Recentemente, um caso financeiro na América do Sul chamou a atenção do mundo cripto. O Banco Central da Venezuela, entre 2013 e 2017, enviou 113 toneladas de reservas de ouro para a Suíça, avaliadas em aproximadamente 5,2 bilhões de dólares. Após serem fundidas em pequenas peças na refinaria suíça, o destino final dessa reserva permanece um mistério.
Por que isso aconteceu? O contexto é claro — a economia da Venezuela na época já estava em crise, com o bolívar desvalorizado severamente, e o governo enfrentava uma escassez de liquidez. O ouro, como última garantia de crédito do país, foi utilizado como fonte de fundos de emergência. Essa é uma prática típica de "liquidação de ativos de longo prazo para lidar com crises de curto prazo", semelhante à lógica de uma família que vende a casa para pagar dívidas em tempos difíceis.
O ponto de virada ocorreu em 2017. Após as sanções da União Europeia contra a Venezuela, os canais financeiros relacionados na Suíça foram restringidos, e o plano de venda de ouro foi forçosamente interrompido. Foi nesse momento que o governo percebeu que não tinha mais como continuar a liquidar seus ativos.
A lição para o mercado de criptomoedas é: quando o sistema de crédito de um país falha, ativos físicos como ouro e ativos descentralizados (como Bitcoin, Ethereum, etc.) tornam-se instrumentos de proteção de capital. Os cidadãos venezuelanos, posteriormente, recorreram ao Bitcoin e às stablecoins como meios de armazenamento de valor para evitar a desvalorização da moeda local. Isso não é especulação, mas uma escolha racional em um cenário de falha do sistema. Sob outro ângulo, isso também revela o papel real das criptomoedas no sistema financeiro global — elas preenchem a lacuna de liquidez quando o sistema financeiro tradicional fica congelado.
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StrawberryIce
· 01-10 05:37
52 mil milhões de ouro desapareceu sem mais nem menos, isto é que é uma verdadeira "fuga" ahahaha
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MondayYoloFridayCry
· 01-08 15:56
O ouro também não consegue salvar os bancos centrais, por isso é que é preciso acumular Bitcoin... Assim que as sanções entram em vigor, as moedas fortes tornam-se papel de embrulho
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GasFeeBarbecue
· 01-08 15:52
113 toneladas de ouro simplesmente desapareceram, realmente é inacreditável... Isso não mostra que o btc é necessário?
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SelfCustodyIssues
· 01-08 15:30
5,2 mil milhões de ouro simplesmente desapareceu do nada, um problema típico do sistema, o mundo das criptomoedas já percebeu esse esquema há muito tempo
Recentemente, um caso financeiro na América do Sul chamou a atenção do mundo cripto. O Banco Central da Venezuela, entre 2013 e 2017, enviou 113 toneladas de reservas de ouro para a Suíça, avaliadas em aproximadamente 5,2 bilhões de dólares. Após serem fundidas em pequenas peças na refinaria suíça, o destino final dessa reserva permanece um mistério.
Por que isso aconteceu? O contexto é claro — a economia da Venezuela na época já estava em crise, com o bolívar desvalorizado severamente, e o governo enfrentava uma escassez de liquidez. O ouro, como última garantia de crédito do país, foi utilizado como fonte de fundos de emergência. Essa é uma prática típica de "liquidação de ativos de longo prazo para lidar com crises de curto prazo", semelhante à lógica de uma família que vende a casa para pagar dívidas em tempos difíceis.
O ponto de virada ocorreu em 2017. Após as sanções da União Europeia contra a Venezuela, os canais financeiros relacionados na Suíça foram restringidos, e o plano de venda de ouro foi forçosamente interrompido. Foi nesse momento que o governo percebeu que não tinha mais como continuar a liquidar seus ativos.
A lição para o mercado de criptomoedas é: quando o sistema de crédito de um país falha, ativos físicos como ouro e ativos descentralizados (como Bitcoin, Ethereum, etc.) tornam-se instrumentos de proteção de capital. Os cidadãos venezuelanos, posteriormente, recorreram ao Bitcoin e às stablecoins como meios de armazenamento de valor para evitar a desvalorização da moeda local. Isso não é especulação, mas uma escolha racional em um cenário de falha do sistema. Sob outro ângulo, isso também revela o papel real das criptomoedas no sistema financeiro global — elas preenchem a lacuna de liquidez quando o sistema financeiro tradicional fica congelado.