destes fundos é que democratizam o acesso ao metal precioso para investidores com capital modesto.
Agora que conhece os 6 principais concorrentes do mercado, os seus custos, rendimentos e características, a decisão final é sua. Protege o seu capital hoje ou espera que a próxima crise o retire?