O Supremo Tribunal Popular da China realizou hoje uma conferência de imprensa, na qual o chefe do Tribunal Penal nº 3, Wang Bin, afirmou claramente que o próximo passo será concentrar-se na repressão de crimes relacionados com o uso de criptomoedas e casas de câmbio clandestinas para lavagem de dinheiro, aumentando também a severidade das penas patrimoniais para impedir que os criminosos obtenham lucros económicos.
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Hoje, Wang Bin, chefe do Tribunal Penal nº 3 do Supremo Tribunal Popular, durante a conferência de imprensa sobre a “Situação do combate judicial às fraudes telefónicas e online e crimes patrimoniais” realizada pelo Tribunal Supremo, afirmou que o foco do próximo combate judicial será dirigido aos principais membros de grupos criminosos, membros-chave, financiadores de fraudes eletrónicas, líderes de organizações de tráfico e organizações que oferecem proteção armada para crimes transfronteiriços de fraude eletrónica.
De particular interesse para a indústria de criptomoedas, Wang Bin destacou especialmente os crimes relacionados com lavagem de dinheiro através de criptomoedas e casas de câmbio clandestinas, bem como crimes violentos como homicídio, agressão intencional e sequestro durante os processos de fraude eletrónica, que serão prioridades na próxima fase de repressão.
Wang Bin acrescentou que o Tribunal Popular aumentará a aplicação de penas patrimoniais contra criminosos de fraudes eletrónicas, com o princípio fundamental de “não permitir que os criminosos obtenham lucros económicos”. Especificamente, o tribunal incentivará os envolvidos em crimes de “duas cartas” (cartões telefónicos e bancários) a compensar voluntariamente as vítimas, considerando a devolução de bens roubados ou compensações como fatores que atenuam a pena e demonstram arrependimento.
Para criminosos capazes, mas que se recusam a devolver bens roubados, o tribunal aplicará punições severas. Isto significa que criminosos que transferem fundos roubados através de criptomoedas, mesmo que os ativos tenham sido convertidos em criptomoedas, poderão enfrentar ações de confisco e penas mais rigorosas.
Na realidade, as autoridades judiciais chinesas têm intensificado nos últimos anos a repressão à lavagem de dinheiro com criptomoedas. Em agosto de 2024, o Tribunal Supremo e a Procuradoria Geral emitiram uma interpretação judicial que incluiu explicitamente a “troca de ativos virtuais” como uma das formas de lavagem de dinheiro. Segundo dados da Procuradoria, desde 2024, 3.032 pessoas foram processadas por crimes de lavagem de dinheiro envolvendo transferências de lucros ilícitos através de criptomoedas.
À medida que os grupos de fraudes telefónicas dependem cada vez mais de stablecoins como USDT para transferências transfronteiriças de fundos, as criptomoedas tornaram-se um “principal canal” de lavagem de dinheiro, além das casas de câmbio clandestinas. A recente menção do Tribunal Supremo na conferência demonstra o alto grau de atenção do sistema judicial chinês ao papel das criptoativos no fluxo ilegal de fundos.
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