O mercado de cobre viveu uma montanha-russa ao longo de 2025, preso entre preocupações de recessão e uma forte demanda estrutural. No entanto, à medida que o ano se aproximava do fim, surgiu um quadro mais claro: escassez de oferta e uma demanda industrial em ascensão — particularmente devido à infraestrutura de IA e à transição para energia verde — levaram os preços do cobre a máximos históricos. Duas grandes interrupções na mineração agravaram essa pressão de oferta quando Kamoa-Kakula, da Ivanhoe Mines, e Grasberg, da Freeport-McMoRan, ficaram offline devido a desastres naturais e problemas operacionais.
Nesse contexto, as ações canadenses de cobre na TSX entregaram retornos excepcionais. Aqui está uma análise das cinco principais empresas de cobre que surfaram essa onda, com base nos ganhos acumulados no ano.
Os Grandes Ganhadores em 2025
Dados coletados em 9 de dezembro de 2025, incluem apenas empresas listadas na TSX com valor de mercado superior a C$50 milhões.
Imperial Metals lidera com ganho de 333,7%
Imperial Metals conquistou o primeiro lugar com um retorno impressionante de 333,7% no ano, atingindo um valor de mercado de C$1,4 bilhão, com preço por ação de C$7,98.
A empresa opera três ativos principais na Colúmbia Britânica: uma participação de 30% na mina Red Chris (em parceria com a Newmont), a operação de cobre e ouro Mount Polley, que foi reiniciada em meados de 2022, e a mina Huckleberry, atualmente em cuidados e manutenção. Mount Polley enfrentou desafios legais por parte da Primeira Nação Xatśūll quanto ao aumento de um dique planejado, mas a Suprema Corte da Colúmbia Britânica acabou apoiando a Imperial em 6 de agosto, abrindo caminho para a continuidade das operações. Até 29 de agosto, a Imperial garantiu uma emenda ao permissão para expansão da cava e extensão da vida útil da mina.
Os dados de produção contam a história: Red Chris entregou 20,9 milhões de libras de cobre no terceiro trimestre de 2025, um aumento de 10% em relação ao ano anterior, com uma produção de nove meses crescendo 20% para 67,51 milhões de libras. Uma atualização de exploração de Huckleberry, no final de novembro, revelou resultados promissores de perfuração, incluindo uma mineralização de 0,5% de cobre ao longo de 52,7 metros, com uma interseção de 0,81% de cobre ao longo de 22,6 metros.
Projeto Cabaçal da Meridian Mining sobe 313,33%
A Meridian Mining disparou 313,33% no acumulado do ano, com um valor de mercado de C$656,72 milhões, cotada a C$1,55 por ação.
A empresa está avançando com seu projeto principal de cobre e ouro em Cabaçal, no estado de Mato Grosso, Brasil, uma propriedade de 50 km² que abriga um corredor de sulfuretos de grande volume de 11 km de extensão. Um estudo de pré-viabilidade de março mostrou um valor presente líquido (VPL) líquido de US$984 milhões, com uma TIR de 61% e retorno de 17 meses — projetando uma vida útil de mina de 10,6 anos, com produção total de 169.647 toneladas métricas de cobre. As estimativas de recursos apontam para 204.470 toneladas métricas de cobre contido em 51,43 milhões de toneladas de minério com teor de 0,4%.
O ritmo de desenvolvimento acelerou quando a Meridian contratou a Ausenco Brasil como engenheira líder para o estudo de viabilidade definitiva, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2026. Resultados de perfuração de outubro mostraram mineralização robusta, com 1,4% de cobre equivalente em 27,5 metros e uma interseção de 6,1% de cobre equivalente ao longo de 6,4 metros. A grande mudança ocorreu em 3 de novembro, quando Mato Grosso aprovou formalmente a licença preliminar para Cabaçal, marcando a primeira de três licenças necessárias para iniciar as operações. A licença de instalação — que desbloqueia a construção — é o próximo passo.
