Recentemente, o mercado de criptomoedas sofreu uma correção significativa, com o preço do Bitcoin a recuar do seu pico de 2025. Muitos investidores questionam-se: o mercado de alta das criptomoedas realmente terminou? A bull run iniciada no final de 2020 será já um capítulo encerrado? Este artigo irá explorar profundamente, através de dados atuais de mercado, opiniões de instituições de autoridade, evolução do ciclo macroeconómico, entre outros aspetos, uma análise clara das perspetivas do mercado em 2026.
Dados atuais do mercado: correção de curto prazo e o panorama de longo prazo
Antes de analisar o ciclo, vamos primeiro avaliar o pulso mais recente do mercado. Segundo os dados do Gate, até 4 de fevereiro de 2026, o desempenho dos principais ativos de criptomoedas foi o seguinte:
Bitcoin (BTC): preço de $76.476,1, uma queda de 2,97% nas últimas 24 horas. A sua capitalização de mercado atinge $1,56T, representando 56,80% do mercado total de criptomoedas. Apesar da correção, a sua posição como âncora do mercado mantém-se firme.
Ethereum (ETH): preço de $2.275,31, uma queda de 3,03% nas últimas 24 horas. Como base para contratos inteligentes e ecossistema de aplicações descentralizadas, a sua capitalização de mercado de $353,69B reflete o reconhecimento do mercado pelo seu valor fundamental.
Solana (SOL): preço de $98,25, com uma variação de -6,17% nas últimas 24 horas. O ecossistema de blockchain de alto desempenho continua a evoluir, apresentando uma volatilidade relativamente elevada a curto prazo.
GateToken (GT): o token do ecossistema da plataforma Gate tem atualmente o preço de $8,16, com uma capitalização de mercado de $880,16M. A sua volatilidade de preço está estreitamente relacionada com o desenvolvimento da plataforma e o sentimento geral do mercado.
Estes dados indicam que o mercado está a passar por uma correção geral de curto prazo. No entanto, a volatilidade diária não é suficiente para definir uma mudança de ciclo de mercado de alta para baixa. A verdadeira avaliação do ciclo exige uma análise mais profunda das mudanças estruturais subjacentes.
O debate do ciclo: narrativa tradicional falha, “superciclo” à vista
Quanto à questão “o mercado de alta terminou?”, uma das vozes mais influentes no mercado vem da gestora de ativos global Fidelity. No seu relatório “Perspetivas do Mercado de Criptomoedas em 2026”, a Fidelity apresenta uma visão que desafia a perceção tradicional: o mercado de criptomoedas poderá estar a despedir-se do ciclo de “quatro anos de halving” que vigorou na última década, entrando numa fase potencialmente de “superciclo” que poderá durar vários anos.
Desafios à narrativa do ciclo tradicional: o histórico do preço do Bitcoin seguiu aproximadamente um ciclo de quatro anos (picos em 2013, 2017, 2021). Segundo este roteiro, estaríamos atualmente a cerca de quatro anos do último pico, e uma correção recente poderia ser interpretada como sinal de início de um mercado de baixa. Contudo, a Fidelity aponta que, se o ciclo de quatro anos ainda fosse válido, o mercado já teria atingido uma nova máxima nesta fase e entrado numa profunda correção de baixa, o que não aconteceu.
Os motores do “superciclo”: a Fidelity acredita que a força motriz de um potencial “superciclo” reside numa revolução paradigmática na procura, incluindo:
Reservas soberanas: desde 2025, países como os Estados Unidos, Quirguistão, entre outros, têm integrado ativos digitais nas suas reservas estratégicas, com países como o Brasil a avançar com projetos de lei relacionados. Isto cria uma procura adicional massiva e estável por Bitcoin.
Alocação de ativos empresariais: até novembro de 2025, mais de 100 empresas cotadas globalmente tinham criptomoedas nos seus balanços. Este fenómeno, que começou com casos isolados, evoluiu para uma tendência global, formando um forte motor de procura secundária.
De forma semelhante, o especialista macroeconómico Raoul Pal partilha de uma visão semelhante. Ele acredita que o ciclo que impulsiona o mercado não é o halving do Bitcoin, mas sim um ciclo de aproximadamente 5,4 anos, impulsionado por forças macroeconómicas como o vencimento de dívidas globais. Ele prevê que o pico deste ciclo acontecerá no final de 2026.
Perspetivas do mercado em 2026: divergências, evolução e lições de investimento
Ao entrar em 2026, o consenso do mercado é que a narrativa de ciclo único tradicional está a perder força, e a estrutura do mercado será mais complexa. As principais divergências e tendências incluem:
Institucionalização e “blue chips”: o capital poderá concentrar-se mais em ativos com fundamentos sólidos e ampla adoção, como Bitcoin e Ethereum, dificultando a ocorrência de uma “temporada de altcoins” generalizada. A volatilidade do mercado poderá diminuir à medida que a participação institucional aumenta, aproximando-se de ativos mais maduros.
