Troca de custódia: um novo paradigma para armazenamento seguro de ativos criptográficos e negociações eficientes

robot
Geração de resumo em curso

Naquela manhã, uma empresa tradicional de gestão de ativos decidiu alocar 1% do seu balanço patrimonial em Bitcoin, enfrentando o primeiro problema que não era “qual comprar”, mas sim “onde guardar”. Eles não confiavam em carteiras quentes de uma única bolsa e também não podiam suportar armazenamento offline completamente desconectado da liquidez do mercado. Essa contradição impulsionou o surgimento das Câmaras de Custódia de Troca (Custody Exchange) — que deixaram de ser apenas uma questão de armazenamento ou de troca, para se tornarem uma solução que integra segurança de nível institucional com execução de operações sem falhas.

Mudanças de época: de troca para custódia como base

O mercado de criptomoedas está passando por uma mudança de paradigma profunda. O modelo de crescimento impulsionado por traders individuais, que predominou nos primeiros anos, está sendo gradualmente substituído por um fluxo maciço e sistemático de fundos institucionais. Com a evolução da estrutura de mercado, “custódia” deixou de ser uma questão técnica de fundo para se tornar o núcleo estratégico da competição no setor. Analistas do setor apontam que, quando os fundos tradicionais entram na cadeia de blocos, geralmente não vão diretamente para a blockchain pública ou para as exchanges, mas passam por instituições de custódia especializadas, garantindo a segurança dos fundos. Essa mudança é impulsionada pelo efeito de escala: quem controla a maior quantidade de fundos, domina o mercado.

Ao observar as ações das principais empresas do setor, percebe-se que o modelo de negócio central das exchanges está passando por uma transformação radical. Os futuros de crescimento não se limitam mais às taxas de transação, mas se expandem para receitas de assinaturas de membros, serviços de custódia, pagamentos, produtos de rendimento, entre outros. O que é importante notar é que essa transformação é apoiada por dados. Nos últimos cinco anos, algumas das principais exchanges viram suas receitas não relacionadas a transações crescerem cerca de 13 vezes, passando de 3% do total de receitas em 2021 para 39% no terceiro trimestre de 2025. Com a desaceleração do volume de negociações em CEXs, a expansão de negócios não relacionados a transações, como custódia, staking e produtos de rendimento, tornou-se uma estratégia de interesse para instituições financeiras tradicionais (TradFi).

Análise de modelos: caminhos duais de custódia de exchanges e de terceiros

A escolha de armazenamento de ativos digitais, em essência, envolve um trade-off entre “conveniência” e “segurança”, dois valores centrais. Atualmente, existem dois principais modelos de custódia no mercado: a custódia por exchanges e a custódia especializada por terceiros, sendo essa distinção especialmente importante para investidores institucionais.

A custódia por exchanges geralmente significa armazenar os ativos nas carteiras internas da plataforma de negociação. A maior vantagem desse modelo é a experiência de negociação integrada e uma alta conveniência operacional, permitindo que os usuários participem do mercado sem transferir ativos com frequência. Essa conveniência, porém, traz riscos potenciais. Como os usuários não controlam diretamente as chaves privadas, dependem da solvência e da segurança da exchange. Além disso, como os ativos dos clientes geralmente estão misturados com os ativos da própria exchange, há risco de contraparte.

Por outro lado, a custódia especializada de terceiros oferece uma solução de proteção de ativos independente e regulada. Esses serviços normalmente utilizam estruturas de contas segregadas, armazenamento frio, assinaturas múltiplas ou computação multipartidária (MPC), além de controles, auditorias e conformidade de nível institucional. Dados de mercado indicam que o valor de ETFs de Bitcoin detidos por investidores institucionais atingiu US$ 27,4 bilhões, um aumento de 114% em relação ao trimestre anterior, demonstrando uma adoção acelerada por parte dessas instituições. A maioria dessas organizações prefere optar por soluções de custódia de terceiros.

Necessidades institucionais: equilíbrio entre conformidade, segurança e eficiência operacional

Para fundos de pensão, hedge funds, escritórios familiares e tesourarias corporativas, a escolha de uma solução de custódia de ativos digitais apresenta uma matriz de necessidades mais complexa do que para investidores individuais. Essas instituições precisam equilibrar três dimensões essenciais.

A conformidade regulatória é uma barreira de entrada. Autoridades reguladoras, como a Comissão de Valores Mobiliários de Hong Kong (SFC), já emitiram diretrizes claras para a custódia de ativos virtuais, enfatizando a necessidade de gestores de alto nível responsáveis pela custódia e de sistemas eficazes de políticas, procedimentos e controles internos.

A segurança deixou de ser apenas um desafio técnico e passou a envolver riscos sistêmicos. As autoridades recomendam o uso de infraestrutura de carteiras frias e módulos de segurança de hardware (HSM), além de uma rigorosa avaliação de provedores de serviços terceirizados. Em 2024, perdas causadas por ataques cibernéticos no setor de criptomoedas atingiram US$ 2,2 bilhões, destacando a importância de medidas de segurança robustas.

