Análise financeira, nunca de forma dogmática. Já tive uma série de programas falando sobre análise financeira, e muitas pessoas consideram a análise financeira como o método mais crucial para investir. Já disse várias vezes, a análise financeira serve apenas para filtrar empresas, eliminando as ruins ou, ao fazer análise operacional, usando a análise financeira para confirmar com base na análise qualitativa.
Portanto, a análise financeira, na essência, é apenas uma linguagem de negócios. Você faz negócios, a gestão da empresa produz resultados, e a análise financeira reflete esses resultados, mostrando-os nos relatórios financeiros. Não a trate como uma arma secreta; ela é apenas um resultado condensado da análise operacional, apresentado em forma de números, de uma maneira quantitativa, em relatórios que, relativamente, são bastante abstratos. Assim, o mais fundamental continua sendo a análise operacional, ou seja, a análise qualitativa. Análise do setor, das características de gestão da empresa, das necessidades da empresa, da concorrência, das vantagens competitivas, essas são as origens.
A análise operacional é a fonte, a base. A análise financeira é apenas o resultado da análise operacional; as finanças refletem os resultados da gestão. Portanto, repito aqui: não cometam o erro que já mencionei várias vezes, como o erro do “homem de Zheng que compra sapatos”, ou seja, a análise financeira é apenas o sapato, enquanto a gestão é o pé, que é o núcleo. A gestão da empresa é o verdadeiro centro, e as finanças são apenas o resultado da gestão; os relatórios financeiros são apenas uma descrição numérica dos resultados.
Assim, evitamos cometer erros dogmáticos, como o erro de “homem de Zheng que compra sapatos”. Em muitos dos meus programas, frequentemente digo: na análise financeira, você pode obter alguns indicadores com alguma regularidade e experiência, que permitem entender a situação da empresa. Mas os relatórios financeiros servem apenas para confirmação, para confirmar a análise qualitativa da empresa, sua gestão e características do negócio.
Se a conclusão da análise operacional estiver incorreta, ou seja, se violar o senso comum, mesmo que na análise financeira alguns dados pareçam bons, você deve perguntar: por quê? Quando a conclusão da análise financeira divergir da análise operacional, você deve analisar e fazer uma avaliação qualitativa, identificando os problemas na gestão.
Vamos a um exemplo mais claro: ao analisar a força de uma empresa na cadeia de produção, se ela tiver muitas receitas antecipadas, como a Maotai, que tem muitas receitas antecipadas, isso indica que ela tem poder de negociação com os downstreams, possui poder de fixação de preços, e os downstreams querem receber as mercadorias mais cedo, pagando adiantado. Se a empresa tiver muitas contas a pagar, ou seja, dívidas com fornecedores, isso geralmente indica que ela tem uma posição forte na cadeia de suprimentos, como a Gree Electric.
Por outro lado, não seja dogmático. Não pense automaticamente que, por ter muitas receitas antecipadas, a empresa tem maior poder de fixação de preços com os downstreams; isso nem sempre é verdade. Muitas vezes, contas a pagar altas também não significam controle forte sobre os upstreams. Assim, A pode levar a B, mas ter B não significa necessariamente que A seja o responsável. As pessoas costumam cometer esse erro dogmático.
Algumas empresas, como a Maotai, às vezes têm receitas antecipadas elevadas, assim como algumas siderúrgicas ou fabricantes de cimento, especialmente empresas de vidro, cujos produtos muitas vezes não têm poder de fixação de preços, e alguns até enfrentam vendas estagnadas. Essas empresas, que operam há muito tempo sem lucro, com má gestão, tomaram muitos empréstimos bancários, mas precisam continuar operando. Uma siderúrgica, por exemplo, não pode parar sua fornalha; ela precisa de dinheiro, mas os bancos não querem emprestar mais, pois já estão com muitos créditos. Então, muitas vezes, dizem aos distribuidores: “Primeiro, transfira o dinheiro para minha conta, preciso de receita antecipada, ofereço um grande desconto, e reduzirei o preço do produto para você.”
