Resumo de mercado de 26 de março: Irã rejeita proposta de cessar-fogo dos EUA, apresenta estratégia inusitada de "Ormuz pela paz", mercado fica em suspenso aguardando próximo passo de Trump

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Geração de resumo em curso

Autor: Deep潮 TechFlow

Ações dos EUA: Wall Street aprendeu a dançar ao som dos tiros

Na quarta-feira, as ações dos EUA realizaram a segunda recuperação da semana.

O Dow subiu 305 pontos (+0,66%), fechando em 46.429; o S&P 500 aumentou 0,54%, encerrando em 6.591; o Nasdaq subiu 0,77%, fechando em 21.929. O impulso ainda vinha do plano de cessar-fogo de 15 pontos, divulgado inicialmente pelo The New York Times, que revelou que os EUA enviaram uma proposta de cessar-fogo ao Irã via Paquistão. O mercado reagiu imediatamente com compras, o preço do petróleo caiu, e todos os setores (exceto energia) avançaram juntos.

Porém, essa recuperação é frágil.

No mesmo dia, a mídia oficial do Irã declarou claramente: rejeitam o plano de cessar-fogo dos EUA. O Irã apresentou uma contraproposta de cinco pontos, uma delas desmistificando a esperança do mercado, exigindo que os EUA reconheçam a soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz. Isso é um aviso: o fim da guerra está muito mais distante do que o mercado imagina.

Ao mesmo tempo, o Irã continuou a atacar Israel e países do Golfo, com o aeroporto internacional do Kuwait sendo atingido por drones, causando incêndios. Os EUA reforçaram sua presença no Oriente Médio, enviando a 82ª Divisão Aerotransportada e mais tropas da marinha.

Assim, na quarta-feira, Wall Street assistiu a uma peça absurda: o Irã está em guerra, e o mercado sobe.

Essa contradição revela a lógica atual do mercado: os investidores não tentam prever o desfecho da guerra, apenas acompanham o aumento das narrativas de cessar-fogo. Enquanto a notícia de cessar-fogo circula, as ações sobem. Quando a esperança diminui, elas caem. Assim, o movimento é de vai-e-volta.

No setor, a formação na quarta-feira foi relativamente uniforme: a melhora na expectativa de cessar-fogo favoreceu as taxas de juros, que caíram junto com o petróleo, beneficiando ativos sensíveis à taxa. Setores financeiro, industrial e de consumo discricionário lideraram, enquanto o setor de energia foi pressionado pela queda do petróleo, limitando seu avanço.

No nível das ações, duas tendências merecem destaque.

Primeiro, On Holding despencou 11,6%, com o CEO Martin Hoffmann anunciando sua saída. A empresa suíça de tênis de alta qualidade, que vende produtos de luxo, viu sua lógica de mercado se desmoronar sob a sombra da guerra.

Segundo, JetBlue disparou cerca de 18%, após a Semafor reportar que a companhia aérea está negociando com consultores uma possível fusão com concorrentes, reacendendo o otimismo de recomposição de posições vendidas. As ações da Alphabet e Meta permaneceram relativamente estáveis após a decisão do júri de condenar ambas por “vício em redes sociais” (condenando-as a pagar 3 milhões de dólares), com leve queda de 0,2% e leve alta de 0,3%, respectivamente — o mercado acredita que o impacto direto dessa ação é limitado.

No aspecto técnico, o S&P 500 ainda está abaixo da média móvel de 200 dias (cerca de 6.624), perto de 6.600. A pequena recuperação de quarta-feira levou o índice a 6.591, bem próximo de recuperar essa média, mas sem conseguir ultrapassá-la. Essa linha é uma barreira crucial para a confiança do mercado: sem ultrapassá-la, a recuperação é questionável.

Preço do petróleo e ouro: a linha dos 100 dólares virou novo campo de batalha, o ouro se recupera silenciosamente

Preço do petróleo: a questão da soberania do Estreito de Ormuz mantém o preço do petróleo acima de 100 dólares por barril por tempo indeterminado.

O WTI fechou quarta-feira em 90,32 dólares, queda de 2,2%; o Brent caiu 2,17%, fechando em 102,22 dólares.

Esse nível é intrigante. O Brent acabou de romper a barreira de 100 dólares e voltou a subir, como se essa linha tivesse uma força de atração. No último mês, o Brent oscilou violentamente entre 99 e 112 dólares, com cada notícia de cessar-fogo levando o preço abaixo de 100, e cada escalada de conflito fazendo-o subir acima de 110. Atualmente, em 102 dólares, o mercado parece estar em um equilíbrio entre negociações e confrontos.

Porém, a contraproposta de cinco pontos do Irã pode romper esse equilíbrio a qualquer momento. O Irã não busca apenas um cessar-fogo, mas usar esse acordo para garantir controle de longo prazo sobre o Estreito de Ormuz. Isso significa que, mesmo que um acordo seja assinado futuramente, o risco geopolítico do Estreito continuará a agregar um prêmio ao petróleo. O “prêmio de guerra” no preço do petróleo pode se tornar mais duradouro e institucionalizado.

