EBITDA, cujo significado completo é Earnings Before Interest, Tax, Depreciation, and Amortization, traduzido como “Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações”. Em suma, é uma medida de quanto dinheiro uma empresa consegue gerar a partir de suas operações principais.
Este indicador é especialmente popular entre empresas de tecnologia e de rápido crescimento, como Tesla, SEA Group, que ainda estão na fase de queima de caixa, e usam o EBITDA para mostrar seu “potencial de lucro”.
Por que esse indicador é tão popular, mas Buffett o detesta
O EBITDA ajuda os investidores a entenderem a verdadeira capacidade de geração de caixa de uma empresa, sem serem distraídos por itens contábeis como juros, impostos e depreciações. Quando duas empresas do mesmo setor usam o EBITDA para comparação, é possível perceber qual delas é mais eficiente operacionalmente.
Mas então, por que Buffett não gosta desse indicador? Porque:
O EBITDA ignora muitos custos reais. Uma empresa pode estar tendo prejuízo, mas seu EBITDA ainda parecer bom. Por exemplo, se uma empresa tem uma grande dívida e paga juros, isso é um desembolso de caixa real, mas o EBITDA simplesmente exclui esse custo. É como alguém que afirma ser “muito rico”, mas na verdade vive preocupado com dívidas todos os dias.
Como calcular o EBITDA
A fórmula é bem simples:
EBITDA = Lucro antes de Impostos + Juros pagos + Depreciações + Amortizações
Vamos usar um exemplo real. Considerando os dados financeiros de 2020 da empresa de alimentos tailandesa THAI PRESIDENT FOODS:
Dos relatórios, encontramos esses números:
Lucro antes de Impostos: 5,998 bilhões de bahts
Juros pagos: 2,83 milhões de bahts
Depreciação: 1,207 bilhões de bahts
Amortização: 886 mil de bahts
Substituindo na fórmula:
EBITDA = 5.997.820.107 + 2.831.397 + 1.207.201.652 + 8.860.374 = 72,17 bilhões de bahts
Esse é o valor de EBITDA da empresa naquele ano.
Como investidores devem usar corretamente o EBITDA
A melhor aplicação é para análises de curto prazo. Usar o EBITDA para comparar a eficiência operacional de empresas do mesmo setor ajuda a identificar quem realmente gera mais lucro. Mas nunca deve ser usado como base para decisões de investimento de longo prazo, pois depreciações, amortizações e outros custos parecem “não em dinheiro”, mas representam custos reais de dinheiro.
A relação EBITDA/Receita também é importante. Dividir o EBITDA pela receita total dá a margem EBITDA. Empresas boas geralmente têm essa margem acima de 10%. Quanto maior, melhor a eficiência operacional e menor o risco financeiro.
EBITDA vs Lucro Operacional, qual é mais realista?
O lucro operacional já considera todos os custos operacionais reais. O EBITDA, por sua vez, soma de volta depreciações e amortizações.
Vamos comparar:
Indicador
EBITDA
Lucro Operacional
Definição
Lucro antes de depreciações e amortizações
Lucro após deduzir todos os custos operacionais reais
Uso
Avaliar capacidade de geração de caixa
Avaliar resultado real do negócio
Padrão contábil
Não é padrão
Padrão GAAP
Resumindo, o EBITDA tende a ser mais otimista, enquanto o lucro operacional é mais realista.
Quatro armadilhas ao usar o EBITDA
Primeira armadilha: números podem ser manipulados facilmente
Como o EBITDA é calculado de forma reversa, as empresas podem ajustar depreciações e amortizações para “embelezar” o resultado. Um EBITDA aparentemente bom pode esconder itens não recorrentes ou não em dinheiro.
Segunda armadilha: não reflete fluxo de caixa
Dívidas, impostos e grandes investimentos de capital são desembolsos de caixa reais. Ignorar isso no EBITDA é como olhar só para a receita, sem considerar despesas de casa, carro ou dívidas.
Terceira armadilha: EBITDA alto não garante saúde financeira
Uma empresa pode ter um EBITDA brilhante, mas estar atolada em dívidas, pagando altos juros anualmente. Em uma crise econômica, esse tipo de empresa pode rapidamente enfrentar problemas.
Quarta armadilha: só serve para análises de curto prazo
O EBITDA é como uma “fotografia” do momento, refletindo a eficiência operacional atual. A longo prazo, custos não considerados podem corroer os lucros.
Recomendações para uma avaliação mais completa
O EBITDA não é algo ruim por si só, mas não deve ser a única métrica de referência. Decisões de investimento devem seguir uma abordagem mais holística:
Primeiro, analise o EBITDA para entender a eficiência operacional — comparando empresas do mesmo setor para ver quem gera mais lucro.
Depois, olhe o lucro líquido para entender a verdade — pois depreciações, amortizações e outros custos finais ainda precisam ser pagos.
Por último, avalie o fluxo de caixa — pois o que realmente importa é se há dinheiro de verdade no caixa.
