Então acabou de trazer para casa um adorável novo cachorrinho—parabéns! Entre escolher a comida certa, brinquedos e métodos de treino, há uma etapa crucial que você não pode deixar passar: as vacinações. Levar seu cachorrinho a tomar as primeiras vacinas em dia é, sem dúvida, o investimento mais importante na saúde e longevidade dele.
Por que seu cachorrinho precisa de várias vacinas (Not just one)
Aqui está algo que muitos donos de primeira viagem não percebem: os cachorros não adquirem imunidade de uma única vacinação. Quando os filhotes nascem, herdaram anticorpos temporários da mãe, mas essa proteção materna é de curta duração e, na verdade, interfere na eficácia das vacinas. Para garantir que seu cachorrinho desenvolva uma imunidade forte o suficiente, ele precisa de várias doses ao longo de várias semanas.
De acordo com especialistas veterinários, essa abordagem de vacinação repetida—chamada de série com reforços—is essencial porque os filhotes têm sistemas imunológicos subdesenvolvidos que precisam de reforço. O objetivo é construir anticorpos em um nível protetor, por isso seu veterinário insistirá em várias consultas, e não apenas uma visita conveniente.
Compreendendo Vacinas essenciais vs. não essenciais
A American Animal Hospital Association (AAHA) categoriza as vacinas de filhotes em dois grupos, e entender a diferença ajuda você a tomar decisões informadas com seu veterinário.
Vacinas essenciais são recomendadas para todos os filhotes, independentemente do estilo de vida ou localização. Protegem contra doenças que são amplamente disseminadas, extremamente perigosas ou legalmente obrigatórias:
Cinomose – Uma infecção viral que ataca o sistema respiratório, gastrointestinal e nervoso
Adenovírus canino – Causa hepatite infecciosa canina, uma doença grave no fígado
Parvovirose – Um vírus gastrointestinal altamente contagioso e às vezes fatal
Raiva – Exigida por lei na maioria dos estados dos EUA; fatal se contraída
Frequentemente, as vacinas contra cinomose, adenovírus e parvovirose são combinadas em uma única aplicação chamada DHPP (ou DAP sem o componente de parainfluenza).
Vacinas não essenciais são opcionais e recomendadas com base nos fatores de risco específicos do seu filhote, geografia e estilo de vida. Incluem:
Leptospirose (infecção bacteriana por água/solo contaminados)
Doença de Lyme (transmitida por carrapatos de veado)
Bordetella (causa tosse dos canis)
Gripe canina
Toxóide de cascavel (para cães em regiões com alta incidência de cobras)
Seu veterinário irá aconselhar quais vacinas não essenciais fazem sentido para seu filhote, com base em onde você mora e como seu cão passará o tempo.
Detalhando cada vacina essencial
Cinomose: A ameaça respiratória
Essa doença viral altamente contagiosa se espalha por meio de tosse, espirros ou compartilhamento de tigelas de comida e água. Filhotes infectados desenvolvem febre, secreção nasal, tosse, letargia e perda de apetite. Em casos graves, o vírus ataca o sistema nervoso central, causando círculos, inclinação da cabeça, espasmos musculares, convulsões e até paralisia.
Filhotes com menos de 4 meses e cães não vacinados enfrentam o maior risco. A proteção começa cedo: os filhotes devem receber a primeira vacina contra cinomose aos 6 semanas, com reforços a cada 3-4 semanas até os 16 semanas de idade.
Adenovírus canino: O destruidor do fígado
A hepatite infecciosa canina (ICH), causada pelo adenovírus canino tipo 1, é grave e frequentemente fatal. O vírus se espalha por urina, fezes e secreções nasais/oculares, atacando o fígado, rins e vasos sanguíneos. Filhotes jovens são os mais vulneráveis, apresentando diminuição do apetite, depressão, febre leve e secreções nos olhos/nariz. Em casos críticos, os filhotes desenvolvem vômito, diarreia, inchaço facial e icterícia—condições que frequentemente levam à morte.
Normalmente, os filhotes recebem proteção como parte da vacina combinada DHPP, com pelo menos três doses administradas entre 6-16 semanas (com intervalo de 2-4 semanas). Recomenda-se reforço dentro de um ano, seguido de vacinas a cada três anos.
