A pressão sobre os mercados financeiros americanos continua a intensificar-se. Os registos mais recentes revelam um aumento significativo nos tipos de margem utilizados pelos investidores, com a dívida total de margem a atingir cifras sem precedentes em novembro.
Números que geram alarme
No último mês, a dívida de margem de negociação no mercado americano cresceu 30 mil milhões de dólares adicionais, consolidando-se em 1.21 triliões de dólares. Esta expansão representa o sétimo aumento consecutivo, demonstrando uma tendência acelerada e sustentada para níveis mais elevados de endividamento especulativo.
O panorama dos últimos sete meses torna-se ainda mais preocupante: a dívida de margem disparou 364 mil milhões de dólares, equivalente a um aumento de 43% em apenas meio ano. Quando ajustado pela inflação, o crescimento interanual atinge os 32%, confirmando que o fenómeno supera as simples flutuações nominais.
Comparação com a época especulativa
O que verdadeiramente alarma os analistas é a comparação histórica. A proporção entre dívida de margem e a oferta monetária M2 saltou para 5.5%, superando pela primeira vez em mais de duas décadas o nível que caracterizou a bolha da internet do ano 2000.
Os diferentes tipos de margem — desde operações intradiárias até posições a médio prazo — mostram padrões semelhantes de crescimento acelerado, indicando que o alavancamento não se concentra num segmento específico, mas é sistémico em toda a indústria.
Implicações do mercado
O contexto atual sugere que o alavancamento no investimento americano atingiu territórios extremamente perigosos. Historicamente, estes máximos precederam correções severas nos mercados, razão pela qual os gestores de risco e reguladores começam a soar os alarmes.
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Máximos históricos: O alavancamento em Wall Street quebra recordes e replica a bolha especulativa de há duas décadas
A pressão sobre os mercados financeiros americanos continua a intensificar-se. Os registos mais recentes revelam um aumento significativo nos tipos de margem utilizados pelos investidores, com a dívida total de margem a atingir cifras sem precedentes em novembro.
Números que geram alarme
No último mês, a dívida de margem de negociação no mercado americano cresceu 30 mil milhões de dólares adicionais, consolidando-se em 1.21 triliões de dólares. Esta expansão representa o sétimo aumento consecutivo, demonstrando uma tendência acelerada e sustentada para níveis mais elevados de endividamento especulativo.
O panorama dos últimos sete meses torna-se ainda mais preocupante: a dívida de margem disparou 364 mil milhões de dólares, equivalente a um aumento de 43% em apenas meio ano. Quando ajustado pela inflação, o crescimento interanual atinge os 32%, confirmando que o fenómeno supera as simples flutuações nominais.
Comparação com a época especulativa
O que verdadeiramente alarma os analistas é a comparação histórica. A proporção entre dívida de margem e a oferta monetária M2 saltou para 5.5%, superando pela primeira vez em mais de duas décadas o nível que caracterizou a bolha da internet do ano 2000.
Os diferentes tipos de margem — desde operações intradiárias até posições a médio prazo — mostram padrões semelhantes de crescimento acelerado, indicando que o alavancamento não se concentra num segmento específico, mas é sistémico em toda a indústria.
Implicações do mercado
O contexto atual sugere que o alavancamento no investimento americano atingiu territórios extremamente perigosos. Historicamente, estes máximos precederam correções severas nos mercados, razão pela qual os gestores de risco e reguladores começam a soar os alarmes.