De acordo com a análise mais recente da TRM Labs, uma rede de evasão de sanções que opera há vários anos veio à tona. Duas exchanges de criptomoedas registradas no Reino Unido, Zedcex e Zedxion, transferiram cerca de 10 bilhões de dólares para a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), sendo a maioria das transações realizadas em USDT na blockchain TRON. Este não é um evento isolado, mas sim um problema sistêmico na infraestrutura financeira.
A “via perfeita” para evitar sanções
Exchanges como ferramentas
Segundo dados de análise, entre 2023 e 2025, transações relacionadas à IRGC representam 56% do volume total dessas duas exchanges. Ainda mais importante, os dados de 2024 — 87% do volume de Zedcex estão diretamente ligados à IRGC. Isso não é uma coincidência, mas sim uma infraestrutura financeira cuidadosamente planejada.
O modelo de operação dessas duas exchanges é bastante claro: receber fundos, convertê-los em stablecoins, transferi-los via TRON e evitar sanções internacionais. Informações relacionadas indicam que a plataforma também transferiu mais de 10 milhões de dólares em USDT para um financiador sancionado do grupo terrorista Houthis, confirmando seu papel como uma ferramenta embutida de evasão.
Por que escolher TRON e USDT?
Dimensão
Características
Significado para evitar sanções
USDT
Stablecoin, ampla liquidez
Evitar risco cambial, fácil de transferir
TRON
Baixas taxas, alta velocidade
Custos baixos para transferências de grandes valores, difícil de rastrear
Exchange no Reino Unido
Regulação relativamente frouxa
Contornar jurisdições rigorosas como os EUA
Essa combinação não é aleatória. TRON, devido às suas baixas taxas e alta velocidade, é a primeira escolha para transferências de grandes valores, enquanto USDT oferece estabilidade, e o registro no Reino Unido fornece uma zona cinzenta legal.
Dificuldades reais na regulação e rastreamento
Vulnerabilidades na conformidade das exchanges
Como centro financeiro global, é surpreendente que o Reino Unido apresente tais vulnerabilidades na fiscalização de exchanges de criptomoedas. Os casos de Zedcex e Zedxion demonstram que apenas estar registrado no Reino Unido não garante conformidade. Essas exchanges claramente não realizaram investigações de diligência (KYC/AML) suficientes ou não fizeram uma correspondência eficaz com listas de sanções internacionais.
A importância do rastreamento na blockchain
A boa notícia é que a análise da TRM Labs demonstra a viabilidade do rastreamento na blockchain. Essa empresa de conformidade blockchain consegue identificar redes de evasão de sanções por meio de padrões de transação, fluxo de fundos e outros indícios. Segundo informações, a parceria entre TRM Labs, TRON DAO e Tether, por meio do sistema T3 FCU, já monitora transações superiores a 3 bilhões de dólares, colaborando com mais de 30 agências de aplicação da lei ao redor do mundo.
O que isso significa? Significa que a dificuldade de evitar sanções está aumentando. Embora Zedcex e Zedxion operem há anos, eles foram finalmente descobertos.
Problemas maiores na ecologia
Riscos na ecologia TRON
Esse caso traz riscos não apenas à reputação do ecossistema TRON. Quando uma blockchain é amplamente usada para evitar sanções, ela pode enfrentar pressões regulatórias de países como os EUA. Embora o TRON seja uma tecnologia neutra, sua má utilização não pode ser ignorada.
A faca de dois gumes das stablecoins
O uso generalizado do USDT é fundamental para o mercado de criptomoedas, mas também o torna um canal para o fluxo de capital. Este caso mostra que apenas o rastreamento técnico não é suficiente; é necessário um esforço coordenado entre emissores (como a Tether), exchanges e monitoramento na blockchain.
Mudanças possíveis no futuro
As autoridades reguladoras do Reino Unido podem reforçar a fiscalização de exchanges de criptomoedas, especialmente na monitoração de entidades relacionadas a sanções. Os EUA podem pressionar os emissores de stablecoins envolvidos nessas atividades. O ecossistema TRON também pode enfrentar requisitos mais rigorosos de monitoramento na blockchain.
Por outro lado, esse caso também demonstra a necessidade de conformidade. O modelo T3 FCU, envolvendo exchanges, emissores de stablecoins e empresas de monitoramento, pode se tornar um padrão na indústria.
Lições principais
Este não é apenas um problema do Irã, mas um desafio de conformidade para toda a ecologia global de criptomoedas. A escala de evasão de sanções de 10 bilhões de dólares revela vulnerabilidades reais na regulamentação das exchanges. Embora o rastreamento na blockchain seja viável, requer a participação de todo o ecossistema — desde a conformidade KYC/AML das exchanges, passando pela cooperação dos emissores de stablecoins, até a análise de empresas especializadas.
A queda das exchanges no Reino Unido nos lembra que o status legal não equivale a compromisso de conformidade. No mercado de criptomoedas do futuro, os padrões de conformidade ficarão cada vez mais elevados, e as exchanges que realmente valorizam AML/CFT terão vantagem competitiva. Para infraestrutura como TRON e USDT, encontrar um equilíbrio entre abertura e segurança será fundamental para o desenvolvimento a longo prazo.
