De acordo com relatórios recentes, a Nubank está a perseguir estrategicamente a aquisição de um pequeno banco no Brasil, impulsionada por novas restrições regulatórias que proíbem as fintechs de utilizarem nomes relacionados a bancos sem uma licença bancária oficial. Como alternativa, a empresa também poderia procurar obter uma licença bancária direta para cumprir esses requisitos regulatórios.
Os Factos
A Nubank, uma das maiores fintechs da Latam, considera adquirir um pequeno banco para cumprir as recentes regulamentações brasileiras.
De acordo com relatórios divulgados na semana passada, a empresa, que já atingiu mais de 110 milhões de clientes na Latam, estaria a enfrentar maior supervisão por parte dos reguladores devido ao seu nome.
Novas regulamentações aprovadas em novembro proíbem as fintechs de terem nomes que sugiram a possibilidade de serem bancos reais, uma medida que afeta a Nubank, que não possui uma licença bancária.
A empresa já está a procurar adquirir um pequeno banco para absorver a sua licença bancária, e adquirir um com dívidas poderia beneficiar a posição fiscal da empresa. No entanto, a Nubank também poderia iniciar o processo de obtenção de uma licença bancária, um procedimento que poderia ser dispendioso e demorado para a empresa.

Banco Digimais S.A., uma instituição financeira, estaria na mira da Nubank, segundo fontes anónimas.
Assim como empresas similares que operam no Brasil, a Nubank aproveitou o quadro regulatório inovador das fintechs no Brasil, permitindo-lhe emitir cartões de crédito e débito. No entanto, o Banco Central agora reforçou as suas regras, aumentando os requisitos de capital para empresas semelhantes.
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Por que é relevante
A medida pode afetar fintechs semelhantes no Brasil, deixando-as sem opção senão adquirir uma licença bancária ou alterar os seus nomes públicos para cumprir as regulamentações.
Isto pode levar a uma consolidação no ecossistema de fintechs brasileiro, dado que muitas dessas empresas não conseguiriam cumprir os requisitos por falta de recursos, ao contrário de gigantes como a Nubank.
Olhando para o futuro
À medida que o Brasil avança para fechar brechas regulatórias e proteger os seus cidadãos de confusões no setor de serviços financeiros, isso também pode afetar a sua composição, forçando uma consolidação, uma vez que apenas grandes empresas como a Nubank podem cumprir esses requisitos.