Essas empresas geralmente estão à beira da falência ou enfrentando grandes problemas de dívida. Quando há uma grande carga de dívidas, e a pressão financeira é enorme, é comum negociar adiantamentos com fornecedores e distribuidores.
Depois, há fornecedores que precisam de mercadorias, mas não têm dinheiro. Então, dizem que devem aos fornecedores, preferindo pagar um preço mais alto adiantado. Às vezes, os fornecedores concordam em entregar a mercadoria primeiro, desde que o preço seja um pouco maior.
Essas empresas geralmente têm uma gestão muito ruim, alta alavancagem, má operação, e problemas de fluxo de caixa. Acabam devendo a ambos os lados: de um lado, a fornecedores, do outro, os adiantamentos recebidos. Mas, na aparência, parecem ter receitas antecipadas altas e contas a pagar altas. Portanto, não as confunda com Maotai ou Gree.
Este exemplo serve para ilustrar que essas empresas provavelmente estão próximas da falência, apresentando esses sintomas. Nesse momento, é importante verificar se a gestão e os produtos da empresa ainda são competitivos. Algumas empresas sem competitividade, como as do setor de aço, vidro, etc., provavelmente não vão bem, pois a própria natureza do setor é altamente competitivo, o que pode ser percebido na análise qualitativa.
Elas não têm poder de fixação de preços, então você deve perguntar: por que suas receitas antecipadas e contas a pagar são tão altas, se seus produtos não têm poder de fixação de preços? Isso gera uma divergência. É preciso entender o porquê, sem seguir dogmas ou aplicar regras de forma mecânica.
Outra análise importante é a análise cruzada: por exemplo, a margem de lucro bruta. Se ela for alta, como na Maotai, indica que a empresa realmente tem poder de fixação de preços, ou pelo menos que sua margem não está diminuindo. Analisar a relação com a dívida, junto com outros indicadores, também ajuda a entender.
Se a dívida for muito alta, provavelmente há problemas na empresa. Se as receitas antecipadas e as contas a pagar forem altas ao mesmo tempo, é provável que a gestão esteja com dificuldades, e não que a empresa tenha poder de fixação de preços ou vantagens na cadeia de suprimentos.
Outro ponto é verificar se a empresa está reduzindo preços. Se ela estiver constantemente baixando preços e ainda assim recebendo muitas receitas antecipadas, provavelmente está usando a redução de preços para obter financiamento do downstream, ou seja, está buscando financiamento por meio de descontos.
Hoje, quero enfatizar que a análise financeira não deve ser dogmática; ela deve estar integrada à análise operacional. A análise financeira é o resultado, o efeito, enquanto a análise operacional é a causa. Além disso, não se deve confiar em um único indicador ou aplicar regras rígidas; é importante fazer análises cruzadas, como verificar a margem de lucro bruta, a relação de dívida, se os preços estão caindo, etc., usando esses indicadores de gestão para confirmar se há alguma divergência com o senso comum ou a lógica do setor.
Se houver divergência, ou seja, algo que não faz sentido, é fundamental investigar as causas reais. Se você não fizer essa investigação, pode acabar investindo na empresa errada, escolhendo ações erradas. Não culpe os outros, nem a manipulação contábil ou os grandes investidores.
Na sua compreensão, evite cometer erros dogmáticos. Entenda o que é causa e efeito, faça análises cruzadas com múltiplos indicadores, e combine tudo com a análise qualitativa da gestão, do negócio, da demanda, da oferta, da concorrência, do estoque, etc. Assim, se suas conclusões forem consistentes e se confirmarem mutuamente, provavelmente estará diante de uma boa empresa. Caso contrário, pode estar enganado, tendo se deixado levar por uma leitura equivocada.