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Bolsa do Reino Unido cai em queda: Caso de evasão de sanções de 1 bilhão de dólares do Corpo da Revolução Islâmica do Irã exposto
Uma fatura escondida revelada
De acordo com a análise mais recente da TRM Labs, uma rede de evasão de sanções que opera há vários anos veio à tona. Duas exchanges de criptomoedas registradas no Reino Unido, Zedcex e Zedxion, transferiram cerca de 10 bilhões de dólares para a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), sendo a maioria das transações realizadas em USDT na blockchain TRON. Este não é um evento isolado, mas sim um problema sistêmico na infraestrutura financeira.
A “via perfeita” para evitar sanções
Exchanges como ferramentas
Segundo dados de análise, entre 2023 e 2025, transações relacionadas à IRGC representam 56% do volume total dessas duas exchanges. Ainda mais importante, os dados de 2024 — 87% do volume de Zedcex estão diretamente ligados à IRGC. Isso não é uma coincidência, mas sim uma infraestrutura financeira cuidadosamente planejada.
O modelo de operação dessas duas exchanges é bastante claro: receber fundos, convertê-los em stablecoins, transferi-los via TRON e evitar sanções internacionais. Informações relacionadas indicam que a plataforma também transferiu mais de 10 milhões de dólares em USDT para um financiador sancionado do grupo terrorista Houthis, confirmando seu papel como uma ferramenta embutida de evasão.
Por que escolher TRON e USDT?
Essa combinação não é aleatória. TRON, devido às suas baixas taxas e alta velocidade, é a primeira escolha para transferências de grandes valores, enquanto USDT oferece estabilidade, e o registro no Reino Unido fornece uma zona cinzenta legal.
Dificuldades reais na regulação e rastreamento
Vulnerabilidades na conformidade das exchanges
Como centro financeiro global, é surpreendente que o Reino Unido apresente tais vulnerabilidades na fiscalização de exchanges de criptomoedas. Os casos de Zedcex e Zedxion demonstram que apenas estar registrado no Reino Unido não garante conformidade. Essas exchanges claramente não realizaram investigações de diligência (KYC/AML) suficientes ou não fizeram uma correspondência eficaz com listas de sanções internacionais.
A importância do rastreamento na blockchain
A boa notícia é que a análise da TRM Labs demonstra a viabilidade do rastreamento na blockchain. Essa empresa de conformidade blockchain consegue identificar redes de evasão de sanções por meio de padrões de transação, fluxo de fundos e outros indícios. Segundo informações, a parceria entre TRM Labs, TRON DAO e Tether, por meio do sistema T3 FCU, já monitora transações superiores a 3 bilhões de dólares, colaborando com mais de 30 agências de aplicação da lei ao redor do mundo.
O que isso significa? Significa que a dificuldade de evitar sanções está aumentando. Embora Zedcex e Zedxion operem há anos, eles foram finalmente descobertos.
Problemas maiores na ecologia
Riscos na ecologia TRON
Esse caso traz riscos não apenas à reputação do ecossistema TRON. Quando uma blockchain é amplamente usada para evitar sanções, ela pode enfrentar pressões regulatórias de países como os EUA. Embora o TRON seja uma tecnologia neutra, sua má utilização não pode ser ignorada.
A faca de dois gumes das stablecoins
O uso generalizado do USDT é fundamental para o mercado de criptomoedas, mas também o torna um canal para o fluxo de capital. Este caso mostra que apenas o rastreamento técnico não é suficiente; é necessário um esforço coordenado entre emissores (como a Tether), exchanges e monitoramento na blockchain.
Mudanças possíveis no futuro
As autoridades reguladoras do Reino Unido podem reforçar a fiscalização de exchanges de criptomoedas, especialmente na monitoração de entidades relacionadas a sanções. Os EUA podem pressionar os emissores de stablecoins envolvidos nessas atividades. O ecossistema TRON também pode enfrentar requisitos mais rigorosos de monitoramento na blockchain.
Por outro lado, esse caso também demonstra a necessidade de conformidade. O modelo T3 FCU, envolvendo exchanges, emissores de stablecoins e empresas de monitoramento, pode se tornar um padrão na indústria.
Lições principais
Este não é apenas um problema do Irã, mas um desafio de conformidade para toda a ecologia global de criptomoedas. A escala de evasão de sanções de 10 bilhões de dólares revela vulnerabilidades reais na regulamentação das exchanges. Embora o rastreamento na blockchain seja viável, requer a participação de todo o ecossistema — desde a conformidade KYC/AML das exchanges, passando pela cooperação dos emissores de stablecoins, até a análise de empresas especializadas.
A queda das exchanges no Reino Unido nos lembra que o status legal não equivale a compromisso de conformidade. No mercado de criptomoedas do futuro, os padrões de conformidade ficarão cada vez mais elevados, e as exchanges que realmente valorizam AML/CFT terão vantagem competitiva. Para infraestrutura como TRON e USDT, encontrar um equilíbrio entre abertura e segurança será fundamental para o desenvolvimento a longo prazo.