Recentemente, observo uma tendência interessante no mapa do crescimento económico mundial. Acontece que os países que mais crescem em 2025 não eram propriamente onde esperávamos tradicionalmente. A África dominou o ranking, e isso é realmente digno de atenção.



Começou com o Sudão do Sul a disparar com um crescimento do PIB de 27,2%, tornando-se líder mundial. Como o país mais jovem do mundo, enfrentou durante anos problemas políticos graves e falta de infraestrutura, mas os recentes acordos de paz abriram novas possibilidades. O setor petrolífero é o seu principal motor de crescimento, embora as perspetivas sejam muito mais promissoras do que antes.

Mas o Sudão do Sul é apenas o começo. Quando analisei mais de perto os dados, percebi que os países que mais crescem são em grande parte economias africanas. Líbia com 13,7%, Senegal com 9,3%, Sudão com 8,3%, Uganda com 7,5% e Níger com 7,3% — todos estão entre os dez primeiros. Seis países do continente africano estão na frente do crescimento mundial. Isto mostra como os recursos naturais impulsionam fortemente estas economias.

Claro que o petróleo e os minerais são essenciais aqui. Mas não é só isso. Também observo outros padrões — o Senegal faz progressos graças às descobertas de gás offshore e a uma política favorável aos negócios. Uganda investe em infraestrutura e aproveita os recursos petrolíferos na Bacia do Albert. O Níger complementa o crescimento com urânio e uma melhoria no comércio regional. Estes já não são apenas países dependentes do petróleo — a transformação é real.

Fora da África, a Guiana ficou em segundo lugar com 14,4% de crescimento. Uma história semelhante — o boom petrolífero mudou o jogo para este país. Em vez de depender apenas do açúcar, do arroz e do ouro, agora investe em energia renovável e hidroelétrico. Empresas internacionais trouxeram enormes investimentos diretos, e a Guiana soube aproveitá-los com habilidade.

A RAE de Macau, na Ásia, registou um crescimento de 7,3%, apoiado na indústria de jogos e turismo. É um modelo mais tradicional, mas que funciona. O Butão, por sua vez, chama-me mais a atenção — 7,2% de crescimento graças à energia hidroelétrica e às exportações para a Índia. Isto mostra que os países que mais crescem não precisam de ser ricos em petróleo. Podem ser países que utilizam de forma inteligente os seus recursos naturais, seja água, minerais ou turismo.

O que me impressiona nesta história? Estes países que mais crescem frequentemente tiveram acesso a novos recursos ou implementaram reformas económicas reais. O Sudão trabalha num plano de reformas, o Senegal tem uma estratégia de industrialização e digitalização, Uganda simplifica regulamentos e reduz a burocracia. Estes não são crescimentos aleatórios — são resultado de decisões políticas concretas e de investimentos.

Vale a pena acompanhar estas tendências, pois mostram onde podem surgir próximas oportunidades económicas. A África já não é uma margem da economia mundial — é uma região dinâmica, e os países que mais crescem neste continente são prova de que a transformação está em curso.
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