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Análise financeira, nunca de forma dogmática. Já tive uma série de programas falando sobre análise financeira, e muitas pessoas consideram a análise financeira como o método mais crucial para investir. Já disse várias vezes, a análise financeira serve apenas para filtrar empresas, eliminando as ruins ou, ao fazer análise operacional, usando a análise financeira para confirmar com base na análise qualitativa.
Portanto, a análise financeira, na essência, é apenas uma linguagem de negócios. Você faz negócios, a gestão da empresa produz resultados, e a análise financeira reflete esses resultados, mostrando-os nos relatórios financeiros. Não a trate como uma arma secreta; ela é apenas um resultado condensado da análise operacional, apresentado em forma de números, de uma maneira quantitativa, em relatórios que, relativamente, são bastante abstratos. Assim, o mais fundamental continua sendo a análise operacional, ou seja, a análise qualitativa. Análise do setor, das características de gestão da empresa, das necessidades da empresa, da concorrência, das vantagens competitivas, essas são as origens.
A análise operacional é a fonte, a base. A análise financeira é apenas o resultado da análise operacional; as finanças refletem os resultados da gestão. Portanto, repito aqui: não cometam o erro que já mencionei várias vezes, como o erro do “homem de Zheng que compra sapatos”, ou seja, a análise financeira é apenas o sapato, enquanto a gestão é o pé, que é o núcleo. A gestão da empresa é o verdadeiro centro, e as finanças são apenas o resultado da gestão; os relatórios financeiros são apenas uma descrição numérica dos resultados.
Assim, evitamos cometer erros dogmáticos, como o erro de “homem de Zheng que compra sapatos”. Em muitos dos meus programas, frequentemente digo: na análise financeira, você pode obter alguns indicadores com alguma regularidade e experiência, que permitem entender a situação da empresa. Mas os relatórios financeiros servem apenas para confirmação, para confirmar a análise qualitativa da empresa, sua gestão e características do negócio.
Se a conclusão da análise operacional estiver incorreta, ou seja, se violar o senso comum, mesmo que na análise financeira alguns dados pareçam bons, você deve perguntar: por quê? Quando a conclusão da análise financeira divergir da análise operacional, você deve analisar e fazer uma avaliação qualitativa, identificando os problemas na gestão.
Vamos a um exemplo mais claro: ao analisar a força de uma empresa na cadeia de produção, se ela tiver muitas receitas antecipadas, como a Maotai, que tem muitas receitas antecipadas, isso indica que ela tem poder de negociação com os downstreams, possui poder de fixação de preços, e os downstreams querem receber as mercadorias mais cedo, pagando adiantado. Se a empresa tiver muitas contas a pagar, ou seja, dívidas com fornecedores, isso geralmente indica que ela tem uma posição forte na cadeia de suprimentos, como a Gree Electric.
Por outro lado, não seja dogmático. Não pense automaticamente que, por ter muitas receitas antecipadas, a empresa tem maior poder de fixação de preços com os downstreams; isso nem sempre é verdade. Muitas vezes, contas a pagar altas também não significam controle forte sobre os upstreams. Assim, A pode levar a B, mas ter B não significa necessariamente que A seja o responsável. As pessoas costumam cometer esse erro dogmático.
Algumas empresas, como a Maotai, às vezes têm receitas antecipadas elevadas, assim como algumas siderúrgicas ou fabricantes de cimento, especialmente empresas de vidro, cujos produtos muitas vezes não têm poder de fixação de preços, e alguns até enfrentam vendas estagnadas. Essas empresas, que operam há muito tempo sem lucro, com má gestão, tomaram muitos empréstimos bancários, mas precisam continuar operando. Uma siderúrgica, por exemplo, não pode parar sua fornalha; ela precisa de dinheiro, mas os bancos não querem emprestar mais, pois já estão com muitos créditos. Então, muitas vezes, dizem aos distribuidores: “Primeiro, transfira o dinheiro para minha conta, preciso de receita antecipada, ofereço um grande desconto, e reduzirei o preço do produto para você.”
