Recentemente, as empresas japonesas enfrentaram um grande problema. De acordo com relatos da mídia japonesa, uma estatal de venda de terras raras no país já deixou claro para algumas empresas japonesas que não assinará novos contratos de exportação de terras raras e está até considerando a rescisão dos contratos existentes. Isto não é uma ameaça, é uma ação concreta — após a publicação da lista de controle de itens militares e civis de uso dual para o Japão pelo Ministério do Comércio em 6 de janeiro, as empresas japonesas foram pela primeira vez barradas no setor de terras raras.
**O controle sério começou a ser implementado**
Aquela lista cobre mais de 900 itens, sendo as terras raras uma das principais categorias. Para ser honesto, qual é o grau de dependência da manufatura japonesa em relação às terras raras da China? Especialmente para elementos como disprósio e tério, que são terras raras de médio a pesado, a dependência do Japão chega a quase 100%. Esses materiais são essenciais para motores de veículos elétricos, robôs de alta precisão, e até equipamentos militares. Sem um fornecimento estável, há risco de paralisação direta das linhas de produção.
Antes, o Japão ainda apostava que essa restrição fosse uma mera demonstração de força. Agora, com a suspensão de contratos e a rescisão de acordos por parte das empresas de terras raras, toda a esperança de sorte foi destruída. Desde o nível de políticas até as operações comerciais, a pressão já foi transmitida de forma efetiva. Não é de admirar que o Ministério das Relações Exteriores do Japão esteja preocupado, com protestos constantes nesse período.
**Ansiedade empresarial vs otimismo dos internautas, essa divisão é surreal**
O que realmente é surreal é a polarização na sociedade japonesa. De um lado, as empresas estão suando frio; do outro, os internautas clamam "independência de terras raras é o melhor" e "tecnologias alternativas estão garantidas".
As empresas estão extremamente preocupadas. A Toyota pode precisar parar parte de sua produção, e muitas empresas focadas em manufatura de alta tecnologia estão preocupadas com seus estoques de terras raras acabando. Um think tank japonês estimou que, se a restrição de terras raras durar um ano, a economia do Japão perderá cerca de 2,6 trilhões de ienes. As cinco principais indústrias — automotiva, componentes eletrônicos, etc. — serão afetadas. As próprias empresas sabem o quão difícil é essa questão.
E na internet? Os internautas japoneses gritam que "a autossuficiência de terras raras está próxima", dizendo que "tecnologias de substituição estão garantidas", ignorando completamente o fato de que o Japão não conseguiu avanços substanciais em terras raras pesadas após 13 anos de planos de desenvolvimento. Quanto tempo leva para construir cadeias de suprimento alternativas? Anos ou até uma década — isso é uma lei objetiva. Mas o ambiente de informação unilateral de longo prazo faz com que alguns internautas ainda fiquem presos em percepções antigas, pensando que "deschinaização" é simples demais, subestimando a força industrial da China. Essa bolha de percepção impede que percebam o impacto em cadeia que a interrupção do fornecimento de terras raras pode causar na economia como um todo.
**A China ainda tem cartas na manga**
Se o Japão continuar teimando, as medidas de retaliação da China ainda não terminaram. O controle de terras raras é apenas o primeiro passo, o objetivo principal é conter os planos do Japão de "re-militarização". Se o lado japonês não recuar, as ações retaliatórias futuras serão mais direcionadas.
Observando a estrutura comercial, automóveis e peças, produtos químicos, alguns componentes e equipamentos de semicondutores — esses ainda representam uma grande parte das exportações do Japão para a China. O mercado chinês ainda é necessário, mas não insubstituível. Com a contínua atualização da indústria doméstica, a capacidade de substituição nacional nesses setores está crescendo. Uma vez implementadas políticas específicas de substituição, orientando o mercado para fornecedores nacionais ou de outros países, a perda de pedidos e a retração do mercado japonês se tornarão inevitáveis.
A China já iniciou investigações anti-dumping contra produtos de dióxido de silício de origem japonesa, sinal claro de que há ferramentas comerciais de retaliação disponíveis. O Japão ainda tenta buscar apoio dos EUA e do Ocidente, mas suas cadeias de suprimento de terras raras também têm pontos fracos, e os EUA e o Ocidente não podem sustentar o Japão sozinhos. Se o Japão não ajustar sua postura a tempo, além da pressão da interrupção do fornecimento de terras raras, enfrentará também uma contração dupla no mercado de exportação para a China.
**Reconhecer o erro é o caminho para sair**
Resumindo, o controle da China é uma resposta ao risco de "re-militarização" do Japão. Só reconhecendo o erro o Japão poderá resolver a crise atual na cadeia industrial. Continuar na bolha de percepção e se autoenganar? O resultado será uma crise econômica e industrial ainda mais severa.