St. Augustine Gold and Copper sobe 300%
A St. Augustine Gold and Copper triplicou, com um ganho de 300%, atingindo um valor de mercado de C$331,75 milhões, cotada a C$0,32 por ação.
O foco da empresa é o projeto de cobre e ouro King-king, na província de Davao de Oro, Filipinas, composto por 184 reivindicações de mineração. Um marco importante ocorreu em 30 de maio, quando a St. Augustine concordou em adquirir 100% de interesse na subsidiária de moagem Kingking da Nadecor, obtendo direitos completos de desenvolvimento, enquanto a Nadecor recebe uma posição conversível de C$9,02 milhões em 185 milhões de ações. A estrutura do projeto permanece uma joint venture 40/40/20 entre St. Augustine, Nadecor e Queensberry Mining.
O estudo de viabilidade atualizado divulgado em julho apresentou uma perspectiva atraente: assumindo um preço de US$4,30/lb de cobre e US$2.150/oz de ouro, o projeto King-king geraria um VPL líquido de US$4,18 bilhões após impostos, com uma TIR de 34,2% e retorno de 1,9 anos ao longo de 31 anos. A produção inicial visa 129.000 toneladas métricas de cobre e 330.000 onças de ouro por ano nos primeiros cinco anos, com uma média de toda a vida útil da mina de 96.411 toneladas de cobre e 185.828 onças de ouro por ano.
Em outubro, a St. Augustine contratou a Stantec Consulting e a Independent Mining Consultants para produzir um estudo de viabilidade definitiva, focando na otimização, incluindo um processo de lixiviação por cloreto para minérios de baixo teor e aumento da capacidade de processamento.
Trilogy Metals sobe 269,23% com sucesso no Alasca
A Trilogy Metals disparou 269,23% no acumulado do ano, com um valor de mercado de C$1,07 bilhão, cotada a C$6,24 por ação.
A exploradora polimetálica opera os projetos minerais Upper Kobuk, no norte do Alasca, por meio de uma joint venture 50/50 com a South32. Seu projeto principal, Arctic — um depósito de cobre, zinco, chumbo, ouro e prata em fase de viabilidade — apresenta potencial de produção anual de 148,68 milhões de libras de cobre, 172,6 milhões de libras de zinco, 25,75 milhões de libras de chumbo, 32.538 onças de ouro e 2,77 milhões de onças de prata. As projeções financeiras indicam um VPL líquido de US$1,11 bilhão, TIR de 22,8% e retorno de 3,1 anos.
O projeto secundário Bornite, de cobre e cobalto, localizado a 25 km a sudoeste, possui 6,53 bilhões de libras de cobre inferido, com teor médio de 1,42%. Uma avaliação preliminar de janeiro de 2025 avaliou o projeto em US$393,9 milhões de VPL líquido após impostos, com uma TIR de 20% e retorno de 4,4 anos.
Um catalisador importante surgiu em outubro, quando o Senado dos EUA revogou um plano de gestão de terras que bloqueava a construção da Ambler Access Road — um corredor industrial de 211 km essencial para esses projetos. Em 6 de outubro, a Trilogy firmou uma carta de intenção vinculativa com o Departamento de Defesa dos EUA para um investimento de US$17,8 milhões (8,22 milhões de ações, com uma participação de 10%), além de warrants para mais 7,5%. O DoD comprometeu-se a facilitar o financiamento da estrada e acelerar as permissões da mina. Até 24 de outubro, a Alaska Industrial Development and Export Authority executou permissões de direito de passagem com agências federais, restabelecendo autorizações para avançar o projeto.
Northern Dynasty Minerals dispara 234,12% com vento favorável político
Northern Dynasty Minerals subiu 234,12% no acumulado do ano, com um valor de mercado de C$1,53 bilhão, cotada a C$2,84 por ação.