Parvovirose: Altamente resistente e perigosa
A parvovirose é um pesadelo para filhotes não vacinados com menos de 4 meses. Esse vírus altamente contagioso ataca o trato gastrointestinal e se espalha por fezes contaminadas, ambientes e até superfícies como tigelas de comida, coleiras e mãos de pessoas. O que torna a parvovirose particularmente ameaçadora é sua resistência—sobrevive ao calor, frio, umidade e pode persistir no ambiente por longos períodos.
Filhotes infectados apresentam letargia, perda de apetite, dor abdominal severa, febre (ou temperatura perigosamente baixa), vômito e diarreia com sangue. Devido à extrema vulnerabilidade, a vacinação é obrigatória. A vacina contra parvovirose deve ser dada aos 6-8 semanas, 10-12 semanas e 14-16 semanas, com reforço após um ano, e depois a cada três anos.
Raiva: A exigência legal
A raiva, causada pelo Lyssavirus, é transmitida por saliva infectada e afeta o sistema nervoso central. Animais infectados exibem comportamento anormal—agitação, agressividade, salivação excessiva e mordidas sem provocação. Globalmente, a raiva mata quase 60.000 pessoas por ano e milhões de animais, tornando obrigatória a vacinação nos EUA (embora os cronogramas variem por estado).
Os filhotes recebem uma série inicial de duas vacinas contra raiva, com intervalo de um ano, seguidas de reforços a cada três anos. As leis estaduais determinam os requisitos específicos de tempo, então consulte seu veterinário local.
Leptospirose: A ameaça bacteriana transmitida pela água
Essa doença bacteriana, causada por Leptospira presente no solo e na água, danifica o fígado ou os rins. Os sintomas incluem febre, dores musculares, aumento da sede, alterações na urina, desidratação, vômito, diarreia e letargia. Os cães contraem a doença por contato com urina infectada, água contaminada, feridas, alimentos contaminados ou mordidas de animais infectados.
A leptospirose é tecnicamente uma vacina não essencial, mas a UC Davis School of Veterinary Medicine agora recomenda que seja considerada uma vacina essencial para cães na Califórnia, devido ao potencial de risco de vida e às melhorias na segurança da vacina. A primeira dose deve ser dada a partir de 12 semanas, seguida de reforço de 2-4 semanas depois, com revacinação anual para proteção contínua.
Doença de Lyme: A preocupação transmitida por carrapatos
Transmitida por carrapatos de veado (carrapatos de patas pretas), a doença de Lyme é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi. Os carrapatos precisam estar presos por 1-2 dias para transmitir a bactéria, portanto, a remoção rápida do carrapato é fundamental. A doença afeta principalmente cães no Nordeste (especialmente Nova Inglaterra), região do Meio-Oeste superior e Costa do Pacífico.
Os sinais incluem febre, perda de apetite, dores ou inchaço nas articulações, claudicação, inchaço nos linfonodos e letargia. Se não tratada, a doença de Lyme pode prejudicar os rins, o sistema nervoso e o coração. A vacina é considerada não essencial e recomendada principalmente para cães em áreas de alta incidência de carrapatos ou que passam muito tempo ao ar livre caminhando ou explorando.
Bordetella (Tosse dos canis): A doença respiratória contagiosa
O complexo de doenças respiratórias infecciosas caninas, conhecido como tosse dos canis, é altamente contagioso e causa uma tosse característica de “engasgo”. Outros sintomas incluem letargia, redução do apetite, febre e respiração rápida. Diversos bactérias e vírus contribuem para a tosse dos canis; os mais comuns são Bordetella bronchiseptica, vírus da parainfluenza canina e adenovírus canino tipo 2.
Essa vacina não essencial é recomendada para filhotes que ficam em creches, que são tosados ou frequentam parques de cães e áreas de alto movimento. Os métodos de vacinação incluem injeção, administração oral na bochecha ou gotas intranasais—estas proporcionam imunidade localizada nas membranas do nariz e da garganta para uma proteção mais rápida do que as vacinas injetáveis.
Gripe canina: A infecção respiratória
Semelhante à gripe humana, a gripe canina causa infecção respiratória por contato próximo em canis, abrigos e parques de cães. Espalha-se por tosse, espirros ou objetos contaminados (tigelas, coleiras, mãos). Cães infectados desenvolvem tosse, secreções nos olhos/nariz, espirros, febre, letargia e perda de apetite.
