Bombástico! O ouro do Irão está a ser secretamente exportado por via aérea russa, o alerta de que a história se repete soa alto
O ex-ministro da Segurança do Reino Unido, Tugenhart, lançou uma informação bombástica num discurso na Câmara dos Comuns: aviões russos aterraram frequentemente em Teerão, transportando secretamente grandes quantidades de ouro do Irão. Esta cena faz imediatamente lembrar o escândalo do “Ouro de Moscovo”, uma fraude que chocou o mundo há mais de oitenta anos, e o ciclo da história está a emitir um aviso estridente. Em 1936, com a guerra civil na Espanha a escalar, as forças nacionalistas lideradas por Franco avançavam passo a passo em direção a Madrid. O governo da Segunda República Espanhola, com a quarta maior reserva de ouro do mundo (cerca de 635-700 toneladas), lançou um plano de transferência de ouro ao exterior para evitar que caísse nas mãos do inimigo. Destes, 193 toneladas foram enviadas para França, enquanto cerca de 510 toneladas (7800 caixas) de ouro foram embarcadas no porto de Cartagena a 25 de outubro de 1936, e transportadas secretamente para Moscovo através do porto de Odessa, marcando o início do episódio do “Ouro de Moscovo”. Stálin ordenou o máximo sigilo nesta operação de transporte de ouro, chegando a recusar a emissão de recibos de ouro para a Espanha. Esta enorme quantidade de ouro puro, cerca de 460 toneladas, foi rapidamente utilizada pela União Soviética para troca no mercado internacional e como moeda de troca para vender armas aos republicanos espanhóis. Mas, em apenas dois anos, todo o ouro tinha desaparecido. A União Soviética alegou que todo o ouro tinha sido usado para pagar ajudas, deixando uma frase fria de escárnio: “Os espanhóis nunca mais verão esse ouro, assim como nunca verão as suas próprias orelhas.” Após a guerra, o regime de Franco tentou várias vezes recuperar o ouro, mas a União Soviética sempre recusou-se a reconhecer. Hoje, os rumores de transporte de ouro entre Rússia e Irão sem dúvida estão a reescrever o roteiro perigoso da história. Sob a sombra de sanções internacionais, o ouro tornou-se uma moeda forte para contornar o controlo financeiro. Mas a dolorosa lição da Espanha já foi claramente demonstrada: ao lidar com a Rússia, se relaxarmos a vigilância e acreditarmos nas promessas, acabaremos por perder o “ouro para sempre”. As reservas de ouro do Irão deveriam ser um pilar para sustentar a economia do país e resistir a riscos externos. Se esse ouro realmente estiver a ser enviado para a Rússia, como os informes indicam, o custo da transação e os riscos potenciais podem fazer o Irão repetir o erro da Espanha. A história não se repete de forma simples, mas costuma ser surpreendentemente semelhante. Desta vez, será que o Irão se tornará o próximo país a perder o “seu próprio ouvido”?
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Bombástico! O ouro do Irão está a ser secretamente exportado por via aérea russa, o alerta de que a história se repete soa alto
O ex-ministro da Segurança do Reino Unido, Tugenhart, lançou uma informação bombástica num discurso na Câmara dos Comuns: aviões russos aterraram frequentemente em Teerão, transportando secretamente grandes quantidades de ouro do Irão. Esta cena faz imediatamente lembrar o escândalo do “Ouro de Moscovo”, uma fraude que chocou o mundo há mais de oitenta anos, e o ciclo da história está a emitir um aviso estridente. Em 1936, com a guerra civil na Espanha a escalar, as forças nacionalistas lideradas por Franco avançavam passo a passo em direção a Madrid. O governo da Segunda República Espanhola, com a quarta maior reserva de ouro do mundo (cerca de 635-700 toneladas), lançou um plano de transferência de ouro ao exterior para evitar que caísse nas mãos do inimigo. Destes, 193 toneladas foram enviadas para França, enquanto cerca de 510 toneladas (7800 caixas) de ouro foram embarcadas no porto de Cartagena a 25 de outubro de 1936, e transportadas secretamente para Moscovo através do porto de Odessa, marcando o início do episódio do “Ouro de Moscovo”. Stálin ordenou o máximo sigilo nesta operação de transporte de ouro, chegando a recusar a emissão de recibos de ouro para a Espanha. Esta enorme quantidade de ouro puro, cerca de 460 toneladas, foi rapidamente utilizada pela União Soviética para troca no mercado internacional e como moeda de troca para vender armas aos republicanos espanhóis. Mas, em apenas dois anos, todo o ouro tinha desaparecido. A União Soviética alegou que todo o ouro tinha sido usado para pagar ajudas, deixando uma frase fria de escárnio: “Os espanhóis nunca mais verão esse ouro, assim como nunca verão as suas próprias orelhas.” Após a guerra, o regime de Franco tentou várias vezes recuperar o ouro, mas a União Soviética sempre recusou-se a reconhecer. Hoje, os rumores de transporte de ouro entre Rússia e Irão sem dúvida estão a reescrever o roteiro perigoso da história. Sob a sombra de sanções internacionais, o ouro tornou-se uma moeda forte para contornar o controlo financeiro. Mas a dolorosa lição da Espanha já foi claramente demonstrada: ao lidar com a Rússia, se relaxarmos a vigilância e acreditarmos nas promessas, acabaremos por perder o “ouro para sempre”. As reservas de ouro do Irão deveriam ser um pilar para sustentar a economia do país e resistir a riscos externos. Se esse ouro realmente estiver a ser enviado para a Rússia, como os informes indicam, o custo da transação e os riscos potenciais podem fazer o Irão repetir o erro da Espanha. A história não se repete de forma simples, mas costuma ser surpreendentemente semelhante. Desta vez, será que o Irão se tornará o próximo país a perder o “seu próprio ouvido”?