O ativo principal da empresa é o projeto Pebble, na região de Bristol Bay, no Alasca, a 200 milhas a sudoeste de Anchorage — um depósito de cobre, molibdênio, ouro e prata que contém 6,5 bilhões de toneladas métricas de cobre medido e indicado, e 4,5 bilhões de toneladas métricas de cobre inferido. Recursos de molibdênio, ouro e prata totalizam 1,26 milhão de toneladas métricas, 53,82 milhões de onças e 249,3 milhões de onças, respectivamente.
O projeto ficou paralisado após um veto da EPA em 2020, citando preocupações com a bacia hidrográfica. Um ponto de virada ocorreu em março de 2025, quando Trump emitiu uma ordem executiva solicitando aprovações aceleradas de minerais domésticos, incluindo explicitamente o cobre como estratégico e crítico. Desde então, a Northern Dynasty negociou extensões com a EPA — primeiro uma janela de 90 dias em fevereiro, estendida por mais 30 dias em maio, e mais 20 dias em junho. Em vez de chegar a um acordo até o início de julho, a empresa entrou com pedido de julgamento sumário em 17 de julho.
Em outubro, ganhou novo impulso ao apresentar argumentos judiciais questionando a fraqueza legal do veto. Em novembro, foi divulgado um cronograma atualizado do litígio: o Departamento de Justiça deve apresentar seu documento de abertura até 16 de fevereiro de 2026, e as respostas do autor até 15 de abril de 2026. Recentemente, em 1 de dezembro, quatro associações do setor — a National Mining Association, a American Exploration and Mining Association, a Alaska Mining Association e a US Chamber of Commerce — protocolaram amicus curiae apoiando a importância do cobre para construção, transporte, sistemas elétricos e defesa.
Por que as ações canadenses de cobre explodiram em 2025
Essas cinco ações não tiveram um aumento isolado. Vários fatores convergentes impulsionaram a alta:
Disrupções na oferta: Fechamentos de minas importantes na Kamoa-Kakula, da Ivanhoe, e na Grasberg, da Freeport, criaram uma escassez de oferta, apertando um mercado já restrito e apontando para um possível déficit em 2026.
Demanda estrutural: A expansão da infraestrutura de IA e a transição energética global — especialmente veículos elétricos e instalações renováveis — são consumidoras vorazes de cobre. Esse suporte estrutural sustentou a recuperação de preços, apesar das preocupações de recessão.
Marcos de projetos: Cada uma dessas cinco empresas atingiu pontos críticos de desenvolvimento — estudos de viabilidade, aprovações de licença, emendas de permissão e parcerias governamentais — reduzindo riscos em seus caminhos para a produção.
Ventos políticos favoráveis: Particularmente para projetos nos EUA, como Pebble e a Ambler Access Road, mudanças regulatórias favoráveis e a designação de minerais estratégicos reacenderam o interesse dos investidores.
Perspectivas para as ações canadenses de cobre no futuro
Os fundamentos sugerem que o caso de alta do cobre permanece sólido. Restrições de oferta, aumento na adoção de veículos elétricos e eletrificação de redes devem sustentar a demanda. No entanto, os investidores devem estar atentos ao fato de essas empresas operarem em fases de exploração, desenvolvimento ou produção inicial — ou seja, o risco de execução ainda existe. A volatilidade do mercado e a incerteza geopolítica também exigem cautela.
Para quem deseja se expor ao cobre, essas cinco empresas listadas na TSX representam os beneficiários mais claros de 2025, impulsionados pelos ventos favoráveis do metal. Se conseguirão manter o ritmo até 2026 dependerá de cumprir promessas de desenvolvimento e de navegar pelos desafios operacionais.
Dica principal: 2025 foi um ano decisivo para as ações canadenses de cobre, recompensando investidores que apostaram na tese de demanda estrutural e na possibilidade de déficits de oferta de curto prazo. O verdadeiro teste começa agora — será que os desenvolvedores de projetos transformarão aprovações e preços em operações de mineração lucrativas?