Ouro: a ruptura na cadeia do petróleo é o oxigênio do ouro

O ouro subiu durante a quarta-feira, atingindo cerca de 4.547 dólares por onça, continuando a alta de terça-feira.

A lógica é uma cadeia: queda do petróleo → redução das expectativas de inflação → queda na rentabilidade dos títulos do Tesouro dos EUA → enfraquecimento do dólar → alívio na pressão sobre o ouro → retomada do otimismo de compra. Além disso, a melhora na expectativa de cessar-fogo aumenta a possibilidade de cortes de juros futuros, impulsionando ainda mais o ouro.

A prata também se fortaleceu, e a relação ouro/prata começa a retornar ao normal. Nas últimas semanas, a prata caiu mais que o ouro devido ao impacto do petróleo, mas essa recuperação indica que o período de pânico pode estar passando.

Criptomoedas: Bitcoin atinge 71.600 dólares, entrada contínua de ETFs reforça narrativa

Na quarta-feira, o mercado de criptomoedas teve um dia mais tranquilo nas últimas semanas.

O Bitcoin atingiu um pico de 71.669 dólares, com alta de mais de 1,5% no dia, consolidando-se acima da linha psicológica de 70.000 dólares. O Ethereum também subiu, e o sentimento geral do mercado começou a se recuperar da extrema pessimismo da semana passada (índice de 25), voltando a uma postura mais neutra.

A lógica dessa recuperação é semelhante às últimas duas dias: queda do petróleo → redução das expectativas de inflação → reavivamento das expectativas de cortes de juros → benefício geral para ativos de risco → o Bitcoin, como amplificador do prêmio de risco, obteve ganhos extras.

No lado institucional, o fluxo de fundos em ETFs é a variável mais importante a acompanhar. A Bernstein, há uma semana, afirmou que o fundo do mercado já havia sido atingido, destacando que os ETFs de ações físicas passaram de saída líquida para entrada líquida contínua. A estratégia de manter posições inalteradas continua sendo o maior colchão de segurança para os investidores de longo prazo. Juntos, esses fatores formam uma “piso institucional” ao redor de 70.000 dólares para o Bitcoin.

A semana passada, o evento envolvendo a Circle (CRCL), que prejudicou o mercado de criptomoedas, teve uma novidade: o projeto de lei de “clareza sobre stablecoins”, que proíbe plataformas de oferecerem rendimentos com stablecoins, gerou debates intensos no Congresso, com incertezas sobre o prazo de aprovação e o texto final. A Coinbase também aguarda o desfecho dessa disputa legislativa. O mercado acredita que a versão final buscará um compromisso entre “interesses bancários” e “inovação em criptomoedas”, mas, até lá, essa é uma espada pendurada.

O principal teste técnico do Bitcoin agora é a resistência de 75.000 dólares. Superar esse nível significaria que a queda de março foi uma “correção excessiva causada pelo impacto da guerra”; não segurar os 70.000 dólares colocaria em risco toda a narrativa de recuperação.

Resumo de hoje: Irã rejeitou o plano de 15 pontos, mas o mercado subiu — quanto tempo essa lógica de preço aguenta?

26 de março (quinta-feira), o mercado está digerindo um sinal altamente contraditório:

Ações dos EUA: Na quarta-feira, o Dow subiu 305 pontos, fechando em 46.429; o S&P aumentou 0,54%, encerrando em 6.591; duas sessões de recuperação, mas sem recuperar a média móvel de 200 dias. Wall Street mantém sinais vitais sob a “expectativa de cessar-fogo”, mas ninguém encara seriamente o fato de o Irã já ter rejeitado publicamente a paz.

Preço do petróleo/ouro: WTI fechou em 90,32 dólares (-2,2%), Brent em 102,22 dólares (-2,17%); ouro se recupera para cerca de 4.547 dólares, impulsionado pela flexibilização na cadeia inflacionária.

Criptomoedas: Bitcoin atingiu 71.669 dólares, ETFs continuam a entrar, formando uma base institucional, mas a legislação sobre stablecoins ainda pendente.

O mercado agora se pergunta: a contraproposta de cinco pontos do Irã é uma oferta de negociação ou a resposta final?

Se for uma oferta inicial, ainda há espaço para negociações, o “acordo de cessar-fogo” pode continuar, o petróleo deve recuar, e as ações podem romper a 200 dias. Se for a resposta final — o Irã realmente quer a soberania do Estreito de Ormuz — então essa guerra não terá uma saída próxima, e a recuperação atual é apenas uma última onda de lucros com rumores de cessar-fogo.

Pelo menos hoje, uma coisa está clara: o mercado está cada vez mais resistente à narrativa de guerra — mas essa resistência é alimentada por otimismo, que, se for abalado, pode fazer o mercado cair mais rápido do que qualquer um imagina.

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