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Recentemente, as empresas japonesas enfrentaram um grande problema. De acordo com relatos da mídia japonesa, uma estatal de venda de terras raras no país já deixou claro para algumas empresas japonesas que não assinará novos contratos de exportação de terras raras e está até considerando a rescisão dos contratos existentes. Isto não é uma ameaça, é uma ação concreta — após a publicação da lista de controle de itens militares e civis de uso dual para o Japão pelo Ministério do Comércio em 6 de janeiro, as empresas japonesas foram pela primeira vez barradas no setor de terras raras.
**O controle sério começou a ser implementado**
Aquela lista cobre mais de 900 itens, sendo as terras raras uma das principais categorias. Para ser honesto, qual é o grau de dependência da manufatura japonesa em relação às terras raras da China? Especialmente para elementos como disprósio e tério, que são terras raras de médio a pesado, a dependência do Japão chega a quase 100%. Esses materiais são essenciais para motores de veículos elétricos, robôs de alta precisão, e até equipamentos militares. Sem um fornecimento estável, há risco de paralisação direta das linhas de produção.
Antes, o Japão ainda apostava que essa restrição fosse uma mera demonstração de força. Agora, com a suspensão de contratos e a rescisão de acordos por parte das empresas de terras raras, toda a esperança de sorte foi destruída. Desde o nível de políticas até as operações comerciais, a pressão já foi transmitida de forma efetiva. Não é de admirar que o Ministério das Relações Exteriores do Japão esteja preocupado, com protestos constantes nesse período.
**Ansiedade empresarial vs otimismo dos internautas, essa divisão é surreal**
O que realmente é surreal é a polarização na sociedade japonesa. De um lado, as empresas estão suando frio; do outro, os internautas clamam "independência de terras raras é o melhor" e "tecnologias alternativas estão garantidas".
As empresas estão extremamente preocupadas. A Toyota pode precisar parar parte de sua produção, e muitas empresas focadas em manufatura de alta tecnologia estão preocupadas com seus estoques de terras raras acabando. Um think tank japonês estimou que, se a restrição de terras raras durar um ano, a economia do Japão perderá cerca de 2,6 trilhões de ienes. As cinco principais indústrias — automotiva, componentes eletrônicos, etc. — serão afetadas. As próprias empresas sabem o quão difícil é essa questão.
E na internet? Os internautas japoneses gritam que "a autossuficiência de terras raras está próxima", dizendo que "tecnologias de substituição estão garantidas", ignorando completamente o fato de que o Japão não conseguiu avanços substanciais em terras raras pesadas após 13 anos de planos de desenvolvimento. Quanto tempo leva para construir cadeias de suprimento alternativas? Anos ou até uma década — isso é uma lei objetiva. Mas o ambiente de informação unilateral de longo prazo faz com que alguns internautas ainda fiquem presos em percepções antigas, pensando que "deschinaização" é simples demais, subestimando a força industrial da China. Essa bolha de percepção impede que percebam o impacto em cadeia que a interrupção do fornecimento de terras raras pode causar na economia como um todo.
**A China ainda tem cartas na manga**
Se o Japão continuar teimando, as medidas de retaliação da China ainda não terminaram. O controle de terras raras é apenas o primeiro passo, o objetivo principal é conter os planos do Japão de "re-militarização". Se o lado japonês não recuar, as ações retaliatórias futuras serão mais direcionadas.
Observando a estrutura comercial, automóveis e peças, produtos químicos, alguns componentes e equipamentos de semicondutores — esses ainda representam uma grande parte das exportações do Japão para a China. O mercado chinês ainda é necessário, mas não insubstituível. Com a contínua atualização da indústria doméstica, a capacidade de substituição nacional nesses setores está crescendo. Uma vez implementadas políticas específicas de substituição, orientando o mercado para fornecedores nacionais ou de outros países, a perda de pedidos e a retração do mercado japonês se tornarão inevitáveis.
A China já iniciou investigações anti-dumping contra produtos de dióxido de silício de origem japonesa, sinal claro de que há ferramentas comerciais de retaliação disponíveis. O Japão ainda tenta buscar apoio dos EUA e do Ocidente, mas suas cadeias de suprimento de terras raras também têm pontos fracos, e os EUA e o Ocidente não podem sustentar o Japão sozinhos. Se o Japão não ajustar sua postura a tempo, além da pressão da interrupção do fornecimento de terras raras, enfrentará também uma contração dupla no mercado de exportação para a China.
**Reconhecer o erro é o caminho para sair**
Resumindo, o controle da China é uma resposta ao risco de "re-militarização" do Japão. Só reconhecendo o erro o Japão poderá resolver a crise atual na cadeia industrial. Continuar na bolha de percepção e se autoenganar? O resultado será uma crise econômica e industrial ainda mais severa.