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Ações de cobre canadenses que dispararam em 2025: Veja o que impulsionou a valorização
O mercado de cobre viveu uma montanha-russa ao longo de 2025, preso entre preocupações de recessão e uma forte demanda estrutural. No entanto, à medida que o ano se aproximava do fim, surgiu um quadro mais claro: escassez de oferta e uma demanda industrial em ascensão — particularmente devido à infraestrutura de IA e à transição para energia verde — levaram os preços do cobre a máximos históricos. Duas grandes interrupções na mineração agravaram essa pressão de oferta quando Kamoa-Kakula, da Ivanhoe Mines, e Grasberg, da Freeport-McMoRan, ficaram offline devido a desastres naturais e problemas operacionais.
Nesse contexto, as ações canadenses de cobre na TSX entregaram retornos excepcionais. Aqui está uma análise das cinco principais empresas de cobre que surfaram essa onda, com base nos ganhos acumulados no ano.
Os Grandes Ganhadores em 2025
Dados coletados em 9 de dezembro de 2025, incluem apenas empresas listadas na TSX com valor de mercado superior a C$50 milhões.
Imperial Metals lidera com ganho de 333,7%
Imperial Metals conquistou o primeiro lugar com um retorno impressionante de 333,7% no ano, atingindo um valor de mercado de C$1,4 bilhão, com preço por ação de C$7,98.
A empresa opera três ativos principais na Colúmbia Britânica: uma participação de 30% na mina Red Chris (em parceria com a Newmont), a operação de cobre e ouro Mount Polley, que foi reiniciada em meados de 2022, e a mina Huckleberry, atualmente em cuidados e manutenção. Mount Polley enfrentou desafios legais por parte da Primeira Nação Xatśūll quanto ao aumento de um dique planejado, mas a Suprema Corte da Colúmbia Britânica acabou apoiando a Imperial em 6 de agosto, abrindo caminho para a continuidade das operações. Até 29 de agosto, a Imperial garantiu uma emenda ao permissão para expansão da cava e extensão da vida útil da mina.
Os dados de produção contam a história: Red Chris entregou 20,9 milhões de libras de cobre no terceiro trimestre de 2025, um aumento de 10% em relação ao ano anterior, com uma produção de nove meses crescendo 20% para 67,51 milhões de libras. Uma atualização de exploração de Huckleberry, no final de novembro, revelou resultados promissores de perfuração, incluindo uma mineralização de 0,5% de cobre ao longo de 52,7 metros, com uma interseção de 0,81% de cobre ao longo de 22,6 metros.
Projeto Cabaçal da Meridian Mining sobe 313,33%
A Meridian Mining disparou 313,33% no acumulado do ano, com um valor de mercado de C$656,72 milhões, cotada a C$1,55 por ação.
A empresa está avançando com seu projeto principal de cobre e ouro em Cabaçal, no estado de Mato Grosso, Brasil, uma propriedade de 50 km² que abriga um corredor de sulfuretos de grande volume de 11 km de extensão. Um estudo de pré-viabilidade de março mostrou um valor presente líquido (VPL) líquido de US$984 milhões, com uma TIR de 61% e retorno de 17 meses — projetando uma vida útil de mina de 10,6 anos, com produção total de 169.647 toneladas métricas de cobre. As estimativas de recursos apontam para 204.470 toneladas métricas de cobre contido em 51,43 milhões de toneladas de minério com teor de 0,4%.
O ritmo de desenvolvimento acelerou quando a Meridian contratou a Ausenco Brasil como engenheira líder para o estudo de viabilidade definitiva, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2026. Resultados de perfuração de outubro mostraram mineralização robusta, com 1,4% de cobre equivalente em 27,5 metros e uma interseção de 6,1% de cobre equivalente ao longo de 6,4 metros. A grande mudança ocorreu em 3 de novembro, quando Mato Grosso aprovou formalmente a licença preliminar para Cabaçal, marcando a primeira de três licenças necessárias para iniciar as operações. A licença de instalação — que desbloqueia a construção — é o próximo passo.