A AAHA classifica essa vacina como não essencial; ela pode não impedir a infecção, mas pode reduzir a gravidade e a duração. Está cada vez mais recomendada à medida que os casos de gripe canina aumentam nos EUA, especialmente para cães sociais ou que ficam em creches e pet shops.
Toxóide de cascavel: A defesa contra o veneno
Essa vacina não essencial ajuda os cães a desenvolver anticorpos contra o veneno de cascavel. No entanto, a AAHA observa evidências limitadas de eficácia publicada. Duas doses espaçadas por um mês são padrão, com reforços anuais pelo menos um mês antes de exposição ao habitat de cascavel. Nota importante: essa vacina atrasará os efeitos do veneno, mas não elimina a necessidade de atendimento veterinário de emergência se o cão for mordido.
Cronograma das primeiras vacinas do seu filhote
Série inicial (Semanas 6-16):
6-8 semanas: Primeira vacina DHPP, primeira raiva (quando exigido por lei)
10-12 semanas: Segunda vacina DHPP, vacinas não essenciais conforme recomendação
14-16 semanas: Última vacina DHPP, última raiva (quando exigido), reforços não essenciais
Reforços no primeiro ano:
Completar a série inicial até as 16 semanas, depois seguir o calendário de reforços conforme o tipo de vacina
Cronograma anual/trienal:
A maioria das vacinas essenciais: reforço dentro de um ano após a dose final inicial, depois a cada três anos
Raiva: seguir requisitos específicos do estado (tipicamente a cada 1-3 anos)
Quanto custarão as primeiras vacinas do seu filhote?
O pacote total de vacinação para filhotes costuma variar entre $75-$100, embora a localização influencie bastante. Os custos médios por vacina são:
Bordetella: ~$31
DHPP: ~$36
Influenza bivalente: ~$49
Leptospirose: ~$22
Doença de Lyme: ~$39
Raiva: ~$25
Lembre-se de que esses valores são médias e variam conforme a clínica veterinária. Algumas oferecem pacotes de bem-estar para filhotes, incluindo todas as vacinas e consultas com preços reduzidos. Além disso, clínicas de baixo custo e abrigos locais frequentemente oferecem serviços de vacinação mais acessíveis.
Planeje reforços a cada 1-3 anos, dependendo da vacina—isso é um custo contínuo além da fase de filhote.
Seguro para animais de estimação: vale a pena?
Além das vacinas, considere se o seguro para pets cabe no seu orçamento. O seguro pode compensar significativamente os custos: planos de bem-estar que cobrem cuidados rotineiros, incluindo vacinas, geralmente custam 40-60% menos do que pagar do próprio bolso, dependendo do provedor.
Benefícios de se inscrever cedo incluem:
Evitar exclusões por condições preexistentes
Proteção contra visitas de emergência caras ao veterinário
Evitar períodos de carência que aumentam com a idade
Prêmios mais baixos para filhotes mais jovens
Um plano de bem-estar adicional cobre visitas anuais, vacinas, tratamento contra vermes e cuidados preventivos rotineiros—ajudando a manter seu filhote saudável a longo prazo.
Perguntas comuns sobre as primeiras vacinas do filhote
Quando os filhotes precisam de reforços?
Por causa do sistema imunológico ainda em desenvolvimento, os reforços são essenciais. A maioria das vacinas essenciais (cinomose, adenovírus, parvovirose, parainfluenza) requer uma dose dentro de um ano após a última dose inicial, e depois a cada três anos. Os reforços contra raiva dependem da lei estadual (1-3 anos). Vacinas não essenciais como leptospirose, Lyme, bordetella e gripe geralmente precisam de reforços anuais para proteção contínua.
Quantas doses de parvovirose meu filhote precisa?
Filhotes devem receber pelo menos três doses de uma vacina combinada que inclua proteção contra parvovirose, administradas entre 6-16 semanas de idade, com intervalo de aproximadamente 2-4 semanas.
Quando terminam todas as vacinas do filhote?
Geralmente, as últimas vacinas do filhote são dadas aos 16 semanas de idade. Depois, reforços anuais são feitos conforme o tipo de vacina e exigências legais.
Quando devo começar a desverminar?
