Tá acontecendo algo interessante no mercado de títulos no Japão. A SBI Holdings acaba de anunciar um plano para emitir títulos onchain no valor de aproximadamente US$ 65 milhões, pagos em XRP. Não é um movimento isolado, não. Parece que as grandes casas de valores japonesas estão realmente entrando nessa onda de tokenização.



Os detalhes do programa da SBI são bem específicos. Os títulos vão render entre 1,85% e 2,45% de juros fixos, pagos semestralmente. Além disso, cada investidor recebe US$ 1,29 em XRP para cada US$ 645 em títulos que possui. A emissão foi planejada para março e os títulos vencem no início de 2029. Aqui entra um detalhe importante: o Mizuho Bank vai atuar como administrador desses títulos e gestor de registros.

O Mizuho Bank é um player sério nesse espaço. Sua participação nessa estrutura mostra como os bancos tradicionais estão se posicionando nesse novo mercado de ativos tokenizados.

Para contexto, o Mitsubishi UFJ Financial Group, um dos maiores grupos financeiros do mundo com capitalização de mercado de US$ 226 bilhões, já tinha anunciado sua entrada no setor no ano passado. A Nomura, rival direto da SBI, já começou sua jornada com uma emissão de títulos de US$ 52 milhões para gestores de fundos de capital de risco. Agora é a vez da SBI com essa oferta focada em investidores varejistas.

A SBI não está brincando com XRP. O CEO Yoshitaka Kitao admitiu recentemente que a empresa possui 9% da Ripple Labs. Além disso, a SBI começou a pagar seus jogadores de e-sports em XRP lá em 2020 e oferece dividendos em XRP aos acionistas desde então. Já foram seis pagamentos até agora.

Essa emissão vai rodar pela plataforma ibet for Fin, desenvolvida pela startup Boostry. A mesma plataforma que a Nomura usou em sua oferta de dezembro de 2025. Detalhe importante: apenas titulares de conta na SBI VC Trade, a subsidiária de exchange de criptomoedas da empresa, terão direito ao programa de recompensas em XRP.

E não é só no Japão que isso está rolando. Grandes players financeiros europeus estão fazendo movimentos semelhantes. A BlackRock e a Franklin Templeton já começaram suas próprias jornadas de tokenização usando redes como Ethereum, Arbitrum e Avalanche para tokenizar fundos. Até empresas bancárias francesas estão emitindo ações tokenizadas de fundos de mercado monetário via Ethereum.

O cenário que especialistas como o Boston Consulting Group vêm discutindo é de crescimento exponencial para produtos financeiros tokenizados no médio prazo. Alguns defendem um cenário onde o mercado poderia chegar a US$ 68 trilhões até 2030. O que a SBI e outras instituições estão fazendo agora é justamente testar e consolidar as estruturas que vão sustentar esse crescimento.
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