St. Augustine Gold and Copper sobe 300%
A St. Augustine Gold and Copper triplicou, com um ganho de 300%, atingindo um valor de mercado de C$331,75 milhões, cotada a C$0,32 por ação.
O foco da empresa é o projeto de cobre e ouro King-king, na província de Davao de Oro, Filipinas, composto por 184 reivindicações de mineração. Um marco importante ocorreu em 30 de maio, quando a St. Augustine concordou em adquirir 100% de interesse na subsidiária de moagem Kingking da Nadecor, obtendo direitos completos de desenvolvimento, enquanto a Nadecor recebe uma posição conversível de C$9,02 milhões em 185 milhões de ações. A estrutura do projeto permanece uma joint venture 40/40/20 entre St. Augustine, Nadecor e Queensberry Mining.
O estudo de viabilidade atualizado divulgado em julho apresentou uma perspectiva atraente: assumindo um preço de US$4,30/lb de cobre e US$2.150/oz de ouro, o projeto King-king geraria um VPL líquido de US$4,18 bilhões após impostos, com uma TIR de 34,2% e retorno de 1,9 anos ao longo de 31 anos. A produção inicial visa 129.000 toneladas métricas de cobre e 330.000 onças de ouro por ano nos primeiros cinco anos, com uma média de toda a vida útil da mina de 96.411 toneladas de cobre e 185.828 onças de ouro por ano.
Em outubro, a St. Augustine contratou a Stantec Consulting e a Independent Mining Consultants para produzir um estudo de viabilidade definitiva, focando na otimização, incluindo um processo de lixiviação por cloreto para minérios de baixo teor e aumento da capacidade de processamento.
Trilogy Metals sobe 269,23% com sucesso no Alasca
A Trilogy Metals disparou 269,23% no acumulado do ano, com um valor de mercado de C$1,07 bilhão, cotada a C$6,24 por ação.
A exploradora polimetálica opera os projetos minerais Upper Kobuk, no norte do Alasca, por meio de uma joint venture 50/50 com a South32. Seu projeto principal, Arctic — um depósito de cobre, zinco, chumbo, ouro e prata em fase de viabilidade — apresenta potencial de produção anual de 148,68 milhões de libras de cobre, 172,6 milhões de libras de zinco, 25,75 milhões de libras de chumbo, 32.538 onças de ouro e 2,77 milhões de onças de prata. As projeções financeiras indicam um VPL líquido de US$1,11 bilhão, TIR de 22,8% e retorno de 3,1 anos.
O projeto secundário Bornite, de cobre e cobalto, localizado a 25 km a sudoeste, possui 6,53 bilhões de libras de cobre inferido, com teor médio de 1,42%. Uma avaliação preliminar de janeiro de 2025 avaliou o projeto em US$393,9 milhões de VPL líquido após impostos, com uma TIR de 20% e retorno de 4,4 anos.
Um catalisador importante surgiu em outubro, quando o Senado dos EUA revogou um plano de gestão de terras que bloqueava a construção da Ambler Access Road — um corredor industrial de 211 km essencial para esses projetos. Em 6 de outubro, a Trilogy firmou uma carta de intenção vinculativa com o Departamento de Defesa dos EUA para um investimento de US$17,8 milhões (8,22 milhões de ações, com uma participação de 10%), além de warrants para mais 7,5%. O DoD comprometeu-se a facilitar o financiamento da estrada e acelerar as permissões da mina. Até 24 de outubro, a Alaska Industrial Development and Export Authority executou permissões de direito de passagem com agências federais, restabelecendo autorizações para avançar o projeto.
Northern Dynasty Minerals dispara 234,12% com vento favorável político
Northern Dynasty Minerals subiu 234,12% no acumulado do ano, com um valor de mercado de C$1,53 bilhão, cotada a C$2,84 por ação.
