Como empreendedor, as cinco competências essenciais que deve dominar são: primeiro, pensamento sistémico. O que é o pensamento sistémico? Simplificando, é a capacidade de perceber a estrutura e a lógica por trás de fenómenos complexos, em vez de ficar apenas na superfície da informação. Por exemplo, quando as pessoas ouvem falar de conflitos entre figuras públicas, a maioria apenas os vê como temas de conversa ou fofocas; enquanto quem possui pensamento sistémico, analisa mais a fundo: quais os interesses, relações de jogo e impactos a longo prazo envolvidos. O núcleo do pensamento sistémico não é a reação emocional, mas a compreensão de “causa e efeito” e da “estrutura global”. Como desenvolver esta competência? Fundamentalmente, requer muita observação do mundo real — contactar diferentes pessoas, diferentes papéis, entender a natureza humana e as leis de funcionamento da sociedade.



Segundo, capacidade de inovação. Inovar não é apenas “ter uma inspiração repentina”, mas sim uma atualização na forma de resolver problemas. No passado, a inovação dependia principalmente do cérebro humano, sendo que do zero ao um muitas vezes exigia uma forte inspiração pessoal e ajustes de estado; mas hoje, a inovação surge cada vez mais da colaboração entre o cérebro humano e a IA. Ou seja, inovação deixou de ser apenas um talento individual, para passar a ser a sua capacidade de usar bem a IA como ferramenta, combinando-a com o julgamento humano, estética e consciência de objetivos, para realizar trabalhos criativos em conjunto.

Terceiro, capacidade de integração interdisciplinar. No futuro, o risco de um “especialista” numa única área será cada vez maior. Se uma pessoa se aprofundar apenas num campo facilmente substituível por tecnologia, uma mudança na trajetória tecnológica pode rapidamente desvalorizar a sua experiência acumulada. Quem realmente tem competitividade consegue conectar conhecimentos de diferentes áreas: tecnologia + conteúdo, dados + negócios, engenharia + humanidades. Esta capacidade de integração interdisciplinar é especialmente crucial no ensino secundário e superior, pois determina se você possui a capacidade de migrar e transformar-se a longo prazo.

Quarto, capacidade de colaborar com a IA. A questão-chave não é “a IA vai substituir-te”, mas sim se consegue estabelecer uma relação de colaboração com ela. Encarar a IA como ferramenta, parceira ou até “sistema expandido de cognição”, e não como adversária. Compreender os seus limites, modos de uso e vantagens, para que ela amplifique o seu julgamento, eficiência e criatividade, será uma competência fundamental.

Quinto, visão global. Ter uma visão global não é simplesmente “viajar para fora” ou “comparar”, mas sim a capacidade de entender diferentes culturas, sistemas e formas de pensar. Quando realmente compreende a lógica de funcionamento de um mundo plural, torna-se mais fácil formar uma perceção estável e clara de si mesmo. Pessoas com visão global conseguem alternar entre diferentes culturas e sistemas, entendendo os problemas de uma perspetiva mais elevada, e não se limitando por experiências únicas.
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