A desverminação geralmente começa a partir de 2 semanas de idade e deve ser regulada com base no risco de exposição a parasitas—isso é separado, mas complementar ao calendário de vacinação.
Quais vacinas são absolutamente necessárias?
Vacinas essenciais (DHPP e raiva) são obrigatórias para todos os filhotes. Vacinas não essenciais dependem da sua situação específica, localização e estilo de vida—consulte seu veterinário para decidir quais fazem sentido para as necessidades individuais do seu filhote.
Trazer um novo filhote para casa é empolgante, mas priorizar a saúde dele por meio de vacinação adequada garante uma vida longa e saudável. Trabalhe junto ao seu veterinário para estabelecer o cronograma certo para as primeiras vacinas e além.
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O seu guia para as primeiras vacinas do cachorrinho: cronograma, tipos e o que todo novo dono de cão deve saber
Então acabou de trazer para casa um adorável novo cachorrinho—parabéns! Entre escolher a comida certa, brinquedos e métodos de treino, há uma etapa crucial que você não pode deixar passar: as vacinações. Levar seu cachorrinho a tomar as primeiras vacinas em dia é, sem dúvida, o investimento mais importante na saúde e longevidade dele.
Por que seu cachorrinho precisa de várias vacinas (Not just one)
Aqui está algo que muitos donos de primeira viagem não percebem: os cachorros não adquirem imunidade de uma única vacinação. Quando os filhotes nascem, herdaram anticorpos temporários da mãe, mas essa proteção materna é de curta duração e, na verdade, interfere na eficácia das vacinas. Para garantir que seu cachorrinho desenvolva uma imunidade forte o suficiente, ele precisa de várias doses ao longo de várias semanas.
De acordo com especialistas veterinários, essa abordagem de vacinação repetida—chamada de série com reforços—is essencial porque os filhotes têm sistemas imunológicos subdesenvolvidos que precisam de reforço. O objetivo é construir anticorpos em um nível protetor, por isso seu veterinário insistirá em várias consultas, e não apenas uma visita conveniente.
Compreendendo Vacinas essenciais vs. não essenciais
A American Animal Hospital Association (AAHA) categoriza as vacinas de filhotes em dois grupos, e entender a diferença ajuda você a tomar decisões informadas com seu veterinário.
Vacinas essenciais são recomendadas para todos os filhotes, independentemente do estilo de vida ou localização. Protegem contra doenças que são amplamente disseminadas, extremamente perigosas ou legalmente obrigatórias:
Frequentemente, as vacinas contra cinomose, adenovírus e parvovirose são combinadas em uma única aplicação chamada DHPP (ou DAP sem o componente de parainfluenza).
Vacinas não essenciais são opcionais e recomendadas com base nos fatores de risco específicos do seu filhote, geografia e estilo de vida. Incluem:
Seu veterinário irá aconselhar quais vacinas não essenciais fazem sentido para seu filhote, com base em onde você mora e como seu cão passará o tempo.
Detalhando cada vacina essencial
Cinomose: A ameaça respiratória
Essa doença viral altamente contagiosa se espalha por meio de tosse, espirros ou compartilhamento de tigelas de comida e água. Filhotes infectados desenvolvem febre, secreção nasal, tosse, letargia e perda de apetite. Em casos graves, o vírus ataca o sistema nervoso central, causando círculos, inclinação da cabeça, espasmos musculares, convulsões e até paralisia.
Filhotes com menos de 4 meses e cães não vacinados enfrentam o maior risco. A proteção começa cedo: os filhotes devem receber a primeira vacina contra cinomose aos 6 semanas, com reforços a cada 3-4 semanas até os 16 semanas de idade.
Adenovírus canino: O destruidor do fígado
A hepatite infecciosa canina (ICH), causada pelo adenovírus canino tipo 1, é grave e frequentemente fatal. O vírus se espalha por urina, fezes e secreções nasais/oculares, atacando o fígado, rins e vasos sanguíneos. Filhotes jovens são os mais vulneráveis, apresentando diminuição do apetite, depressão, febre leve e secreções nos olhos/nariz. Em casos críticos, os filhotes desenvolvem vômito, diarreia, inchaço facial e icterícia—condições que frequentemente levam à morte.
