Não são apenas produtos financeiros: as três considerações das instituições financeiras tradicionais ao lançar um ETF de Bitcoin

A Morgan Stanley lançou um ETF de Bitcoin, parecendo uma notícia de produto comum, mas a análise do consultor da Bitwise, Jeff Park, revela uma lógica estratégica mais profunda por trás disso. Isso não diz respeito apenas ao produto em si, mas também a como as instituições podem controlar o relacionamento com os clientes e manter os direitos de distribuição por meio de produtos de marca própria.

Por que ainda lançar? As três considerações das instituições

A dimensão do mercado comprova a viabilidade comercial

Os primeiros ETFs de Bitcoin à vista foram aprovados há dois anos, e produtos como Bitwise, Fidelity e Grayscale já dominam a maior parte da liquidez do mercado. Nesse contexto, a Morgan Stanley ainda opta por lançar um produto de marca própria, uma decisão que por si só já revela algo.

Segundo a análise de Jeff Park, a Morgan Stanley, através de avaliações internas de gestão de patrimônio, acredita que a dimensão do mercado e a demanda por novos clientes ainda são viáveis comercialmente. Em outras palavras, os gigantes tradicionais do setor perceberam um bolo suficientemente grande e não querem apenas atuar como intermediários. Informações relacionadas indicam que o Bank of America já aprovou recomendações de ETFs de Bitcoin para seus consultores de patrimônio, sugerindo que a alocação de 1% a 4% de Bitcoin na carteira do cliente é suficiente para mostrar que a demanda institucional por Bitcoin saiu do nicho e se tornou mainstream.

O valor estratégico da marca e do relacionamento com o cliente

Este é o ponto central destacado por Jeff Park: para as instituições de gestão de ativos, o ETF de Bitcoin não é apenas um produto financeiro, mas também um símbolo de marca e de impacto social.

Para gigantes tradicionais como a Morgan Stanley, lançar um ETF de Bitcoin de marca própria equivale a declarar uma postura ao mercado — não apenas reconhecemos o Bitcoin, mas também valorizamos esse ativo, dispostos a usar nossa marca para apoiá-lo. Isso é especialmente eficaz para alcançar investidores de alta renda e clientes independentes. Em comparação com a recomendação de produtos de terceiros, produtos de marca própria claramente demonstram maior profissionalismo e visão de futuro da instituição.

A defesa do controle de distribuição e retenção de taxas

Este é o aspecto mais pragmático: controlar o relacionamento com o cliente e reter os lucros de distribuição.

Jeff Park aponta que lançar um produto próprio é uma estratégia defensiva para proteger os direitos de distribuição na plataforma e reter as taxas. Em outras palavras, se a Morgan Stanley apenas recomendasse produtos da Bitwise ou Fidelity, a receita de distribuição teria que ser repassada a terceiros. Mas, ao lançar um produto próprio, as taxas de transação, gestão e outras permanecem dentro do sistema da Morgan Stanley. É um negócio considerável — segundo informações, o ETF de XRP teve uma entrada líquida semanal de US$ 43 milhões, e a taxa de gestão anual, calculada entre 0,2% e 0,5%, gera uma receita significativa.

A competição entre instituições já está em alta

Ao observar as ações recentes da Bitwise, fica claro o quão aquecido está esse mercado. Informações indicam:

  • O fluxo líquido total do ETF de XRP da Bitwise já atingiu US$ 265 milhões
  • O ETF de SOL da Bitwise lidera o mercado, com gestão de ativos de US$ 681 milhões
  • A Bitwise foi aprovada para o ETF de Bitcoin à vista de LINK
  • A Bitwise também solicitou 11 ETFs de estratégias com altcoins, incluindo AAVE e ZEC

Ao mesmo tempo, bancos tradicionais como Bank of America, Morgan Stanley e Wells Fargo estão acelerando seus investimentos. Não se trata de uma experiência de uma ou duas empresas, mas de toda a Wall Street disputando o controle de distribuição dessa nova classe de ativos.

Pontos de atenção futuros

Com as ações da Morgan Stanley, acredito que isso possa criar um efeito de demonstração. Mais instituições financeiras tradicionais podem seguir o exemplo, lançando seus próprios ETFs de Bitcoin ou outros criptoativos. Isso significa que:

  • A competição por produtos ETF ficará mais acirrada, mas também ajudará a tornar o mercado mais regulado e maduro
  • Os fluxos de capital podem se dispersar mais, mas a tendência geral de entrada deve continuar
  • Os ETFs menores ou mais recentes terão espaço reduzido, podendo ocorrer uma consolidação no setor

Resumo

A decisão da Morgan Stanley de lançar um ETF de Bitcoin reflete uma mudança de postura das instituições financeiras tradicionais, que passaram de uma postura de observação para participação ativa nesse mercado. Isso não é apenas uma competição de produtos, mas uma estratégia de relacionamento com clientes, valor de marca e retenção de taxas.

Um ponto-chave é que o Bitcoin deixou de ser um ativo de nicho e se tornou uma categoria de mercado na qual as instituições financeiras principais precisam participar. O que vem a seguir é observar como essa competição institucional moldará o ecossistema do mercado de criptoativos — se trará mais liquidez e maturidade ou se fortalecerá ainda mais o poder das grandes instituições.

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