O mercado de café apresentou um quadro complexo na quinta-feira, com forças conflitantes a lutarem pela direção. Os contratos futuros de café arábica de março recuaram -3,10 pontos, encerrando com uma queda de -0,83%, enquanto o café robusta de ICE de março caiu -11 pontos, ou seja, -0,28%. A retração ocorreu apesar de uma valorização inicial que levou o arábica a uma máxima de 4 semanas, apenas para ser desestabilizada por um dólar americano mais forte, atingindo seu próprio pico de 4 semanas, o que desencadeou liquidações em todo o complexo de futuros.
Pressões de Oferta e Preocupações Climáticas Moldam a Direção do Mercado
As cotações matinais do café revelaram forças estruturais mais profundas além dos movimentos diários de preço. A perspectiva de produção de arábica no Brasil mudou significativamente, com a Conab elevando sua estimativa de produção para 2025 em 2,4%, para 56,54 milhões de sacos em dezembro, contra a projeção de 55,20 milhões de setembro. No entanto, as preocupações climáticas continuam presentes—a Somar Meteorologia informou que Minas Gerais, lar da maior concentração de arábica do mundo, recebeu apenas 47,9mm de chuva na semana que terminou em 2 de janeiro, representando apenas 67% da média histórica.
O mercado de robusta do Vietnã conta uma história diferente. As exportações de café do país para 2025 aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhão de toneladas métricas, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã, inundando os mercados globais com oferta. As projeções do USDA sugerem que a produção do Vietnã em 2025/26 deve subir 6,2% em relação ao ano anterior, para 30,8 milhões de sacos, atingindo o maior nível em 4 anos, enquanto a produção total vietnamita deve chegar a 1,76 milhão de toneladas métricas, se o clima favorável persistir.
Dinâmica de Estoques e suas Implicações no Mercado
As cotações de hoje do café refletiram as complexidades dos níveis globais de estoque. Os estoques de arábica do ICE, embora tenham se recuperado para 461.829 sacos na quarta-feira, permanecem historicamente baixos após atingirem uma mínima de 1,75 anos de 398.645 sacos em novembro. Da mesma forma, os estoques de robusta estabilizaram-se em níveis recentes, mas continuam sinalizando disponibilidade limitada em comparação com as normas históricas.
A saga das tarifas continua lançando sombras sobre a demanda americana. As compras de café brasileiro pelos EUA de agosto a outubro, período em que as tarifas da era Trump estavam ativas, despencaram 52% em relação ao ano anterior, para 983.970 sacos. Embora as tarifas tenham sido posteriormente reduzidas, os estoques americanos permanecem apertados, limitando o apetite de importação de curto prazo.
Perspectiva Geral de Produção
A previsão do USDA de 18 de dezembro apresentou um quadro misto para a temporada de 2025/26. A produção global de café deve subir 2,0% em relação ao ano anterior, atingindo um recorde de 178,848 milhões de sacos, mas a composição é bastante relevante: a produção de arábica deve cair 4,7%, para 95,515 milhões de sacos, enquanto a de robusta deve subir 10,9%, para 83,333 milhões de sacos. As reservas finais estão projetadas para contrair 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, em comparação com 21,307 milhões de sacos em 2024/25.
O relatório de 7 de novembro da Organização Internacional do Café acrescentou nuances ao quadro de oferta, observando que as exportações globais de café para o ano de comercialização atual caíram 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo que a demanda permanece cautelosa apesar da força na produção. Esse pano de fundo explica por que as cotações matinais do café continuam oscilando entre preocupações de oferta e incertezas de demanda, com os movimentos cambiais atuando como catalisadores para reajustes táticos de preço.
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Citações matinais de café mostram sinais mistos em meio à força do dólar e às mudanças na oferta global
O mercado de café apresentou um quadro complexo na quinta-feira, com forças conflitantes a lutarem pela direção. Os contratos futuros de café arábica de março recuaram -3,10 pontos, encerrando com uma queda de -0,83%, enquanto o café robusta de ICE de março caiu -11 pontos, ou seja, -0,28%. A retração ocorreu apesar de uma valorização inicial que levou o arábica a uma máxima de 4 semanas, apenas para ser desestabilizada por um dólar americano mais forte, atingindo seu próprio pico de 4 semanas, o que desencadeou liquidações em todo o complexo de futuros.
Pressões de Oferta e Preocupações Climáticas Moldam a Direção do Mercado
As cotações matinais do café revelaram forças estruturais mais profundas além dos movimentos diários de preço. A perspectiva de produção de arábica no Brasil mudou significativamente, com a Conab elevando sua estimativa de produção para 2025 em 2,4%, para 56,54 milhões de sacos em dezembro, contra a projeção de 55,20 milhões de setembro. No entanto, as preocupações climáticas continuam presentes—a Somar Meteorologia informou que Minas Gerais, lar da maior concentração de arábica do mundo, recebeu apenas 47,9mm de chuva na semana que terminou em 2 de janeiro, representando apenas 67% da média histórica.
O mercado de robusta do Vietnã conta uma história diferente. As exportações de café do país para 2025 aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhão de toneladas métricas, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã, inundando os mercados globais com oferta. As projeções do USDA sugerem que a produção do Vietnã em 2025/26 deve subir 6,2% em relação ao ano anterior, para 30,8 milhões de sacos, atingindo o maior nível em 4 anos, enquanto a produção total vietnamita deve chegar a 1,76 milhão de toneladas métricas, se o clima favorável persistir.
Dinâmica de Estoques e suas Implicações no Mercado
As cotações de hoje do café refletiram as complexidades dos níveis globais de estoque. Os estoques de arábica do ICE, embora tenham se recuperado para 461.829 sacos na quarta-feira, permanecem historicamente baixos após atingirem uma mínima de 1,75 anos de 398.645 sacos em novembro. Da mesma forma, os estoques de robusta estabilizaram-se em níveis recentes, mas continuam sinalizando disponibilidade limitada em comparação com as normas históricas.
A saga das tarifas continua lançando sombras sobre a demanda americana. As compras de café brasileiro pelos EUA de agosto a outubro, período em que as tarifas da era Trump estavam ativas, despencaram 52% em relação ao ano anterior, para 983.970 sacos. Embora as tarifas tenham sido posteriormente reduzidas, os estoques americanos permanecem apertados, limitando o apetite de importação de curto prazo.
Perspectiva Geral de Produção
A previsão do USDA de 18 de dezembro apresentou um quadro misto para a temporada de 2025/26. A produção global de café deve subir 2,0% em relação ao ano anterior, atingindo um recorde de 178,848 milhões de sacos, mas a composição é bastante relevante: a produção de arábica deve cair 4,7%, para 95,515 milhões de sacos, enquanto a de robusta deve subir 10,9%, para 83,333 milhões de sacos. As reservas finais estão projetadas para contrair 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, em comparação com 21,307 milhões de sacos em 2024/25.
O relatório de 7 de novembro da Organização Internacional do Café acrescentou nuances ao quadro de oferta, observando que as exportações globais de café para o ano de comercialização atual caíram 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo que a demanda permanece cautelosa apesar da força na produção. Esse pano de fundo explica por que as cotações matinais do café continuam oscilando entre preocupações de oferta e incertezas de demanda, com os movimentos cambiais atuando como catalisadores para reajustes táticos de preço.