Normalmente, os filhotes recebem proteção como parte da vacina combinada DHPP, com pelo menos três doses administradas entre 6-16 semanas (com intervalo de 2-4 semanas). Recomenda-se reforço dentro de um ano, seguido de vacinas a cada três anos.
Parvovirose: Altamente resistente e perigosa
A parvovirose é um pesadelo para filhotes não vacinados com menos de 4 meses. Esse vírus altamente contagioso ataca o trato gastrointestinal e se espalha por fezes contaminadas, ambientes e até superfícies como tigelas de comida, coleiras e mãos de pessoas. O que torna a parvovirose particularmente ameaçadora é sua resistência—sobrevive ao calor, frio, umidade e pode persistir no ambiente por longos períodos.
Filhotes infectados apresentam letargia, perda de apetite, dor abdominal severa, febre (ou temperatura perigosamente baixa), vômito e diarreia com sangue. Devido à extrema vulnerabilidade, a vacinação é obrigatória. A vacina contra parvovirose deve ser dada aos 6-8 semanas, 10-12 semanas e 14-16 semanas, com reforço após um ano, e depois a cada três anos.
Raiva: A exigência legal
A raiva, causada pelo Lyssavirus, é transmitida por saliva infectada e afeta o sistema nervoso central. Animais infectados exibem comportamento anormal—agitação, agressividade, salivação excessiva e mordidas sem provocação. Globalmente, a raiva mata quase 60.000 pessoas por ano e milhões de animais, tornando obrigatória a vacinação nos EUA (embora os cronogramas variem por estado).
Os filhotes recebem uma série inicial de duas vacinas contra raiva, com intervalo de um ano, seguidas de reforços a cada três anos. As leis estaduais determinam os requisitos específicos de tempo, então consulte seu veterinário local.
Leptospirose: A ameaça bacteriana transmitida pela água
Essa doença bacteriana, causada por Leptospira presente no solo e na água, danifica o fígado ou os rins. Os sintomas incluem febre, dores musculares, aumento da sede, alterações na urina, desidratação, vômito, diarreia e letargia. Os cães contraem a doença por contato com urina infectada, água contaminada, feridas, alimentos contaminados ou mordidas de animais infectados.
A leptospirose é tecnicamente uma vacina não essencial, mas a UC Davis School of Veterinary Medicine agora recomenda que seja considerada uma vacina essencial para cães na Califórnia, devido ao potencial de risco de vida e às melhorias na segurança da vacina. A primeira dose deve ser dada a partir de 12 semanas, seguida de reforço de 2-4 semanas depois, com revacinação anual para proteção contínua.
Doença de Lyme: A preocupação transmitida por carrapatos
Transmitida por carrapatos de veado (carrapatos de patas pretas), a doença de Lyme é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi. Os carrapatos precisam estar presos por 1-2 dias para transmitir a bactéria, portanto, a remoção rápida do carrapato é fundamental. A doença afeta principalmente cães no Nordeste (especialmente Nova Inglaterra), região do Meio-Oeste superior e Costa do Pacífico.
Os sinais incluem febre, perda de apetite, dores ou inchaço nas articulações, claudicação, inchaço nos linfonodos e letargia. Se não tratada, a doença de Lyme pode prejudicar os rins, o sistema nervoso e o coração. A vacina é considerada não essencial e recomendada principalmente para cães em áreas de alta incidência de carrapatos ou que passam muito tempo ao ar livre caminhando ou explorando.
Bordetella (Tosse dos canis): A doença respiratória contagiosa
O complexo de doenças respiratórias infecciosas caninas, conhecido como tosse dos canis, é altamente contagioso e causa uma tosse característica de “engasgo”. Outros sintomas incluem letargia, redução do apetite, febre e respiração rápida. Diversos bactérias e vírus contribuem para a tosse dos canis; os mais comuns são Bordetella bronchiseptica, vírus da parainfluenza canina e adenovírus canino tipo 2.
Essa vacina não essencial é recomendada para filhotes que ficam em creches, que são tosados ou frequentam parques de cães e áreas de alto movimento. Os métodos de vacinação incluem injeção, administração oral na bochecha ou gotas intranasais—estas proporcionam imunidade localizada nas membranas do nariz e da garganta para uma proteção mais rápida do que as vacinas injetáveis.