O ativo principal da empresa é o projeto Pebble, na região de Bristol Bay, no Alasca, a 200 milhas a sudoeste de Anchorage — um depósito de cobre, molibdênio, ouro e prata que contém 6,5 bilhões de toneladas métricas de cobre medido e indicado, e 4,5 bilhões de toneladas métricas de cobre inferido. Recursos de molibdênio, ouro e prata totalizam 1,26 milhão de toneladas métricas, 53,82 milhões de onças e 249,3 milhões de onças, respectivamente.
O projeto ficou paralisado após um veto da EPA em 2020, citando preocupações com a bacia hidrográfica. Um ponto de virada ocorreu em março de 2025, quando Trump emitiu uma ordem executiva solicitando aprovações aceleradas de minerais domésticos, incluindo explicitamente o cobre como estratégico e crítico. Desde então, a Northern Dynasty negociou extensões com a EPA — primeiro uma janela de 90 dias em fevereiro, estendida por mais 30 dias em maio, e mais 20 dias em junho. Em vez de chegar a um acordo até o início de julho, a empresa entrou com pedido de julgamento sumário em 17 de julho.
Em outubro, ganhou novo impulso ao apresentar argumentos judiciais questionando a fraqueza legal do veto. Em novembro, foi divulgado um cronograma atualizado do litígio: o Departamento de Justiça deve apresentar seu documento de abertura até 16 de fevereiro de 2026, e as respostas do autor até 15 de abril de 2026. Recentemente, em 1 de dezembro, quatro associações do setor — a National Mining Association, a American Exploration and Mining Association, a Alaska Mining Association e a US Chamber of Commerce — protocolaram amicus curiae apoiando a importância do cobre para construção, transporte, sistemas elétricos e defesa.
Por que as ações canadenses de cobre explodiram em 2025
Essas cinco ações não tiveram um aumento isolado. Vários fatores convergentes impulsionaram a alta:
Disrupções na oferta: Fechamentos de minas importantes na Kamoa-Kakula, da Ivanhoe, e na Grasberg, da Freeport, criaram uma escassez de oferta, apertando um mercado já restrito e apontando para um possível déficit em 2026.
Demanda estrutural: A expansão da infraestrutura de IA e a transição energética global — especialmente veículos elétricos e instalações renováveis — são consumidoras vorazes de cobre. Esse suporte estrutural sustentou a recuperação de preços, apesar das preocupações de recessão.
Marcos de projetos: Cada uma dessas cinco empresas atingiu pontos críticos de desenvolvimento — estudos de viabilidade, aprovações de licença, emendas de permissão e parcerias governamentais — reduzindo riscos em seus caminhos para a produção.
Ventos políticos favoráveis: Particularmente para projetos nos EUA, como Pebble e a Ambler Access Road, mudanças regulatórias favoráveis e a designação de minerais estratégicos reacenderam o interesse dos investidores.
Perspectivas para as ações canadenses de cobre no futuro
Os fundamentos sugerem que o caso de alta do cobre permanece sólido. Restrições de oferta, aumento na adoção de veículos elétricos e eletrificação de redes devem sustentar a demanda. No entanto, os investidores devem estar atentos ao fato de essas empresas operarem em fases de exploração, desenvolvimento ou produção inicial — ou seja, o risco de execução ainda existe. A volatilidade do mercado e a incerteza geopolítica também exigem cautela.
Para quem deseja se expor ao cobre, essas cinco empresas listadas na TSX representam os beneficiários mais claros de 2025, impulsionados pelos ventos favoráveis do metal. Se conseguirão manter o ritmo até 2026 dependerá de cumprir promessas de desenvolvimento e de navegar pelos desafios operacionais.
Dica principal: 2025 foi um ano decisivo para as ações canadenses de cobre, recompensando investidores que apostaram na tese de demanda estrutural e na possibilidade de déficits de oferta de curto prazo. O verdadeiro teste começa agora — será que os desenvolvedores de projetos transformarão aprovações e preços em operações de mineração lucrativas?