A Reserva Federal atravessa um período decisivo. O seu presidente, Powell, revelou recentemente o seu projeto de deixar o cargo com o objetivo de transmitir uma economia em bom estado de funcionamento. Este anúncio insere-se num contexto de divergências notáveis dentro da instituição americana relativamente à orientação da política monetária.
As fissuras internas da Fed sobre as orientações futuras
Durante uma conferência pública, Powell reconheceu a existência de desacordos marcados entre os membros da Fed quanto à condução a seguir. A instituição não goza de unanimidade: alguns defendem uma abordagem mais restritiva, enquanto outros defendem uma posição mais flexível. Esta pluralidade de opiniões reflete a complexidade dos desafios económicos atuais e a dificuldade em alcançar um consenso sobre as medidas adequadas.
O mercado imobiliário: os limites da ação monetária
Powell também abordou de forma franca uma problemática importante: a crise habitacional. Reconheceu explicitamente que a política monetária dispõe de meios limitados para resolver a escassez imobiliária estrutural. A redução das taxas de juro diretoras em 25 pontos base provavelmente não será suficiente para melhorar de forma significativa o acesso à habitação para as famílias americanas. Esta admissão ilustra os limites da intervenção dos bancos centrais face aos desafios de ordem estrutural.
A inflação sob vigilância: o papel das tarifas alfandegárias
Sobre a questão da inflação, Powell destacou um elemento-chave frequentemente subestimado: o impacto potencial da política comercial. Segundo as suas declarações, a eliminação das tarifas alfandegárias poderia contribuir para devolver rapidamente a inflação à meta de 2 %. Esta perspetiva revela como os instrumentos não monetários influenciam a trajetória dos preços.
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Powell prevê a sua saída: a Fed enfrenta tensões políticas e desafios económicos
A Reserva Federal atravessa um período decisivo. O seu presidente, Powell, revelou recentemente o seu projeto de deixar o cargo com o objetivo de transmitir uma economia em bom estado de funcionamento. Este anúncio insere-se num contexto de divergências notáveis dentro da instituição americana relativamente à orientação da política monetária.
As fissuras internas da Fed sobre as orientações futuras
Durante uma conferência pública, Powell reconheceu a existência de desacordos marcados entre os membros da Fed quanto à condução a seguir. A instituição não goza de unanimidade: alguns defendem uma abordagem mais restritiva, enquanto outros defendem uma posição mais flexível. Esta pluralidade de opiniões reflete a complexidade dos desafios económicos atuais e a dificuldade em alcançar um consenso sobre as medidas adequadas.
O mercado imobiliário: os limites da ação monetária
Powell também abordou de forma franca uma problemática importante: a crise habitacional. Reconheceu explicitamente que a política monetária dispõe de meios limitados para resolver a escassez imobiliária estrutural. A redução das taxas de juro diretoras em 25 pontos base provavelmente não será suficiente para melhorar de forma significativa o acesso à habitação para as famílias americanas. Esta admissão ilustra os limites da intervenção dos bancos centrais face aos desafios de ordem estrutural.
A inflação sob vigilância: o papel das tarifas alfandegárias
Sobre a questão da inflação, Powell destacou um elemento-chave frequentemente subestimado: o impacto potencial da política comercial. Segundo as suas declarações, a eliminação das tarifas alfandegárias poderia contribuir para devolver rapidamente a inflação à meta de 2 %. Esta perspetiva revela como os instrumentos não monetários influenciam a trajetória dos preços.