Gripe canina: A infecção respiratória
Semelhante à gripe humana, a gripe canina causa infecção respiratória por contato próximo em canis, abrigos e parques de cães. Espalha-se por tosse, espirros ou objetos contaminados (tigelas, coleiras, mãos). Cães infectados desenvolvem tosse, secreções nos olhos/nariz, espirros, febre, letargia e perda de apetite.
A AAHA classifica essa vacina como não essencial; ela pode não impedir a infecção, mas pode reduzir a gravidade e a duração. Está cada vez mais recomendada à medida que os casos de gripe canina aumentam nos EUA, especialmente para cães sociais ou que ficam em creches e pet shops.
Toxóide de cascavel: A defesa contra o veneno
Essa vacina não essencial ajuda os cães a desenvolver anticorpos contra o veneno de cascavel. No entanto, a AAHA observa evidências limitadas de eficácia publicada. Duas doses espaçadas por um mês são padrão, com reforços anuais pelo menos um mês antes de exposição ao habitat de cascavel. Nota importante: essa vacina atrasará os efeitos do veneno, mas não elimina a necessidade de atendimento veterinário de emergência se o cão for mordido.
Cronograma das primeiras vacinas do seu filhote
Série inicial (Semanas 6-16):
Reforços no primeiro ano:
Cronograma anual/trienal:
Quanto custarão as primeiras vacinas do seu filhote?
O pacote total de vacinação para filhotes costuma variar entre $75-$100, embora a localização influencie bastante. Os custos médios por vacina são:
Lembre-se de que esses valores são médias e variam conforme a clínica veterinária. Algumas oferecem pacotes de bem-estar para filhotes, incluindo todas as vacinas e consultas com preços reduzidos. Além disso, clínicas de baixo custo e abrigos locais frequentemente oferecem serviços de vacinação mais acessíveis.
Planeje reforços a cada 1-3 anos, dependendo da vacina—isso é um custo contínuo além da fase de filhote.
Seguro para animais de estimação: vale a pena?
Além das vacinas, considere se o seguro para pets cabe no seu orçamento. O seguro pode compensar significativamente os custos: planos de bem-estar que cobrem cuidados rotineiros, incluindo vacinas, geralmente custam 40-60% menos do que pagar do próprio bolso, dependendo do provedor.
Benefícios de se inscrever cedo incluem:
Um plano de bem-estar adicional cobre visitas anuais, vacinas, tratamento contra vermes e cuidados preventivos rotineiros—ajudando a manter seu filhote saudável a longo prazo.
Perguntas comuns sobre as primeiras vacinas do filhote
Quando os filhotes precisam de reforços?
Por causa do sistema imunológico ainda em desenvolvimento, os reforços são essenciais. A maioria das vacinas essenciais (cinomose, adenovírus, parvovirose, parainfluenza) requer uma dose dentro de um ano após a última dose inicial, e depois a cada três anos. Os reforços contra raiva dependem da lei estadual (1-3 anos). Vacinas não essenciais como leptospirose, Lyme, bordetella e gripe geralmente precisam de reforços anuais para proteção contínua.
Quantas doses de parvovirose meu filhote precisa?
Filhotes devem receber pelo menos três doses de uma vacina combinada que inclua proteção contra parvovirose, administradas entre 6-16 semanas de idade, com intervalo de aproximadamente 2-4 semanas.
Quando terminam todas as vacinas do filhote?
Geralmente, as últimas vacinas do filhote são dadas aos 16 semanas de idade. Depois, reforços anuais são feitos conforme o tipo de vacina e exigências legais.
Quando devo começar a desverminar?
A desverminação geralmente começa a partir de 2 semanas de idade e deve ser regulada com base no risco de exposição a parasitas—isso é separado, mas complementar ao calendário de vacinação.
Quais vacinas são absolutamente necessárias?
Vacinas essenciais (DHPP e raiva) são obrigatórias para todos os filhotes. Vacinas não essenciais dependem da sua situação específica, localização e estilo de vida—consulte seu veterinário para decidir quais fazem sentido para as necessidades individuais do seu filhote.
Trazer um novo filhote para casa é empolgante, mas priorizar a saúde dele por meio de vacinação adequada garante uma vida longa e saudável. Trabalhe junto ao seu veterinário para estabelecer o cronograma certo para as primeiras vacinas e além.