Riscos de curto prazo e narrativa de longo prazo: o relatório da Fidelity também alerta que, embora a institucionalização traga uma procura de longo prazo, ela também introduz novos riscos. Por exemplo, em mercados de baixa, as empresas podem vender ativos para satisfazer necessidades de liquidez, agravando a pressão de queda. Para os traders de curto prazo, o mercado continuará a ser altamente volátil e incerto.
Conclusão: fim ou novo começo?
Voltando à questão inicial: o mercado de alta das criptomoedas terminou mesmo? Com base nas informações atuais, uma resposta mais neutra seria: o ciclo de mercado tradicional, iniciado em 2020, impulsionado por liquidez e entusiasmo de retalho, pode estar a chegar ao fim; mas, ao mesmo tempo, um novo ciclo, impulsionado por reservas soberanas, balanços empresariais e uma lógica macroeconómica mais profunda, possivelmente mais longo e estruturalmente diferente, — o “superciclo” — pode estar a começar.
Para os investidores, isto significa:
Curto prazo: o mercado poderá continuar a oscilar, sendo importante gerir o risco de volatilidade.
Longo prazo: as criptomoedas, especialmente o Bitcoin, reforçam a narrativa de “ouro digital” e reserva de valor, devido à aceitação por países e instituições. Como refere a Fidelity, “se considerares o Bitcoin como uma reserva de valor, nunca estarás realmente ‘tarde’”.
Por fim, o mercado dará uma resposta mais clara em 2026. Na encruzilhada do ciclo, os investidores devem focar-se na essência: compreender o valor fundamental dos ativos, e tomar decisões prudentes de acordo com o seu perfil de risco e horizonte de investimento.
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O mercado de criptomoedas está realmente a terminar? Análise aprofundada do ciclo e das tendências do mercado em 2026
Recentemente, o mercado de criptomoedas sofreu uma correção significativa, com o preço do Bitcoin a recuar do seu pico de 2025. Muitos investidores questionam-se: o mercado de alta das criptomoedas realmente terminou? A bull run iniciada no final de 2020 será já um capítulo encerrado? Este artigo irá explorar profundamente, através de dados atuais de mercado, opiniões de instituições de autoridade, evolução do ciclo macroeconómico, entre outros aspetos, uma análise clara das perspetivas do mercado em 2026.
Dados atuais do mercado: correção de curto prazo e o panorama de longo prazo
Antes de analisar o ciclo, vamos primeiro avaliar o pulso mais recente do mercado. Segundo os dados do Gate, até 4 de fevereiro de 2026, o desempenho dos principais ativos de criptomoedas foi o seguinte:
Estes dados indicam que o mercado está a passar por uma correção geral de curto prazo. No entanto, a volatilidade diária não é suficiente para definir uma mudança de ciclo de mercado de alta para baixa. A verdadeira avaliação do ciclo exige uma análise mais profunda das mudanças estruturais subjacentes.
O debate do ciclo: narrativa tradicional falha, “superciclo” à vista
Quanto à questão “o mercado de alta terminou?”, uma das vozes mais influentes no mercado vem da gestora de ativos global Fidelity. No seu relatório “Perspetivas do Mercado de Criptomoedas em 2026”, a Fidelity apresenta uma visão que desafia a perceção tradicional: o mercado de criptomoedas poderá estar a despedir-se do ciclo de “quatro anos de halving” que vigorou na última década, entrando numa fase potencialmente de “superciclo” que poderá durar vários anos.
De forma semelhante, o especialista macroeconómico Raoul Pal partilha de uma visão semelhante. Ele acredita que o ciclo que impulsiona o mercado não é o halving do Bitcoin, mas sim um ciclo de aproximadamente 5,4 anos, impulsionado por forças macroeconómicas como o vencimento de dívidas globais. Ele prevê que o pico deste ciclo acontecerá no final de 2026.
Perspetivas do mercado em 2026: divergências, evolução e lições de investimento
Ao entrar em 2026, o consenso do mercado é que a narrativa de ciclo único tradicional está a perder força, e a estrutura do mercado será mais complexa. As principais divergências e tendências incluem:
Conclusão: fim ou novo começo?
Voltando à questão inicial: o mercado de alta das criptomoedas terminou mesmo? Com base nas informações atuais, uma resposta mais neutra seria: o ciclo de mercado tradicional, iniciado em 2020, impulsionado por liquidez e entusiasmo de retalho, pode estar a chegar ao fim; mas, ao mesmo tempo, um novo ciclo, impulsionado por reservas soberanas, balanços empresariais e uma lógica macroeconómica mais profunda, possivelmente mais longo e estruturalmente diferente, — o “superciclo” — pode estar a começar.
Para os investidores, isto significa:
Por fim, o mercado dará uma resposta mais clara em 2026. Na encruzilhada do ciclo, os investidores devem focar-se na essência: compreender o valor fundamental dos ativos, e tomar decisões prudentes de acordo com o seu perfil de risco e horizonte de investimento.