Para empresas em fase de crescimento, o EBITDA pode mostrar potencial, mas deve ser sempre avaliado junto com fluxo de caixa, endividamento e margens de lucro. Confiar cegamente no EBITDA, como olhar só uma foto para decidir comprar uma casa, pode levar a erros.
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Este indicador EBITDA é realmente confiável? Leitura obrigatória antes de investir
EBITDA O que é exatamente
EBITDA, cujo significado completo é Earnings Before Interest, Tax, Depreciation, and Amortization, traduzido como “Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações”. Em suma, é uma medida de quanto dinheiro uma empresa consegue gerar a partir de suas operações principais.
Este indicador é especialmente popular entre empresas de tecnologia e de rápido crescimento, como Tesla, SEA Group, que ainda estão na fase de queima de caixa, e usam o EBITDA para mostrar seu “potencial de lucro”.
Por que esse indicador é tão popular, mas Buffett o detesta
O EBITDA ajuda os investidores a entenderem a verdadeira capacidade de geração de caixa de uma empresa, sem serem distraídos por itens contábeis como juros, impostos e depreciações. Quando duas empresas do mesmo setor usam o EBITDA para comparação, é possível perceber qual delas é mais eficiente operacionalmente.
Mas então, por que Buffett não gosta desse indicador? Porque:
O EBITDA ignora muitos custos reais. Uma empresa pode estar tendo prejuízo, mas seu EBITDA ainda parecer bom. Por exemplo, se uma empresa tem uma grande dívida e paga juros, isso é um desembolso de caixa real, mas o EBITDA simplesmente exclui esse custo. É como alguém que afirma ser “muito rico”, mas na verdade vive preocupado com dívidas todos os dias.
Como calcular o EBITDA
A fórmula é bem simples:
EBITDA = Lucro antes de Impostos + Juros pagos + Depreciações + Amortizações
Ou de outra forma:
EBITDA = EBIT (Lucro Operacional) + Depreciações + Amortizações
Vamos usar um exemplo real. Considerando os dados financeiros de 2020 da empresa de alimentos tailandesa THAI PRESIDENT FOODS:
Dos relatórios, encontramos esses números:
Substituindo na fórmula:
EBITDA = 5.997.820.107 + 2.831.397 + 1.207.201.652 + 8.860.374 = 72,17 bilhões de bahts
Esse é o valor de EBITDA da empresa naquele ano.
Como investidores devem usar corretamente o EBITDA
A melhor aplicação é para análises de curto prazo. Usar o EBITDA para comparar a eficiência operacional de empresas do mesmo setor ajuda a identificar quem realmente gera mais lucro. Mas nunca deve ser usado como base para decisões de investimento de longo prazo, pois depreciações, amortizações e outros custos parecem “não em dinheiro”, mas representam custos reais de dinheiro.
A relação EBITDA/Receita também é importante. Dividir o EBITDA pela receita total dá a margem EBITDA. Empresas boas geralmente têm essa margem acima de 10%. Quanto maior, melhor a eficiência operacional e menor o risco financeiro.
EBITDA vs Lucro Operacional, qual é mais realista?
O lucro operacional já considera todos os custos operacionais reais. O EBITDA, por sua vez, soma de volta depreciações e amortizações.
Vamos comparar:
Resumindo, o EBITDA tende a ser mais otimista, enquanto o lucro operacional é mais realista.
Quatro armadilhas ao usar o EBITDA
Primeira armadilha: números podem ser manipulados facilmente
Como o EBITDA é calculado de forma reversa, as empresas podem ajustar depreciações e amortizações para “embelezar” o resultado. Um EBITDA aparentemente bom pode esconder itens não recorrentes ou não em dinheiro.
Segunda armadilha: não reflete fluxo de caixa
Dívidas, impostos e grandes investimentos de capital são desembolsos de caixa reais. Ignorar isso no EBITDA é como olhar só para a receita, sem considerar despesas de casa, carro ou dívidas.
Terceira armadilha: EBITDA alto não garante saúde financeira
Uma empresa pode ter um EBITDA brilhante, mas estar atolada em dívidas, pagando altos juros anualmente. Em uma crise econômica, esse tipo de empresa pode rapidamente enfrentar problemas.
Quarta armadilha: só serve para análises de curto prazo
O EBITDA é como uma “fotografia” do momento, refletindo a eficiência operacional atual. A longo prazo, custos não considerados podem corroer os lucros.
Recomendações para uma avaliação mais completa
O EBITDA não é algo ruim por si só, mas não deve ser a única métrica de referência. Decisões de investimento devem seguir uma abordagem mais holística:
Para empresas em fase de crescimento, o EBITDA pode mostrar potencial, mas deve ser sempre avaliado junto com fluxo de caixa, endividamento e margens de lucro. Confiar cegamente no EBITDA, como olhar só uma foto para decidir comprar uma casa, pode levar a erros.