Essas empresas geralmente estão à beira da falência ou enfrentando grandes problemas de dívida. Quando há uma grande carga de dívidas, e a pressão financeira é enorme, é comum negociar adiantamentos com fornecedores e distribuidores.
Depois, há fornecedores que precisam de mercadorias, mas não têm dinheiro. Então, dizem que devem aos fornecedores, preferindo pagar um preço mais alto adiantado. Às vezes, os fornecedores concordam em entregar a mercadoria primeiro, desde que o preço seja um pouco maior.
Essas empresas geralmente têm uma gestão muito ruim, alta alavancagem, má operação, e problemas de fluxo de caixa. Acabam devendo a ambos os lados: de um lado, a fornecedores, do outro, os adiantamentos recebidos. Mas, na aparência, parecem ter receitas antecipadas altas e contas a pagar altas. Portanto, não as confunda com Maotai ou Gree.
Este exemplo serve para ilustrar que essas empresas provavelmente estão próximas da falência, apresentando esses sintomas. Nesse momento, é importante verificar se a gestão e os produtos da empresa ainda são competitivos. Algumas empresas sem competitividade, como as do setor de aço, vidro, etc., provavelmente não vão bem, pois a própria natureza do setor é altamente competitivo, o que pode ser percebido na análise qualitativa.
Elas não têm poder de fixação de preços, então você deve perguntar: por que suas receitas antecipadas e contas a pagar são tão altas, se seus produtos não têm poder de fixação de preços? Isso gera uma divergência. É preciso entender o porquê, sem seguir dogmas ou aplicar regras de forma mecânica.
Outra análise importante é a análise cruzada: por exemplo, a margem de lucro bruta. Se ela for alta, como na Maotai, indica que a empresa realmente tem poder de fixação de preços, ou pelo menos que sua margem não está diminuindo. Analisar a relação com a dívida, junto com outros indicadores, também ajuda a entender.
Se a dívida for muito alta, provavelmente há problemas na empresa. Se as receitas antecipadas e as contas a pagar forem altas ao mesmo tempo, é provável que a gestão esteja com dificuldades, e não que a empresa tenha poder de fixação de preços ou vantagens na cadeia de suprimentos.
Outro ponto é verificar se a empresa está reduzindo preços. Se ela estiver constantemente baixando preços e ainda assim recebendo muitas receitas antecipadas, provavelmente está usando a redução de preços para obter financiamento do downstream, ou seja, está buscando financiamento por meio de descontos.
Hoje, quero enfatizar que a análise financeira não deve ser dogmática; ela deve estar integrada à análise operacional. A análise financeira é o resultado, o efeito, enquanto a análise operacional é a causa. Além disso, não se deve confiar em um único indicador ou aplicar regras rígidas; é importante fazer análises cruzadas, como verificar a margem de lucro bruta, a relação de dívida, se os preços estão caindo, etc., usando esses indicadores de gestão para confirmar se há alguma divergência com o senso comum ou a lógica do setor.
Se houver divergência, ou seja, algo que não faz sentido, é fundamental investigar as causas reais. Se você não fizer essa investigação, pode acabar investindo na empresa errada, escolhendo ações erradas. Não culpe os outros, nem a manipulação contábil ou os grandes investidores.
Na sua compreensão, evite cometer erros dogmáticos. Entenda o que é causa e efeito, faça análises cruzadas com múltiplos indicadores, e combine tudo com a análise qualitativa da gestão, do negócio, da demanda, da oferta, da concorrência, do estoque, etc. Assim, se suas conclusões forem consistentes e se confirmarem mutuamente, provavelmente estará diante de uma boa empresa. Caso contrário, pode estar enganado, tendo se deixado levar por uma leitura equivocada.