A eficiência operacional impacta diretamente nos custos de capital e na execução de estratégias. Soluções de custódia eficientes devem integrar funções de execução de negociações, staking, empréstimos e liquidação, eliminando a necessidade de transferências frequentes entre plataformas diferentes.

Dados de mercado indicam que o mercado de serviços de custódia de criptomoedas deve crescer a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 20,7% entre 2023 e 2028. Essa expansão é impulsionada, em grande parte, pela demanda de instituições por soluções seguras de armazenamento.

Tendências de mercado: onda de ETFs e desafios na centralização da custódia

Após a aprovação, em 2025, dos padrões de listagem de produtos de negociação de criptomoedas pela SEC, prevê-se que, em 2026, mais de 100 ETFs relacionados a criptomoedas sejam lançados. Essa tendência está mudando profundamente o cenário da custódia e seus desafios. Os ETFs de Bitcoin já se tornaram uma via importante para adoção institucional. Até o terceiro trimestre de 2025, o volume de ativos sob custódia da Coinbase atingiu US$ 300 bilhões, demonstrando a demanda significativa por custódia de nível institucional. Esse crescimento também traz riscos de concentração de mercado. Atualmente, a Coinbase detém a maior parte dos ativos de ETFs de criptomoedas, com uma fatia de 85% do mercado global de ETFs de Bitcoin. Essa alta concentração levanta preocupações sobre riscos de ponto único de falha.

As instituições financeiras tradicionais estão entrando rapidamente na disputa. O U.S. Bank reativou seu programa de custódia de Bitcoin para instituições, enquanto o Citigroup e o State Street também exploram parcerias para custódia de ETFs de criptomoedas. Esses novos entrantes costumam destacar a “diversificação de ativos” e a “redução do risco de contraparte” como diferenciais de mercado. Produtos emergentes, como ETFs de staking na Solana, representam a evolução dos serviços de custódia. Esses produtos não apenas oferecem armazenamento básico, mas também fornecem serviços especializados de staking, criando novas fontes de receita para os provedores de custódia.

Perspectivas futuras: visão de Gate para uma troca de custódia integrada

Diante da transformação do setor de “plataformas de negociação” para “infraestrutura financeira”, as principais exchanges estão redefinindo seus papéis. No futuro, uma solução de troca de custódia bem-sucedida deverá integrar profundamente segurança, negociação flexível e serviços financeiros de valor agregado, formando um ecossistema completo. Os clientes institucionais demandam cada vez mais segurança e conformidade. Eles não buscam apenas armazenamento seguro, mas também soluções de custódia compatíveis com padrões regulatórios internacionais, para enfrentar o ambiente regulatório global em constante mudança. Especialmente para instituições que gerenciam capital externo, a preferência costuma ser por custódia de terceiros regulada, para atender a requisitos de conformidade, governança e auditoria.

Com o surgimento de gestores de ativos digitais (DATs) e outras novas instituições, plataformas avançadas de troca de custódia estão desenvolvendo soluções específicas. Essas instituições estão migrando de uma postura passiva de manter moedas para uma postura ativa de “banco on-chain”, obtendo rendimentos adicionais por meio de staking e re-staking. Diante da volatilidade do mercado, a flexibilidade na troca de custódia torna-se essencial. Por exemplo, com Bitcoin, dados de 4 de fevereiro de 2026 mostram que, após atingir US$ 114.000, o preço recuou para US$ 76.465,1, com uma variação de -2,96% em 24 horas, mantendo um valor de mercado de US$ 1,56 trilhão. Essa alta volatilidade exige que as soluções de custódia tenham capacidade de alocação de ativos flexível.

Com a tokenização de ativos do mundo real (RWA), espera-se que, até 2026, o mercado ultrapasse US$ 500 bilhões. Isso ampliará ainda mais os tipos de ativos que as plataformas de troca de custódia podem gerenciar, exigindo uma capacidade de custódia integrada para diferentes classes de ativos.

Quando investidores profissionais avaliam o mercado de criptomoedas, seu foco não se limita às oscilações diárias de preço, mas também às infraestruturas de mercado mais profundas. De Hong Kong à Wall Street, as discussões sobre custódia de ativos digitais estão mudando silenciosamente. Os US$ 300 bilhões sob custódia da Coinbase funcionam como um farol, destacando o potencial de uma custódia profissional e também revelando os riscos de uma dependência de um único centro. Com os planos de custódia de bancos tradicionais sendo reativados, as portas do cofre do mundo cripto estão se abrindo para um público mais amplo de investidores institucionais.

BTC-3,06%
SOL-5,38%
RWA-8,72%
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
  • Recompensa
  • Comentar
  • Republicar
  • Partilhar
Comentar
0/400
Nenhum comentário
  • Fixar

Negocie cripto em qualquer lugar e a qualquer hora
qrCode
Digitalizar para transferir a aplicação Gate
Novidades
Português (Portugal)
  • 简体中文
  • English
  • Tiếng Việt
  • 繁體中文
  • Español
  • Русский
  • Français (Afrique)
  • Português (Portugal)
  • Bahasa Indonesia
  • 日本語
  • بالعربية
  • Українська
  • Português (Brasil)